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quarta-feira, 2 de maio de 2012

O mundo mágico da gestão ensinada pela Disney



1352591-1McKinsey? Harvard? MIT Sloan? Nada disso. A consultora empresarial da vez, em um momento em que as empresas americanas não podem bobear, é a Disney. Ou melhor, o Disney Institute, departamento destinado a vender a sabedoria adquirida ao longo de décadas de especialização na indústria de entretenimento. Os interessados, entretanto, costumam vir de outras áreas: Chevrolet, Häagen-Dazs, United Airlines, hospitais, salões de cabeleireiros e até um país inteiro, a África do Sul.
Uma reportagem do The New York Time mostrou alguns resultados impressionantes: a unidade infantil de um hospital da Flórida passou dos 10% mais mal-avaliados do ranking nacional de satisfação de pacientes para os 10% com melhor avaliação em apenas um ano (entre 2009 e 2010). Parte do sucesso do Super Bowl, em fevereiro deste ano, pode ser atribuída ao Disney Institute. Ele foi chamado a ajudar depois do vexame da falta de assentos nos estádios em 2011, que provocou indignação geral e um processo contra os organizadores. A Disney criou e pôs em prática um programa de treinamento para os 20 mil funcionários e participou da coordenação das atividades de orientação ao público.
Nem sempre divulgar a ajuda da Disney pega bem – o instituto tem até uma política de discrição por causa disso. Quando soube que o time de basquete New Jersey Nets havia chamado a Disney para acompanhar o projeto de um estádio, o jornal “New York Post” cravou a manchete: “Conheça o novo técnico dos Nets: Mickey Mouse”. Além da imagem infantil, a Disney tem uma tradição de ultraconservadorismo – até bem pouco tempo atrás, os funcionários não podiam usar barba nem bigode e as funcionárias eram obrigadas a cobrir as pernas com meias longas. O tipo de atendimento meloso também é alvo de gozações, mas não se pode negar que o público adora. Não é menor o sucesso do método Disney de tomar medidas de eficiência quase milimétrica. Por exemplo: as latas de lixo dos parques são colocadas a distâncias de 27 passos, porque observações levaram a concluir que esse é o percurso máximo feito pelos frequentadores antes de ceder à tentação de descartar o lixo em qualquer lugar.
No caso do hospital infantil da Flórida, alguns dos itens do aconselhamento foram tipicamente Disney: agora os pacientes são recepcionados por um ator vestido com roupas de safári e tocando um ukulele. Outras ideias sugeridas são mais prosaicas, mas guardam a marca da experiência dos parques de diversão. Os professores de Maryland, por exemplo, foram instruídos a agachar para falar olho no olho com as crianças, e funcionários da Chevrolet passaram a indicar direções com dois dedos, e não um, porque é mais delicado.
Foi assim que a receita do Instituto Disney dobrou nos últimos três anos. De início, os clientes tinham de viajar até a Disney World, na Flórida, e à Disneylândia, na Califórnia, para participar dos cursos. Recentemente foi criada uma rede de representantes para fazer contatos e depois coordenar o envio dos executivos do instituto às próprias empresas. Eles já partem com cursos preparados de acordo com as necessidades do contratante e até agora, ao que parece, ninguém se queixou dos serviços.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveis


Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveisUma economia feita por otimistas, persistentes e sonhadores, é assim que estamos percebendo este momento positivo na economia mundial. Os empreendedores em suas startups e seus negócios inovadores acreditam que podem, acima de tudo e contra todas as probabilidades, construir algo melhor, desenvolver do nada e contribuir com mudanças para um mundo melhor.
No Brasil, vivemos o boom do empreendedorismo: parte significativa do mercado está, finalmente, dando o devido valor a esses que, contra tudo e todos os obstáculos, fazem acontecer. Com isso, o empreendedorismo deixa de ser apenas um meio ou alternativa de sobrevivência para assumir uma posição de importância no cenário nacional. Negócios são criados todos os dias, cada vez mais preparados, trazendo ao mercado serviços e produtos que tem um encaixe, que ofereçam soluções de problemas, brechas e oportunidades não exploradas.
Mesmo sem ter uma educação voltada especificamente para isso, onde se prepara também o aluno para o mercado de trabalho e para a vida empresarial, já temos menos morte empresarial antes dos dois anos de empresa. Segundo o Banco Mundial, somos 6,2 milhões de negócios empreendedores instalados e já estamos em terceiro lugar no ranking de empreendedorismo no mundo.
Mas, afinal, como eles conseguem sobressair no Brasil? Um país com leis antigas e uma complexa, lenta e burocrática máquina pública. Simples, operando à margem e no sentido de não precisar dele, com recursos próprios, da família, ou de um investimento semente, operando com ênfase no capital intangível.
Estes pequenos grandes negócios são tocados pelos sócios que fazem o capital intelectual e usam tecnologia de ponta, utilizam ferramentas gratuitas, serviços nas núvens pagando apenas pelo que usam, fazem uso do Marketing Digital para divulgar seus negócios e trabalham com maior eficiência com operações simplificadas e reduções de custos. O que existe de capital tangível é muito pouco que possa ser contabilizado e que seja essencial. O que significa dizer que, hoje em dia, é preciso de menos recursos para iniciar, construir e manter um negócio.
Até bem pouco tempo, no passado recente, uma empresa pra ter sucesso e conquistar mercado tinha que ter, além de um bom produto, altos investimentos em marketing tradicional, capital de giro, estrutura física, estoque, equipamentos, imóveis, entre vários outros componentes para formação do capital. Hoje, em empresas como Google, Microsoft e FaceBook, seus maiores e valorados ativos são software e gente qualificada. Ou seja, a maior parte são, efetivamente, recursos Intangíveis.
Individualmente, as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) são apenas gotas no balde da econômica mundial – mas, no conjunto, fazem um grande volume, pois já são responsáveis por quase 65% do PIB global, segundo pesquisa da Forester Research.
As grandes indústrias e empresas já perceberam o valor da cadeia produtiva e da redução de custos na parceria com MPEs, já que da sinergia com elas derivam benefícios mútuos. As PMEs são hábeis em descobrir como ganhar vantagem, sempre que possível através de associações comerciais, por exemplo. Para uma pequena empresa, uma parceria com uma empresa maior, cuja marca, canal e força de vendas ou distribuição podem ser aproveitado é a grande oportunidade de que precisam.
Bem, não podemos somente comemorar o momento desta nova economia; essa situação tem que ser percebida como um todo. Não é fácil realmente valorizar uma coisa abstrata, que não é tangível, e ainda existem empresários que não entenderam a chamada Revolução Digital e tem dificuldade em valorizar um negócio com estas características.
Você já deve ter ouvido algo tipo “Se não tem mesa, cadeira, maquina, estoque, produto acabado e estrutura, não tem valor!”. Essa afirmação, infelizmente ainda encontramos no mercado, principalmente entre aqueles que aprenderam a fazer negócio na maneira antiga, desde o escambo.
Pense Nisso! @JoaoKepler




quinta-feira, 1 de março de 2012

Riqueza e qualidade de vida: é rico quem pensa como rico.


