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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Planejamento financeiro – Com dinheiro é assim: toma-lá, dá-cá!


Posted: 25 Sep 2012 05:21 AM PDT
Planejamento financeiro - Com dinheiro é assim: toma-lá, dá-cá!Nos últimos dias eu tenho começado conversas sobre finanças com a seguinte afirmação: com dinheiro é assim, é toma-lá, dá-cá! Acontece que o dinheiro é um recurso finito, restrito, limitado e que, portanto, deve ser muito bem direcionado para garantir bons retornos, proporcionando qualidade de vida diferenciada. Não é isso que todos desejamos?
Então eu quero lhe fazer um alerta: assim como pelas leis da Física dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, igualmente pelas leis das Finanças dois gastos ou duas compras não podem caber dentro de um mesmo centavo, de um mesmo real, de um mesmo milhar de real, jamais podem caber dentro de uma mesma quantia de dinheiro, seja ela qual for.
A “lei” é esta: não se gasta o mesmo dinheiro com duas coisas distintas! Se você gastar certa grana com isto, não terá esta mesma quantia para gastar com aquilo, ou seja, com dinheiro é assim, é toma-lá, dá-cá. É abrir mão de uma coisa que você cobiça menos para, com a mesma grana, poder ter acesso a alguma coisa que você deseja mais.
Veja o caso da conta do celular, por exemplo. É legal, é bacana poder jogar conversa fora no celular sem ficar regulando, não é mesmo? Pena que custa muito caro: sua conta pode fácil-fácil chegar nos R$ 100,00 por mês, o que dá R$ 1.200,00 por ano. Trata-se de um bom dinheiro, certo?
Que tal, então, usar seu celular somente para passar recados, para conversas curtas, ou então apenas para conversas mais longas verdadeiramente importantes, aquelas que simplesmente não podem esperar a disponibilidade de um telefone fixo por perto ou mesmo a possibilidade do contato pessoal para tratar do assunto? Tudo é uma questão de hábito.
Quem sabe com isso daria para baixar a conta para R$ 50,00, economizando outros R$ 50,00 todos os meses, acionando dessa forma um interessante “toma-lá-dá-cá financeiro”: toma-lá R$ 50,00 de papo furado na conta de celular todos os meses versus dá-cá um novíssimo superaparelho de celular com mil-e-uma-funções, podendo trocá-lo sem dó por outro compatível a cada dois anos, sem para isso ter que colocar a mão no bolso. Que tal?
Sim, porque enxugando R$ 50,00 mensais na conta de celular, você terá acumulado algo como R$ 2 mil após três anos de investimento dessa economia mensal na caderneta de Poupança. E, veja, não se trata de nenhuma implicância minha com o celular, que eu acho “o maior barato”, uso (com o devido comedimento!) e gosto muito.
Dá perfeitamente para dizer que o mesmo raciocínio vale para qualquer outra conta, como a conta de luz, de gás, de água e por aí vai: é toma-lá desperdício versus dá-cá qualidade de vida! O juiz desse jogo é você! Até a próxima.

Foto de sxc.hu.
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Este artigo foi escrito por Marcos Silvestre.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL - Indignação

 (Luiz Fernando Veríssimo)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como causar uma primeira impressão matadora

Shutterstock

Causar uma boa primeira impressão quando você é apresentado a um possível cliente ou parceiro é muito importante – principalmente porque você tem só uma chance para fazer isso. Mas como ter certeza de que as pessoas que você conhece vão pensar coisas boas? Para Vanessa Van Petten, especialista em pesquisas sobre inteligência social e emocional, o bom aproveitamento desses contatos inclui ser autêntico – os interlocutores sabem de cara que alguém está fingindo.
Ela também dá dicas de como começar uma conversa com o pé direito e garantir uma boa impressão. As sugestões foram publicadas no site do Young Entrepreneur Council, organização sem fins lucrativos que promove o empreendedorismo como uma solução ao desemprego e ao subemprego. Confira.