Riqueza e qualidade de vida: é rico quem pensa como rico.Em minhas aulas e palestras, costumo usar os termos RICO e POBRE com bastante frequência – inspirado no famoso livro “Pai Rico Pai Pobre”. Porém, em tais ocasiões, antes que qualquer ouvinte me acuse de politicamente incorreto, também costumo deixar bem claro o que cada um desses dois termos representa e significa para mim. É exatamente esse ponto de vista que gostaria de compartilhar com os leitores do Dinheirama.
Primeiramente, uso as palavras RICO e POBRE para diferenciar como as pessoas pensam (e, por consequência, agem), e não pelo quanto ganham por mês. Perceba que a diferença é imensa. Por tal conceituação, uma pessoa que tenha renda mensal de R$ 15.000,00 pode ser considerada pobre, enquanto outra com renda de R$ 1.500,00 pode ser rica. Isso simplesmente pelo fato de pensarem e agirem de maneiras diferentes. Para exemplificar como isso é possível, apresento o famoso exemplo da caixa d’água.
A riqueza e a caixa d’água
Imagine a situação de uma casa em que a caixa d´água que a abastece esteja completamente cheia. Essa fartura momentânea pode fazer com que os moradores da casa comecem a gastar mais água do que a bomba consegue repor. Assim, se ao longo do tempo as saídas forem maiores que as entradas, a caixa um dia ficará vazia e os moradores passarão sede.
Repare que esse exemplo, discutido de maneira pormenorizada em meu artigo “Entenda o Balanço Patrimonial e o Fluxo de Caixa”, demonstra que, para evitar problemas futuros, não adianta a caixa d´água estar cheia. É preciso que o fluxo de água seja constantemente positivo.
No campo financeiro, isso significa dizer que não basta ter patrimônio. É preciso que, consistentemente, as receitas mensais sejam maiores do que as despesas – na verdade, essa é a única maneira de se aumentar a riqueza. Aliás, se quiser medir sua riqueza, acesse este excelente artigo dos amigos do Blog Quero Ficar Rico.
Ricos e pobres pensam de maneira diferente
Com base no exemplo da caixa d´água e sua possível analogia com as finanças pessoais, já é possível delinear a diferença de pensamento entre pobres e ricos. Acompanhe a seguir.
Os pobres
Os indivíduos que se encaixam nessa definição têm sua conceituação sobre riqueza financeira baseada em quantos ativos se tem no Balanço Patrimonial. Isso significa que olham apenas se a caixa d´água está cheia.
Ainda é preciso destacar um detalhe importante: a riqueza percebida pelos pobres está geralmente associada a ativos que dão despesa. Isso porque, apesar de investimentos[bb] também serem ativos, o POBRE associa riqueza a quem possui casa de luxo, carros importados, roupas de grife etc., bens que geram mais despesas e aumentam as responsabilidades financeiras da família.
Ao lidar com as finanças pessoais, sua intenção é potencializar o consumo, acreditando que seu bem estar e qualidade de vida estão diretamente associados à quantidade de bens e serviços que consegue obter, nem que para isso seja preciso endividar-se.
Os ricos
As pessoas pertencentes a essa categoria dão grande importância ao fluxo de caixa, isto é, tomam providências para que, sistematicamente, entre mais líquido do que saia na caixa d´água. Dessa forma, é possível verificar que o RICO abre mão do consumo imediato e exacerbado em troca de receitas maiores que suas despesas. O destino para a “sobra” do dinheiro é inteligente: compram ativos que geram mais receita; ou, em outras palavras, investem.
Conclusão
Com base na argumentação construída ao longo do texto, é possível perceber claramente que diferencio POBRES e RICOS pela maneira como definem riqueza[bb] financeira. A maneira como pensam e agem são completamente distintas e independem de sua receita mensal.
Obviamente, uma pessoa RICA e com alta renda mensal, conseguirá atingir a independência financeira mais rapidamente que outra com renda menor, mas definitivamente o quanto se ganha não é condição suficiente para geração da verdadeira riqueza financeira.
A realidade é uma só: se você pretende se tornar uma pessoa rica, pense e aja como tal, independentemente de sua renda atual!
Boa sorte em suas finanças e vida pessoal. Até a próxima. Foto de sxc.hu.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A importância do primeiro passo


A importância do primeiro passoVocê já se viu em situações onde fez diversos planos, mas não conseguiu colocá-los em prática? Certamente sim. Isso ocorre porque, para muitos, é muito difícil dar o primeiro passo.
Acredito que, na maioria dos casos, isso acontece porque definimos um “primeiro passo” muito grande (“Só vou começar a investir quando souber comprar e vender ações e quando tiver R$ 20 mil disponível para isso”) ou sabotamos nossos próprios planos.
Obviamente é necessário se planejar. Mas também é necessário tirar o plano do papel e colocá-lo em prática. E, para isso, é necessário ter atitude e dar o primeiro passo. Por menor que ele seja. Vamos ver alguns exemplos neste artigo.

Livre-se das dívidas

Quem tem (ou já teve) dívidas, sabe o quanto isso é perturbador. Mesmo quando elas estão sob controle (prestações do carro ou apartamento), ainda assim incomoda bastante saber que está “preso” a um financiamento longo por anos.
Para quitar suas dívidas, é necessário se organizar para saber quanto realmente está devendo, para quem está devendo e negociar com cada credor o pagamento.
Para muitos, isso parece tão complicado que não dá coragem nem de começar. Mas é essencial dar o primeiro passo.
Que tal então parar de aumentar a dívida? Ou simplesmente quebrar seu cartão de crédito e só tornar a usá-lo quando quitar essa dívida (e tiver consciência para gastar!)? São passos simples, mas que iniciam uma mudança.
Para saber mais sobre esse tema, recomendo a leitura do artigo ‘Controle suas dívidas‘.