1. Determine as suas intenções. Isso é muito importante em eventos grandes, em que você vai conhecer muitas pessoas, como conferências ou festas. Antes de chegar ao local, reflita sobre o tipo de pessoa que você quer encontrar e que tipo de interação quer ter. Esse processo o ajudará a concentrar a sua energia no que é realmente importante.
2. Pense sobre seus ornamentos. Roupas, maquiagem, joias, relógios e sapatos são itens que as pessoas levam em consideração quando fazem julgamentos iniciais. Reúna suas roupas e acessórios e mostre-os para amigos em quem você confia. Pergunte o que eles acham. Muitos homens não percebem o quanto seu relógio pode dizer sobre eles. Para mulheres, bolsas e brincos vistosos podem alimentar determinadas avaliações. Certifique-se de que aquilo que você veste ou como você arruma o cabelo ou a maquiagem passam a mensagem certa para as pessoas que você vai conhecer.
3. Preste atenção na linguagem corporal. Essa é uma parte crucial das primeiras impressões e inclui desde a sua postura até como você anda e para que lado vira o corpo. Muitas vezes, simplesmente pensar na sua linguagem corporal já causa melhorias. Se puder, faça um vídeo de você andando por um ambiente. Algumas dicas para aprimorar essa linguagem são prestar atenção na direção para onde você aponta os pés, a posição dos seus ombros e o seu aperto de mão.
4. Evite os dias ruins. As pessoas que vão a coquetéis depois de terem passado por um dia ruim normalmente continuam tendo um dia ruim. Se você está de mau humor ou ansioso, outras pessoas vão perceber isso na sua expressão facial, nos seus comentários e na sua linguagem corporal. Se o dia está ruim, fique em casa! Se não der, encontre uma maneira de sair dessa nuvem negra. Faça exercícios ou assista a vídeos engraçados no YouTube. Isso vai melhorar o seu humor.
5. Seja interessado e interessante. Se você realmente quer conhecer pessoas e está aberto para aprender quem eles são, isso irá transparecer na primeira impressão. Nós todos já tivemos a experiência de encontrar alguém e saber instantaneamente que eles foram arrastados até lá por um amigo e não veem a hora de ir embora. Quando se aproximar de alguém, mostre um interesse genuíno em quem a pessoa é. Isso é contagioso, e você terá conversas melhores e contatos mais duradouros.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A internet mudou a forma como você lida com seus investimentos?

A internet mudou a forma como você lida com seus investimentos?Definitivamente a internet mudou o nosso dia-a-dia em muitas áreas. Mas uma das mais evidentes se refere ao acesso à informação. É algo que sentimos quando precisamos fazer uma busca por um termo ou assunto desconhecido, endereço ou telefone de um estabelecimento, preço de um produto ou serviço e, principalmente, por investimentos.
Porém, uma conquista que costuma passar despercebida é consequência direta deste acesso à informação: a autonomia que o indivíduo passou a ter, que tem uma dimensão inédita na história humana.
Na era do conhecimento, já se tornou clichê afirmar que informação é poder. Mas informação é poder por que ela confere autonomia ao indivíduo, que passa a poder tomar decisões de forma independente.

E é assim que você toma as suas decisões de investimento?

Bom, se você está lendo este blog, provavelmente sim. Hoje muita gente já sabe que o melhor investimento não é aquele que o gerente do banco indica. A internet trouxe o acesso a muita informação, que vem através de veículos, blogs ou mesmo milhares de pessoas dispostas a compartilhar suas opiniões. E você tem autonomia para decidir o que é melhor pra você!
Isso tem sido decisivo para os investimentos pessoais. As empresas se viram obrigadas a mudar seus modelos de negócios e oferecer de maneira online tudo o que antes era feito offline.
Há cerca de dez anos, o Brasil conheceu os primeiros sites que ofereciam o home broker, sistema de compra e venda de ações pela internet. Agora desembarca no país uma geração de sites que oferecem acesso a fundos de investimento até então ao alcance apenas dos milionários.
Seu conteúdo informacional é simples e acessível, em formato de vídeos, ferramentas interativas e tutoriais bem práticos. Esta nova geração de sites vai revolucionar ainda mais a forma como os brasileiros investem seus recursos.
Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia a desconcentração bancária nas finanças pessoais se deu independentemente da internet. No Brasil, é a web que vai viabilizar este processo, de forma igualmente benéfica para o investidor.

Órama

A primeira loja de fundos da internet brasileira chama-se ÓRAMA (orama.com.br). O nome significa Visão, em grego, e a empresa é dos mesmos sócios que fundaram a ÁGORA, que foi durante quase 10 anos a maior corretora de valores do Brasil, e uma das maiores corretoras online do mundo.
A ÓRAMA promete revolucionar a indústria de Fundos de Investimentos no país. Pela primeira vez, qualquer investidor com R$ 5 mil pode aplicar nos melhores fundos do mercado. O que a ÓRAMA faz é uma rigorosa seleção, pois ela não pretende ser um supermercado com centenas ou milhares de opções de fundos, mas sim oferecer efetivamente os melhores.
Para cada fundo escolhido, ela monta um FIC (Fundo de Investimento em Cotas), com uma aplicação mínima de R$ 5 mil. Assim, tudo o que for aplicado neste FIC é investido no Fundo Alvo. Por exemplo, se você aplicar R$ 5 mil no ÓRAMA Gávea, a ÓRAMA vai completar o mínimo do Gávea (Fundo Alvo), ou seja, colocar mais R$ 295 mil e investir um total de R$ 300 mil lá.
Quando você quiser resgatar, é a mesma coisa. Você resgata o quanto deseja (mínimo de R$ 3 mil) e a ÓRAMA se responsabiliza pela diferença. Por isto, ela cobra uma taxa de administração de 0,6% ao ano, que é um valor bem razoável para que você possa investir nos fundos onde até hoje somente os milionários brasileiros investiam. E é só isso, pois a ÓRAMA não cobra taxa de performance.

Como escolher o melhor fundo para você?

Mas como escolher os melhores fundos na hora de montar uma carteira? Muito simples, tem uma excelente ferramenta no site chamada Selecionador de Fundos, na qual você responde 6 perguntas e ela te indica os melhores fundos para o seu perfil e objetivo. Simples assim.
Ou seja, você faz tudo sozinho, usando toda a sua autonomia.