Livre-se das tarifas bancárias

Quem nunca olhou seu extrato e, ao se deparar com uma cobrança de taxa de manutenção de conta no valor de R$ 15 (ou 20 ou 30 reais), ficou revoltado? Acredito que muita gente já passou por essa situação.
O problema é que a “preguiça” e/ou a “falta de tempo” para ir ao banco causa enormes rombos nos nossos bolsos (e grandes lucros aos bancos).
Certo dia, conversando com uma gerente de banco, ela comentou que apenas as taxas de manutenção cobrada dos cliente da agência pagava toda a folha daquela agência! Dá para imaginar quanto as pessoas tem perdido por aí?
Falo em “perder dinheiro” porque atualmente existem diversas opções de conta corrente em que não há cobrança de taxa de manutenção e até mesmo de DOC e TED. São as contas com pacotes de serviços essenciais e as contas digitais.
Basta uma visita ao banco e em poucos minutos, você consegue migrar sua conta para uma modalidade sem cobrança de tarifas.
Para saber mais, leia o artigo ‘Livre-se das tarifas bancárias‘.

Faça uma poupança

Quando falo em “fazer uma poupança”, não quero dizer necessariamente que você deve aplicar na caderneta de poupança. O objetivo aqui é incentivá-lo a poupar parte do dinheiro que você recebe para ter uma boa reserva financeira para emergências e também para realizar sonhos a longo prazo.
O problema é que muitas pessoas acham que ganham tão pouco que preferem não poupar, pois pensam que 50 reais por mês não é nada. E estão enganados!
Pensam assim: “Se eu juntar 50 reais por mês, só terei 600 e poucos reais no final do ano. Sacrifiquei-me para poupar R$ 50 e não obtive nem 30 reais de juros durante um ano inteiro”.
O problema aqui é que se não poupar nada, certamente também não terá nada no final do ano. Ou quando mais precisar.
A ato de poupar dinheiro, por menor que seja o valor, tem vários propósitos: (1) adquirir disciplina de poupar, que será muito útil quando tiver mais dinheiro; (2) ter sempre algum dinheiro para se proteger se imprevistos (ou realizar sonhos) e não precisar se endividar; (3) ensinar uma bela lição para a educação financeira dos seus filhos.
Comece agora a cortar gastos e poupar dinheiro. A aplicação onde esse dinheiro será investido inicialmente é o que menos importa.
À medida que o montante for crescendo, aí sim vale a pena se preocupar com as melhores opções de investimento. O primeiro passo, nesse caso, é a disciplina para poupar.

Aprenda a investir

Conheço diversas pessoas (alguns clientes meus, inclusive) que possuíam volumosos montantes em dinheiro “parado” na caderneta de poupança. Essa aplicação pode ter sua função no auxílio a montar uma poupança, mas como investimento, é uma péssima escolha.
Dessa forma, ter R$ 100 mil aplicado na caderneta de poupança ao invés de títulos públicos, significa uma perda aproximada de R$ 200 por mês!
Alguns acham que investir no Tesouro Direto, CDB ou mesmo ações é tão complicado, que preferem deixar o dinheiro comodamente aplicado na poupança, deixando de ganhar muito dinheiro.

Conclusão

Dar um primeiro passo é importante porque permite que saiamos do lugar onde estamos em busca de algo melhor. E muitas vezes esse passo, por menor que seja, é o início de uma grande mudança. Isso serve para qualquer coisa na vida. E não apenas nossas finanças.
E dar esse passo é simples. Basta ter atitude. Para quem precisa de ajuda, coloquei todo meu conhecimento no livro digital Como Investir Dinheiro (e em dois outros livros que fazem parte do pacote), onde ensino tudo que sei sobre investimentos, educação financeira e isenção de tarifas bancárias.
Tenho certeza que a aquisição desse material facilitará bastante a vida de quem estiver interessado. Mas ele não é essencial. É possível fazer tudo isso sozinho. Basta se esforçar e ter dedicação para dar o primeiro passo. E os demais também.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Inspiração Empreendedora

crowleyAlgumas histórias de empreendedores nos inspiram e podem render boas lições. A trajetória de John Crowley é uma delas. Em 1998, o empresário americano trabalhava na área de marketing da Bristol-Myers e tinha acabado de concluir seu MBA em Harvard. Foi nessa época que descobriu que seus dois filhos mais novos, Megan e Patrick, tinham a rara doença de Pompe. Como não havia tratamento para o problema, por conta da degeneração dos músculos e do sistema nervoso, eles dificilmente chegariam aos 10 anos de idade.
Relutante em aceitar o destino das crianças, Crowley começou a buscar estudos sobre possíveis curas para a doença. Foi assim que ele conheceu o trabalho do pesquisador William Canfield. Certo de que a pesquisa de Canfield o levaria a resultados promissores, convenceu o acadêmico a fundar a Novazyme, uma startup de biotecnologia. A decisão, segundo o próprio Crowley, não foi fácil, pois envolvia abrir mão de um emprego estável e investir em uma área na qual tinha pouca experiência.
A empresa começou com doações, mas logo ganhou corpo ao levantar US$ 27 milhões de investimentos através de fundos de venture capital. O trabalho que estava sendo desenvolvido chamou a atenção do mercado e, em 2001, a Novazyme foi comprada por US$137,5 milhões pela Genzyme, uma grande empresa farmacêutica que já estava investindo em outras pesquisas para o tratamento de Pompe.  Dessa vez,  Crowley assumiu o cargo de vice-presidente. Mas logo  depois que o medicamento foi desenvolvido, ele precisou deixar o emprego novamente. Sua permanência configuraria conflito de interesses. A única forma de realizar os testes com Megan e Patrick seria com ele fora da empresa.
O remédio teve o efeito esperado e os filhos de Crowley apresentaram uma melhora significativa. Enquanto isso, Crowley se tornou CEO da Amicus Therapeutics, uma empresa que desenvolve pesquisas sobre doenças genéticas. Para aqueles que desejam virar empreendedores – ou já se tornaram um – o mais importante da trajetória do americano é a lição de que seja qual for o negócio em que nos envolvemos, é preciso ter muita determinação  e uma boa dose de paixão por aquilo que se faz.
Para conhecer melhor os detalhes sobre essa história, ela está contada no livro ‘The Cure’, da jornalista Geeta Anand (ainda sem tradução para o português).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL - Indignação

 (Luiz Fernando Veríssimo)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que são microfranquias?


O que são microfranquias?As microfranquias são consideradas a “bola da vez” na economia. Isto se deve ao grande crescimento que esta modalidade de franquias tem apresentado nos últimos anos, motivado especialmente pelo aumento da nova classe C brasileira.
A Associação Brasileira de Franchising (ABF) estima que já exista no país cerca de 2.500 franqueados de um total de mais de 50 marcas de microfranquias. Elas já representam 5% do segmento de franchising no Brasil, mas crescem a uma velocidade de 25% ao ano.
Mas o que são microfranquias? Quais as vantagens que este modelo apresenta para os empreendedores? Quais os cuidados que os interessados em atuar neste segmento devem tomar?

O que são microfranquias?

Microfranquia é nome dado às franquias cujo investimento a ser realizado pelo empreendedor não ultrapasse os R$ 50.000,00. Assim, trata-se de uma classificação dada pelo mercado e não pela lei, ou seja, elas estão sujeitas, assim como as demais franquias, às regras e condições estabelecidas pela lei n.º. 8.955/94 (Lei das Franquias Empresariais).
Como nas demais modalidades de franquia, a microfranquia é um sistema de parceria onde o franqueador, proprietário de um negócio, disponibiliza para interessados (os futuros franqueados) o uso da sua marca comercial bem como a transferência do know-how, ou seja, da tecnologia do seu negócio, com ou sem o fornecimento de produtos e serviços.
Vale lembrar que, para permitir o uso de uma marca, tal marca deverá ter sido devidamente registrada junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Vantagens

De acordo com os especialistas, as maiores vantagens apresentadas pelas microfranquias são o baixo investimento necessário para se iniciar o negócio bem como o rápido retorno desse investimento, sendo que o maior número de microfranquias encontra-se no setor de serviços, tais como ensino, serviços de beleza, reparos de roupas e sapatos, entre outros.
A maioria delas não exige um ponto comercial e pode ser operada de casa, no esquema home-based. Isso faz com que os custos operacionais (aluguel, transporte, refeição etc.) e de contratação de funcionários, por exemplo, sejam reduzidos.
É por esse motivo que o modelo tem tido um crescimento tão expressivo no Brasil – temos uma classe C atingindo praticamente 50% da população do país e ansiosa para ter o seu próprio negócio sem que haja a necessidade de um enorme investimento.

Cuidados necessários

Como em qualquer outro tipo de franquia, é preciso verificar qual a visibilidade da marca dessa franquia no mercado, pois quanto mais sucesso essa marca fizer junto aos seus consumidores, maior será a garantia de retorno do investimento realizado pelo franqueado.
Outro cuidado importante é verificar se toda a documentação da franquia, especialmente a sua circular de oferta está em acordo com o que estabelece a menciona lei n.º 8.955/94, e se o perfil do empreendedor é compatível com a atividade.
No caso de microfranquias montadas em quiosques, é preciso muita cautela com o contrato de locação do espaço onde eles se localizem, pois a mudança desse local pode até mesmo inviabilizar o negócio.
Sugestão: pesquise muito. Conheça seu franqueador, converse com franqueados e tenha sempre em mente que ser dono do seu próprio negócio pode exigir muito mais trabalho que ser um funcionário de uma empresa, especialmente no início.