Conclusão

Conheço o trabalho da Órama há algum tempo e confesso que fiquei impressionado com a proposta da empresa. Na minha visão, o grande diferencial é oferecer os melhores fundos de investimento existentes no mercado, através de pequeno investimento inicial e baixa taxa de administração.
São fundos muito bem administrados por gestores renomados, concebidos inicialmente apenas para grandes investidores, e que, pela estratégia da Órama, tornam-se acessíveis ao pequeno investidor, pois a empresa soma vários pequenos aportes e se o total não alcançar a aplicação mínima do fundo alvo, ela mesma completa a diferença para atingir o valor mínimo estipulado.
E se a estratégia já é excelente, a taxa de administração cobrada é totalmente fora da realidade do mercado de fundos. Enquanto a maioria dos fundos existentes no mercado cobra taxa de administração acima de 2% ao ano e, muitas vezes, taxa de performance, a Órama tem uma taxa de administração de apenas 0,6% ao ano e não cobra taxa de performance.
Enfim, minha sugestão é que você acesse o site da Órama, conheça os produtos existentes, tire todas as suas dúvidas e, se gostar (assim como eu gostei bastante), escolha a Órama como parte da sua estratégia de investimento em ações.


Adorei a sugestão, vou pensar!
Obrigada pela sua visita,
Um abraço,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inspiração: de onde vêm as boas ideias

ShutterstockNa antiguidade clássica, as grandes descobertas – para não dizer inovações – eram creditadas às musas. Filhas do todo-poderoso Zeus e da titânide Mnemósine, as nove divindades simbolizavam a inspiração – aquele estalo criativo que leva os homens a criarem as coisas que não haviam sido imaginadas por seus pares. Com o racionalismo da idade contemporânea, a tecnologia da era pós-industrial e a recente revolução digital, a inspiração tornou-se mais uma figura poética do que um estado de espírito a ser alcançado. Uma grande invenção não mais é vista como o resultado de uma experiência transcendental de criação, mas sim o fruto de um processo lógico de encadeamento de ideias, em que o lado místico da inspiração não tem espaço algum.
Mas não é que a inspiração existe e é importante para os negócios. Pelo menos é o que diz uma série de estudos recentes sobre o assunto. Talvez ela não venha da generosidade das musas, mas ocorre de processos psicológicos que não podem ser mensurados aritmeticamente nem descritos em manuais de produtividade. Embora continue sendo um termo abstrato, especialistas afirmam que a inspiração pode ser ativada, capturada e manipulada por aqueles que entenderem seus processos psicológicos.

A inspiração é um estado de graça. Ela impulsiona a pessoa da apatia para a ação e transforma o jeito que percebemos nossas capacidades. Segundo os psicólogos Todd Trash e Andrew Elliot, da Universidade de Rochester, nos EUA, a inspiração tem três aspectos centrais: evocação, transcendência e abordagem positiva. Ela é evocada espontaneamente, sem intenção. É o clique característico de quando as boas ideias nascem. Transcendente porque a ideia inspirada suplanta as preocupações e limitações cotidianas e captura uma visão panorâmica e universal sobre o assunto. Essa transcendência é percebida nos momentos de clareza e consciência das novas possibilidades. A abordagem positiva, etapa final do processo, está na transmissão e implantação da ideia visionária. Os dois psicólogos notam que a inspiração é uma ferramenta com duas pontas: as pessoas são inspiradas pelas coisas e agem em cima dessa inspiração.
Apesar de ser vista como um cavalo que pode ser montado, a inspiração não pode ser imposta. Seria inútil um líder fazer pressão para que seus colaboradores fiquem inspirados. Segundo o neurocientista Scott Barry Kaufman, a inspiração simplesmente acontece. Pode ser por força de uma musa, porém o mais provável é que aquela baita ideia tenha nascido em um ambiente aberto a novas experiências, fruto da interação dos conhecimentos prévios com as informações recebidas do mundo. Não existe fórmula para inspiração. Mas, em certos ambientes, ela encontra um campo fértil. Nasce naqueles locais onde a liderança mostra os caminhos e espelha os exemplos, onde as pessoas inteligentes estão dispostas a fugir das convenções.
Para aumentar as chances de a inspiração ocorrer, algumas coisas podem ser feitas. Domínio do campo de atuação é o ingrediente básico. Nenhum poeta escreveu uma obra-prima sem conhecer bem o segredo das palavras. Esforço é outro elemento crítico, uma vez que inspiração é um processo trabalhoso, que compreende a análise e aprimoramento de diversas situações para validá-las ou descartá-las. Estar aberto a novas ideias e experiências é outro ingrediente importante, já que permite a pessoa perceber e embarcar na ideia quando a inspiração resolve aparece. Por último, a íntima relação entre motivação e inspiração nunca pode ser negligenciada. A inspiração tem mais a ver com a motivação interna. Muitas vezes está no lado oposto da competição, que induz à performance por meio de estímulos externos. “Pessoas inspiradas têm níveis mais altos de recursos psicológicos, como confiança nas próprias habilidades, autoestima e otimismo”, diz Scott Barry Kaufman.