Casos de sucesso

Separei duas matérias muito interessantes, que tratam de casos reais de sucesso com empreendedores que largaram seus trabalhos e abriram uma microfranquia:
Se está interessado e quer saber mais sobre franquias baratas, recomendo a leitura do artigo ‘10 franquias mais baratas do Brasil‘.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Débitos dificultam entrada de empresas no Supersimples

Brasília - Desde o dia 2 de janeiro, mais de 132 mil empresas procuraram a Receita Federal para ingressar no Supersimples. Dessas, apenas 25% foram bem-sucedidas. Segundo o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), Silas Santiago, os débitos com a União, os estados e os municípios são os principais entraves para a entrada no sistema.

O Simples Nacional conta atualmente com mais de 5,8 milhões de pessoas jurídicas registradas, das quais cerca de 1,9 milhão são empreendedores individuais. A adesão ao regime simplificado de tributação ocorre sempre no mês de janeiro – com exceção das novas empresas, que podem fazer a opção a qualquer momento, logo após se formalizarem. A adesão é feita pelo portal do Simples Nacional.

Segundo Silas Santiago, as empresas que saíram ou foram excluídas do sistema podem pedir o parcelamento dos débitos, regularizar a situação e voltar ao Supersimples até 31 de janeiro. Os empresários que não conseguirem normalizar sua situação dentro do prazo só poderão tentar novamente em janeiro de 2013.

O parcelamento é feito no site da Receita Federal e pode chegar, no máximo, a 60 prestações mensais, corrigidas pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação de Custódia (Selic). Criado pela Lei Complementar 139/11, o benefício se aplica também às empresas que integram o Simples e que têm dívidas com o sistema. Até a promulgação da lei, as empresas do Simples não podiam parcelar os pagamentos pendentes.

Segundo dados da Receita Federal, há 560 mil empresas com débitos no sistema - 30 mil delas foram excluídas em janeiro do ano passado. Até agora, 58 mil pediram o parcelamento. “Os empresários precisam estar atentos para essa oportunidade”, alerta o secretário-executivo.

Silas Santiago lembra que as empresas com problemas para entrar no Simples por conta de débitos contraídos em outros regimes tributários, como Lucro Real e Lucro Presumido, podem resolver a situação quitando a dívida ou recorrendo a outros parcelamentos a que têm direito. “São parcelamentos administrativos, que podem ser solicitados pelas empresas a quem elas estiverem devendo e que normalmente conseguem ser pagos em até 60 meses”, explica a contadora e consultora do Sebrae Rosângela Bastos.

Cinco passos para uma boa avaliação dos funcionários

ShutterstockNo começo do ano, as empresas dão o pontapé inicial em estratégias para melhorar sua performance. Entre elas, uma das mais importantes é a avaliação do desempenho dos funcionários.
De nada serve improvisar quando chegar a hora de ter uma conversa franca com eles, lá por novembro ou dezembro. Para que a avaliação dê bons resultados, deve ser planejada já em janeiro.
Para muitos, chamar cada um dos subordinados diretos a sua sala para conversar sobre seus pontos fortes e fracos é o momento mais estressante do ano.
“Uma avaliação de performance requer que uma pessoa julgue a outra, o que é muito desconfortável”, afirma o consultor Dick Grote, autor de “How to Be Good at Performance Appraisals” (sem tradução para o português).
Como driblar esse desconforto e fazer com que a avaliação seja mais produtiva e menos tensa? Confira as dicas que ele e James Baron, professor da Yale School of Management (EUA), deram em um artigo publicado no blog da revista Harvard Business Review.
1. Defina critérios
No começo do ano, sente com cada subordinado direto para definir como ele será avaliado, esclarecendo quais são suas metas e expectativas.
“A melhora é imediata: todos sabem o que o chefe espera, e as pessoas podem ser cobradas ao fim do período”, diz Grote.
Também é essencial identificar as ambições do funcionário. “Gestores avaliam performance sem saber das aspirações de carreira dos subordinados. Não adianta presumir que todos querem ser CEO”, alerta Baron.
Ao entender a trajetória profissional planejada pelo funcionário, o gestor pode pensar em maneiras de colaborar com seu aperfeiçoamento para alcançar esse objetivo.
2. Refresque a memória
Duas semanas antes da avaliação, peça a cada funcionário para colocar no papel ações das quais ele se orgulhou ao longo do ano. Além de refrescar a memória, isso põe um foco positivo na reunião, geralmente considerada negativa, segundo Grote.
Aproveite e dê uma olhada no que você anotou sobre o funcionário ao longo do ano: um projeto bem executado, um prazo estourado, se lidou bem com um cliente difícil.
Pessoas que não trabalham intimamente com o funcionário avaliado também podem ser consultadas sobre seu desempenho. “Quanto mais avaliações independentes, melhor”, afirma Baron.
3. Quebre a surpresa
Uma hora antes da conversa, dê ao funcionário uma cópia do relatório de avaliação. Assim, ele terá privacidade para expressar sua primeira resposta emocional.
“Ao ler críticas vindas de outros, as pessoas têm um turbilhão de sentimentos. É preciso dar um tempo para que elas reflitam em particular”, diz Grote.
De cabeça fresca, o funcionário estará mais bem preparado para ter uma conversa racional – e construtiva.
4. Não seja condescendente
As reuniões de avaliação geralmente tomam a forma de um sanduíche de feedback: elogios, críticas, elogios. Isso mascara a mensagem clara que se quer passar. Pior: desmoraliza os profissionais talentosos e encoraja falsamente os que estão rendendo mal.
Para os que vão bem, concentre-se no que foi feito de bom – isso motivará os mais competentes. Para os que estão na média, não amenize as más notícias. A avaliação é o melhor momento para pedir que melhorem.
5. Dê conselhos construtivos
Ao final da conversa com seus melhores profissionais, peça a opinião deles sobre como vão as coisas. O que não está funcionando? Que ações a empresa deveria tomar? Só assim será possível dar conselhos direcionados e específicos.
“Não diga ‘você precisa ser proativo’, isso não significa nada. Diga ‘você precisa tomar mais a iniciativa de ligar para potenciais clientes”, diz Baron.
E você? Tem uma boa dica sobre como um empresário pode avaliar seus principais funcionários?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

5 lições que você não vai aprender em uma sala de aula

Embora uma boa formação seja algo valioso para um empreendedor, é impossível ignorar o fato de que algumas coisas só se aprendem na prática. Investir em educação sempre vale a pena, mas a diferença entre a teoria e a realidade é que a última sempre vem com um número de variáveis que podem definir o sucesso ou o fracasso de um negócio. Então, se você acha que vale a pena conferir alguns conselhos de quem já sentiu na pele os desafios de abrir uma empresa, veja as dicas abaixo, compartilhadas por Khary Cuffe, fundador da produtora de vinhos Heritage Link, no site da Inc.
1. Abrir um negócio requer sacrifícios
Embora a afirmação seja um clichê, sua repetição nunca é demais. Nenhuma aula no mundo pode preparar alguém para o estresse físico, mental e espiritual que a abertura de uma empresa envolve. Acabam-se os horários de ir para casa, as férias e as horas de sono. A vida social e familiar fica mais limitada. Antes de começar a empreender, pergunte-se se está pronto para encarar tudo isso.

2. O sucesso raramente ocorre da noite para o dia

Esqueça histórias romantizadas, como as do Google e do Facebook. Elas são exceções. Empresas como Amazon e LinkedIn levaram anos até se tornarem lucrativas. Se você quer criar algo significativo, seja paciente, pois esse é um processo lento.
3. Se necessário, faça mudanças
Na maioria dos casos, é difícil manter-se extremamente fiel à sua visão original. É preciso estar atento e acompanhar as mudanças da economia e do mercado. Em vez de deixar fatores externos destruírem a sua ideia, aproveite a oportunidade para repensar o seu modelo de negócios e melhorar seus resultados.
4. Estratégias de vendas não podem ser ensinadas
Independentemente do seu público ou produto, é fundamental estar em contato direto com seus clientes para fechar um negócio. Você pode até aprender estratégias de vendas em uma sala de aula, mas o carisma de um bom vendedor é adquirido apenas ao longo dos anos.
5. Pense grande (mesmo que você seja pequeno)
Pensar em grande escala obriga o empreendedor a estabelecer metas ambiciosas e criar processos que viabilizem esse crescimento. Por outro lado, é importante conhecer as suas limitações para não crescer desordenadamente, dando passos maiores que as pernas. No final, tudo tem a ver com correr atrás do seu sonho dentro do seu próprio ritmo.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Empresa de um sócio tem baixa adesão na 1ª semana