Então, Boas Idéias !
Um abraço a todos.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

As lições que vêm daqueles erros medonhos

papo_medoO Halloween pode não ser uma tradição brasileira, mas aposto que tem gente tomando susto por aí com fantasias e enfeites macabros. Mas, mesmo fora de datas comemorativas, muitos empreendedores cometem erros que os fazem passar muito medo. Lembrando disso, o empresário americano Adam Torren escreveu, no site da Entrepreneur, um artigo com as lições que ele aprendeu a partir de erros medonhos.
No dia 31 de outubro de 1994, Torren havia acabado de abrir um bar com seu irmão, Matthew. Por erro de um promotor, a festa de Halloween do estabelecimento acabou recebendo muito mais gente do que o previsto – e o empresário quase morreu de medo ao ter de lidar com 250 clientes enfurecidos.
Mas Torren teve de reconhecer seus erros. Os empresários não haviam verificado as referências do tal promotor e descobriram, depois, que ele já havia feito isso em outros estabelecimentos. Então, no final, o medo serviu para passar algumas lições.
Confiram outras dicas elaboradas pelo empreendedor a partir de experiências negativas:

1. Tenha sempre em vista um bom contador para lhe dar orientações sobre gestão empresarial, parte tributária etc... esse profissional é o seu amigo número um.
2. Sempre consulte um advogado em acordos de alto valor. Quando Adam Torren e seu irmão fundaram o site YoungEntrepreneur.com, eles contrataram uma empresa para desenhar e desenvolver a página. Mas não recorreram a advogados para revisar o contrato. Os profissionais que fizeram o site tiveram um desempenho tão sofrível que foi necessário contratar outra equipe e refazer tudo.
No fim das contas, o acordo com o prestador de serviço original não incluía regras claras sobre a qualidade do trabalho, então todo o valor pago foi perdido. Talvez tivesse sido possível ganhar uma ação contra eles, mas não sem gastar muito com apoio jurídico.
2. Entre em sociedade somente com pessoas que você conhece bem. Uma amiga de Torren lançou seu primeiro negócio aos 30 anos de idade, com outras duas mulheres que ela achava que eram amigas próximas. Elas não se conheciam há muito tempo, mas pareciam compartilhar valores e filosofias. Quando uma das sócias desviou quase todo o dinheiro da empresa, e a outra processou a amiga de Torren por um terço das cotas do negócio que estava se dissolvendo, ela viu quão medonhas essas sociedades podem se tornar.
3. Separe um tempo para registrar a sua marca. Você está enrolando para registrar o nome e o logotipo da sua empresa ou produto? Torren aconselha que aprenda um pouco com uma empresária que ele conhece. Ela tinha um site muito famoso, com um ótimo nome. Operou a página por três anos e sempre pensava em registrar a sua marca. Em um primeiro momento, não quis gastar com isso. Depois, não era uma prioridade. Afinal, qual seria a probabilidade de alguém registrar a mesma marca e exigir que a empresária parasse de utilizá-la? Pois foi justamente isso que aconteceu. A empreendedora foi forçada a renomear a sua empresa após um grande escritório de advocacia – representando uma companhia maior ainda – entrar com uma ação contra ela.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Executar é mais importante do que ter boas ideias?

ShutterstockNovos empreendedores digitais estão cada vez mais encantados com os princípios da “lean startup”, cujo ponto principal é desenvolver produtos e lançá-los rapidamente para o público testar e indicar as correções a serem feitas.
Tanto que um de seus principais ideólogos, o norte-americano Eric Ries, está fazendo uma turnê pelos EUA para lançar seu livro “The Lean Startup”. O que os atrai é a possibilidade de enxugar custos e validar as mudanças com os consumidores.
Mas será que priorizar a rápida execução conta mais do que desenvolver ideias? O empreendedor norte-americano Ryan Healy acha que não, e conta por que neste artigo que escreveu para o Young Entrepreneurs Council.
Neste ano que passou, o mundo da tecnologia esteve bastante obcecado com a ideia da “lean startup”, um conjunto de princípios idealizados por empreendedores como Steve Blank e Eric Ries. É um mapa para startups desenvolverem, testarem e redesenharem seus produtos até chegar ao que é perfeitamente adequado para as necessidades do mercado
A ideia central é ser ágil e capaz de mudar a qualquer momento – se o produto não pegar, pense em algo completamente novo. Não discuta o próximo passo, só mande ver e analise os resultados, afinal, diz a nova sabedoria que ninguém é esperto suficiente para desvendar o que o público quer.
No entanto, há vários perigos nessa nova maneira de construir um negócio. Não acho que ideias não interessem e que a execução seja tudo. Uma ideia ruim não vai vingar, mesmo que a execução seja perfeita, e mudar para uma nova ideia fraca não vai levar ao sucesso.
Ideias são essenciais: empreendedores estão criando o futuro e precisam pensar em como desenvolver produtos que ajudem as pessoas, resolvam problemas, criem valor e, acima de tudo, sejam modelos replicáveis e escaláveis.
O custo e o tempo de desenvolvimento de um novo produto caíram acentuadamente nos últimos anos. Isso não quer dizer que o prazo e o trabalho duro acerca de uma nova ideia para o modelo de negócio tenham diminuído. Ao contrário: como é bem mais fácil colocar novos produtos no mercado, as ideias por trás deles ficam muito mais importantes.
Todas as startups que têm uma boa equipe de engenheiros estão no mesmo nível, do ponto de vista técnico. Assim, o ingrediente secreto são ideias bem desenvolvidas, inovadoras, que rompem com padrões e mudam as regras do jogo, como o Groupon, o Living Social e o Kickstarter.
Esvaziar a importância da ideia por trás de um produto faz com que seja mais fácil desistir se ela não decolar imediatamente. A maioria dos grandes produtos não são adotados imediatamente em grande escala, só depois dos ajustes certos.
Minimizar o valor da ideia permite ao empreendedor pular a parte do trabalho duro quando algo não funciona perfeitamente. Se ela vai resolver um problema importante, é provável que resulte em um negócio de sucesso se você for persistente e tentar executá-la de um modo inovador.
Peneirar um milhão de variáveis para achar um modelo de negócio é a parte mais dura de empreender – estou agora mesmo no meio desse processo. Não há atalhos, por isso a metodologia da “lean startup” não deve ser usada como desculpa para desistir quando aparecem as dificuldades.
Essas ideias devem simplesmente providenciar uma estrutura para criar um negócio do zero. Lembre-se: uma ideia existe antes mesmo de você criar um negócio. E é ela – ou uma variação dela – que sustenta sua empresa.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Relator minimiza polêmica sobre aviso prévio e diz que a lei é clara

Arnaldo Faria de Sá: “Algumas pessoas não souberam ler a lei”.
Relator do projeto que deu origem à nova Lei do Aviso Prévio (12.506/11), o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) minimizou as polêmicas sobre a aplicação da regra, que entrou em vigor nesta quinta-feira.
Arnaldo Faria de SáPela nova lei, o trabalhador com até um ano de emprego, que for demitido sem justa causa, tem direito a 30 dias de aviso prévio ou indenização correspondente. Esse tempo será aumentado em três dias para cada ano adicional de serviço, até o limite de 90 dias. Para receber três meses de salário, o empregado precisa ter 20 anos de contrato. Anteriormente, os trabalhadores tinham direito a 30 dias de aviso prévio, independentemente do tempo de serviço.
Questionamentos sobre a norma levaram o Ministério do Trabalho e Emprego a estudar a edição de uma portaria ou instrução normativa para regulamentar o texto e eliminar as dúvidas. Mas, na avaliação de Faria de Sá, a lei é clara. “Algumas pessoas não souberam ler a lei”, disse.
Retroatividade
As centrais sindicais querem que a nova regra possa ser aplicada para casos anteriores à lei e orientam os trabalhadores a buscar o direito na Justiça, porém o deputado entende que a norma não tem como retroagir. “Não existe essa abertura para retroatividade”, afirmou.
Outro ponto de questionamento é se a lei também valerá para o empregador, que teria direito a um aviso prévio maior que os 30 dias atuais se o funcionário pedir demissão. Para Faria de Sá, está explícito que o benefício só existe para o empregado demitido sem justa causa, e não para o empregador.
“O texto da lei é claro, fala de aviso prévio aos empregados, fala de prestação de serviço. Quem presta serviço é o trabalhador, não a empresa. Não há duvida de que a norma só se aplica aos empregados”, argumentou.

Reportagem – Carol Siqueira 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cinco dicas para transformar a sua ideia em realidade


shutterstockNem sempre grandes ideias dão origem a grandes negócios. Mas, com certeza, você nunca vai saber disso se não pesquisar bastante ou se não colocar esses projetos em prática. O site da revista Inc. reuniu dicas para você dar vida a uma grande idea. São bem práticas e simples e o ajudarão a sair do empreendedorismo meramente platônico. Confiram:
1) Não pense demais
Pode ser um pouco contraditório, mas não gaste muito tempo falando e falando sobre sua ideia para um produto ou serviço. Crie, ouça opiniões, estude o mercado e faça tudo isso rápido. Não fique sentado adiando o momento de lançar sua ideia.
2) Não tenha medo de compartilhar
Peça o máximo de opiniões sobre seu projeto. Muitas vezes, as pessoas não pedem feedback temendo que suas ideias não sejam realmente muito boas. Mas seja criterioso sobre seu interlocutor e sempre busque ajuda especializada.
3) Não tente agradar todo mundo
Quando você pede a opinião de várias pessoas, elas podem ser dissonantes. Portanto, tome as decisões que realmente vão ser melhor para sua ideia, e não para ser para ganhar a faixa de Miss Simpatia.
4) Não tente fazer mais do que você pode
Se precisar mostrar um conceito mais bruto da sua ideia para clientes e investidores, como um protótipo, não tente fazer algo complicado e cheio de aplicações que não funcionarão na hora. Tente realmente mostrar em que estágio você está – e faça com que ele funcione direitinho e não o faça passar vergonha.
5) Saiba quando mudar de rumo
Ao avaliar a sua ideia constantemente – nas fases de projeto, protótipo, lançamento etc. –, você tem mais chances de descobrir quando ela realmente não vai dar certo. Se isso acontecer, faça as mudanças necessárias para que ela se torne realidade ou simplesmente desista e passe para outra. Quem percebe isso tem mais chance de sucesso.

Simulação indica novos valores para aviso prévio

Dilma Rousseff sanciona lei que prevê pagamento por até 90 dias, a depender do tempo de serviço na empresa

Quem for dispensado após dois anos e ganha R$ 1.000 terá direito a receber R$ 1.200; antes, eram R$ 1.000


DO "AGORA"

Os trabalhadores demitidos sem justa causa serão beneficiados pela nova regra do aviso prévio, que, a partir de hoje, será de até 90 dias, dependendo do tempo de empresa do funcionário.
Quem foi dispensado após dois anos de empresa e que ganha, por mês, R$ 1.000, por exemplo, terá direito a receber R$ 1.200 referentes ao aviso prévio. Antes, ele receberia R$ 1.000 (equivalentes a 30 dias de trabalho).
Já um funcionário que foi demitido após 20 anos de empresa e que ganha, por mês, R$ 3.000 receberá R$ 9.000 pela nova regra. O valor anterior era de R$ 3.000.
Os cálculos foram feitos pelo professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e advogado Marcel Cordeiro, do escritório Salusse Marangoni Advogados.
A nova lei, sancionada nesta semana pela presidente Dilma Rousseff, determina que seja mantido o prazo atual de 30 dias de aviso prévio, com o acréscimo de três dias por ano trabalhado, podendo chegar ao limite de 90 dias (60 mais os 30 atuais). Segundo o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), relator do projeto de lei do aviso prévio proporcional na Câmara, a medida não será válida para os trabalhadores que pedirem demissão.
Mas, como a questão não está clara, as empresas deverão contestar a regra na Justiça. Para a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a mesma regra deverá valer para quem pedir demissão.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

10 erros que as empresas jovens cometem

ShutterstockQuando um negócio recém-criado começa finalmente a deslanchar, a ideia de que ele já deu certo é uma conclusão bastante atraente e confortável. Mas é um erro. Apenas mais um dos vários erros que os líderes de negócios nascentes e em ascensão costumam cometer.
Tanto a criação de uma empresa quanto os primeiros momentos rumo ao seu sucesso exigem uma série de cuidados e, mais do que isso, uma tranquila e despretensiosa humildade, o que inclui desde compartilhar as decisões com as pessoas ao seu redor até a simples atitude de admitir um erro.

O consultor especializado em startups Martin Zwilling, colunista do site da revista Forbes, preparou para a publicação um guia com os 10 erros mais comuns que nota entre as centenas de jovens empresas que já assessorou. Veja as dicas dele:
1. Esperar que a companhia cresça antes de formalizá-la. A dica foi dada em uma publicação norte-americana, o que mostra que não é só no Brasil que a formalização é um problema entre negócios iniciantes. E, mais do que isso, uma solução que deve ser garantida também. Nos Estados Unidos, ressalta Zwilling, o principal entrave está no embaralho legal e financeiro entre decidir se o registro, de início, deve ser feito como uma sociedade anônima ou uma companhia limitada. No Brasil, passa pela burocracia e a carga tributária que vêm junto com a regularização. Ainda assim, as indicações são as mesmas: a regularização é o primeiro passo a mostrar a todos que você é sério. O processo de formalização também força o empresário a registrar um nome para o empreendimento, e lhe garante uma série de seguranças legais, como a de propriedade intelectual.
2. Confiar em acordos informais. É mais ou menos o que os dois colegas de faculdade Mark Zuckeberg e Eduardo Saverin fizeram quando, ainda estudantes de Harvard, lançaram o Facebook: deixar para depois a parte de contratos formais. O resultado – um longo processo de Saverin contra Zuckeberg, exigindo mais tarde sua participação nos ganhos da companhia –, é mais comum do que se imagina. Esse problema pode e deve ser evitado com a formalização dos contratos e a definição da participação de cada sócio logo no início da empresa.
3. Contratar rapidamente, demitir devagar. Um erro comum entre as jovens companhias de crescimento rápido é sair desesperada e estabanadamente atrás de novos funcionários. Isso, no entanto, não raramente desemboca em outro problema comum: a baixa produtividade desse funcionário, e a dificuldade em mandá-lo embora depois. Para evitar isso, em primeiro lugar, é necessário contratar bem: a lição de casa passa por uma descrição clara do que a vaga exige e uma boa pesquisa acerca dos candidatos antes de pular direto para as entrevistas.  Se isso não for bem-feito, a probabilidade de o novo funcionário não ser exatamente o que a empresa precisa e, assim, ter um baixo rendimento é grande; o que implica custos mais altos para mantê-lo.
4. Contratar pessoas que gostam de você. Ser bajulado é bem legal, mas não necessariamente paga as contas. Alguns executivos têm essa ideia de misturar negócios com diversão e levar relacionamentos pessoais para dentro do escritório. Mas vale ter como regra antes escolher os seus empregados antes por critérios profissionais do que por amizade.
5. Subestimar as necessidades financeiras. Refaça mais de uma vez as contas de quanto dinheiro será necessário para fundar e dar os primeiros passos de seu negócio.  Você pode ficar surpreso, depois, com a quantidade de detalhes que esqueceu e com a rapidez com que o dinheiro escorre. Um fluxo de caixa defasado é um erro grande, e que pode não ser recuperável. Em caso como esses, em que o cobertor fica mais curto do que o frio que se calculou, há sempre a possibilidade de pegar empréstimos para cobrir o rombo, mas eles muito provavelmente serão caros também. O melhor mesmo é planejar de forma a não precisar deles.
6. Deixar que os contadores cuidem dos gastos. Diversos empresários julgam que a prioridade, no início de um negócio, é zelar pelos produtos e pelos clientes. Na verdade, a tarefa mais importante é ter todos os gastos na ponta do lápis e reduzi-los ao máximo até que o negócio tenha de fato deslanchado. Não delegue essa tarefa a ninguém. O trunfo é fazer um orçamento apertado e conseguir ainda gastar menos do que ele prevê. O resultado de um orçamento estourado não afeta apenas o crescimento da empresa, mas também a credibilidade com fornecedores, clientes e possíveis investidores.
7. Tomar as decisões sozinho. Ao mesmo tempo em que é importante ter o controle de tudo o que está acontecendo, é necessário também saber dosar a centralização. Deixar a cargo de si mesmo todas as decisões é um grande e recorrente erro. Para uma empresa crescer, a equipe se verá obrigada a crescer também, e, com isso, as decisões deverão naturalmente se pulverizar. Um empreendimento inteligente contrata tomadores de decisão, e não meros funcionários. É bom ter, inclusive, uma pessoa com afinidade, mas também com contrapontos a suas ideias, desde a concepção do projeto, com quem possa compartilhá-lo. Resista à tentação de fazer as coisas sozinho e apenas ao seu modo.
8. Definir uma estratégia congelada. Admita que o seu plano inicial pode dar errado. A maioria das startups acaba, alguma hora, tendo que refinar e rever suas estratégias de mercado em vários momentos. Então esteja alerta e seja flexível – inclusive porque há uma série de fatores externos que podem surgir sem licença; seja uma recessão econômica, um novo competidor ou uma mudança súbita de mercado. Uma sugestão é agendar reuniões mensais para rediscutir frequentemente o plano de estratégia. E não deixe também de manter a equipe informada sobre as mudanças, já que a falta disso pode parecer desorganização e falta de metas.
9. Deixar que as crises diárias tirem-no do negócio central. Saber distinguir as tarefas mais importantes e se concentrar nelas exige prática e esforço. Por “mais importante”, entenda: acompanhar o mercado, o atendimento aos clientes, a contenção de custos e a batalha com os competidores. É importante saber também os momentos de delegar tarefas, dialogar com a equipe e mesmo de descansar. Se você se deixar levar pelos pequenos problemas diários, perderá as prioridades do foco. Trabalhar individualmente e centralizar todas as tarefas é uma boa medida naquela fase bem inicial, em que o projeto ainda está sendo criado e erguido, e em que o fundador inevitavelmente se torna sua principal peça. Mas essa centralização deve evoluir aos poucos para uma forma mais coletiva de se pensar
10. Ignorar os erros. O maior erro dos donos de jovens negócios é deixar de aprender com os erros – os dos outros e os próprios. As pessoas mais sábias admitem logo que erraram e mudam imediatamente o foco de culpar a situação para aprender com ela.  A verdade é que o erro é uma parte inevitável de qualquer negócio de sucesso.  Frente a isso, a melhor coisa a fazer é torná-los aliados e aprender com eles. O único equívoco imperdoável é repetir os mesmos erros. A grande conclusão, por fim, é que tentar e não dar certo é melhor do que não tentar. E, para que um negócio cresça e tenha sucesso, não tentar não é uma opção.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quanto tempo o tempo tem?

shutterstock_3238803A sensação de aceleração do tempo aumenta ainda mais nessa época de final do ano. Todos querem aproveitar os últimos meses de 2011 para concluir as metas propostas tanto na vida pessoal quanto na profissional até o esperado dia 31 de dezembro. Mas como controlar o seu tempo diante de tantos afazeres?
Em um dia de trabalho, empreendedores são interrompidos a todo o instante por problemas e dúvidas de funcionários e colaboradores, ligações de clientes, e-mails que lotam a caixa de entrada e mensagens nos celulares. Diante de tudo isso, é difícil se concentrar e entregar todos os projetos a tempo.
Para evitar o estresse, é importante separar cerca de 30 minutos para colocar no papel todos os compromissos, com datas e horários de entrega. Isso permite ao empreendedor visualizar em uma planilha os seus deveres no longo prazo. Além disso, é válido acrescentar ao lado de cada tarefa um grau de importância as atividades. Os projetos mais trabalhosos e com chances de maiores resultados merecem destaque e atenção. Para não perder o foco nas atividades, é interessante colocar um tempo máximo para a realização de cada um dos afazeres.
Saber dizer “não” também é fundamental para que de tempo de realizar todos os compromissos. Negar um pedido muitas vezes é necessário para que se obtenha total concentração na realização das atividades previamente agendadas. É essencial manter a calma. Esbravejar e se irritar com a quantidade de tarefas diante do pouco tempo será estressante e, com certeza, atrasará ainda mais a realização das atividades.
Afinal, como já dizia o famoso trava-línguas infantil, o tempo não pode parar, nem que seja por um segundo: “O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tinha tempo pra falar pro tempo quanto tempo o tempo tem”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Microempreendedor Individual é turbinado pela Assessoria Contábil

Mesmo não tendo obrigatoriedade da contabilidade, os empreendedores individuais estão descobrindo que a resposta do mercado está diretamente ligada a seriedade que encaram seus negócios. O zelo pela sua atividade, o desejo de aprender a manter um mínimo de controle em relação ao que compra, vende e recebe, está levando a esses novos empresários - MEI - a valorizar a Consultoria de um Contador. Essa nova visão está permitindo uma grande mudança na vida relacionada a organização, o gerenciamento e o controle de sua posição no mercado empresarial.
Até mais,
Lucia Helena
Gerente Comercial CredConf Contabilidade

 


O motoboy Gilvani Figueira da Silva e a vendedora ambulante Lívia Franchini Butierrez não tinham acesso a crédito no mercado nem comprovação de renda. Viviam sem benefícios previdenciários que dessem uma garantia de futuro. “Antes eu era uma pessoa oculta no mercado, um profissional inexistente oficialmente”, relata o motoboy, que está na profissão desde 2002. Para ele, ingressar no programa Microempreendedor Individual (MEI) significou a realização de um sonho. “Agora eu estou registrado e posso dar nota fiscal para o meu cliente”, comemora.
Sair da informalidade aumentou a autoestima desses profissionais que trabalhavam sem benefício algum. “A vida melhorou muito e já me sinto um verdadeiro empresário”, relata Silva, satisfeito com o novo momento. Hoje ele recolhe INSS, abriu conta em banco e fez até um seguro de vida, uma preocupação antiga em razão do alto risco da sua atividade profissional. “Foi a melhor coisa que o governo fez para gente”, resume.
A vendedora Lívia trabalha como vendedora de roupas há dois anos. A formalização permitiu que ampliasse suas vendas e profissionalize os serviços. Hoje consegue vender com cartão de crédito, o que facilita para ela e para o cliente. Após a formalização, eles não dispensaram a orientação mensal dos seus contadores, que fizeram, de forma gratuita, a adesão dos autônomos ao MEI.
Aprovada em dezembro de 2008, a lei que considera o trabalhador autônomo que recebe até R$ 36 mil por ano registrou 1,6 milhão de profissionais em todo Brasil. Só no Rio Grande do Sul, são mais de 87 mil. A fim de dar um empurrãozinho na formalização, o governo federal conta com os profissionais contábeis para ajudar nesse processo.  Na prática, a medida beneficia profissionais como ambulantes, doceiros, eletricistas, cabeleireiros, manicures, motoboys etc. Ao todo, dezenas de categorias são beneficiadas pelo programa (www.portaldoempreendedor.gov.br/modulos/entenda/quem.php). Mas, mesmo assim, ainda restam 11 milhões de informais no País, 700 mil só no Estado de acordo com informações do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS).

O programa é um sucesso na opinião do gerente de Políticas Públicas do Sebrae-RS, Alessandro Machado. O Sebrae vem focando a atenção na capacitação empresarial de todos esses trabalhadores, por meio de palestras, cursos e oficinas, preparando cada vez mais os empreendedores para o mercado. Para ele, o contador é um profissional de grande importância nesse processo. Em pesquisa realizada pelo Sebrae, foi constatado que o profissional da Contabilidade é o primeiro a ser procurado pelo empresário quando ele tem dúvidas ou dificuldades. “A orientação correta é fundamental para iniciar bem um pequeno negócio”, comenta.
Todo o processo de registro do empreendedor individual é gratuito, contudo não se pode descartar a necessidade de uma Consultoria Empresarial para que ocorra um crescimento seguro e estável, assim como conhecimentos em gestão empresarial.
Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), Zulmir Breda, a participação da categoria é fundamental neste momento do País. “Nosso papel começa desde o primeiro passo da empresa”, constata. Breda recomenda que os microempreendedores levem em consideração os conhecimentos dos seus contadores para que possam crescer no mercado com segurança e evoluir para microempresário, ao lembrar que a maioria das empresas tem dificuldades em se manter e muitas acabam fechando as portas em apenas dois anos. A causa disso, de acordo com o presidente, pode ser a falta de uma orientação qualificada. O CRC RS também busca instrumentalizar este profissional através de cursos e palestras sobre o MEI.