  Isadora Brant/Folhapress  
O empresário Nilton Neres, que pretende transformar sua sociedade limitada em Eireli
O empresário Nilton Neres, que pretende transformar sua sociedade limitada em Eireli

PATRÍCIA BASILIO
de são paulo
 
Há quase uma semana em vigor, a Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) caminha a passos lentos. De segunda a sexta-feira, 41 empresas foram protocoladas -entre constituições e migrações de modelo- na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). No Rio de Janeiro, uma foi constituída.
Criado em 2011, o formato permite a empresários abrir negócio sem sócio e resguardar os bens pessoais ao separá-los do patrimônio social do empreendimento.
A adesão "inexpressiva" deve-se à demora na divulgação da regulamentação da lei -publicada em novembro de 2011- e à dificuldade para aplicá-la, pondera José Constantino de Bastos Júnior, presidente da Jucesp. "Faltou informação para o empresário. Esperamos para analisar as normas, mas elas só vieram no fim do ano", assinala.
O veto à abertura da Eireli por pessoas jurídicas, imposto pelo DNRC (Departamento Nacional de Registro do Comércio), resultou em "esvaziamento" de interessados, diz.
Na prática, uma empresa ou um grupo não podem abrir uma Eireli para expandir suas atividades -apenas o empresário, como pessoa física.
A decisão, segundo Romulo Rocha, coordenador-geral do DNRC, "reflete o entendimento prevalente no meio jurídico e entre procuradores das juntas comerciais".
Alguns pontos ainda estão em debate. O Supremo Tribunal Federal deve analisar tópicos como o valor do capital social exigido (R$ 62,2 mil) e sua indexação ao salário mínimo (leia mais na página 2).
Com as indefinições, advogados e contadores aconselharam clientes a esperar a maturação do modelo. O advogado Rodrigo de Camargo foi um deles. "Só valerá a pena apostar na lei quando ela for definida."
AMADURECIMENTO
Esse também é o posicionamento do tributarista Miguel Silva. "Jogaram um balde de água fria vetando o que havia sido aprovado", diz ele, sobre a proibição de pessoa jurídica abrir Eireli.
Disposto a dar fim a uma sociedade de três anos em empresa de construção civil devido a desentendimentos com o sócio, Nilton Neres, 38, orientado por seu contador, decidiu esperar ao menos uma semana para migrar para a Eireli.
"Quero continuar meu trabalho sem pedir favor [para abrir sociedade] a ninguém."


Exigência de capital social adia inscrição
Valor mínimo de R$ 62,2 mil afasta quem gostaria de aderir ao formato
de são paulo
 
Para abrir uma empresa de tradução há dois anos, a professora de letras Damiana de Oliveira, 28, teve de constituir sociedade limitada. Sócia majoritária, deixou cota de 10% a uma amiga para cumprir as exigências da legislação.
Com a vigência da Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), a empresária pensou em migrar para o modelo. A ideia, no entanto, dissipou-se quando soube da necessidade de ter capital social de cem salários mínimos (R$ 62,2 mil).
"É uma exigência ridícula. Pequenos negócios como o meu não têm condições de acumular esse montante."
A dificuldade encontrada por Oliveira para acabar com o sócio fictício é comum entre micro e pequenos empreendimentos, segundo especialistas e órgãos governamentais ouvidos pela Folha.
Levantamento feito em setembro do ano passado com empresas registradas na Jucesp aponta que 15% delas dispõem de capital social para transformar-se em Eireli.
Com o reajuste do salário mínimo, que foi de R$ 535 para R$ 622 em 1º de janeiro deste ano, não passam de 14%.
"Apesar de o objetivo da lei ser acabar com os sócios-fantasmas, ela mesma traz limitações que inviabilizam o alcance da proposta", diz Leandro Cossalter, sócio da Macro Auditoria e Consultoria.
O alto valor do capital social existe para avalizar o pagamento de tributos, rebate Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
PESO FINANCEIRO
"O montante é pesado, mas acessível para o empresário que ter bom faturamento. Quem não tiver poderá aderir à sociedade limitada", sugere Santos.
Nas ligações recebidas pelo Sebrae (0800-5700800), questionamentos sobre o valor do capital social lideram o ranking, destaca.
"Se [o valor] não é exigido nos demais modelos, não há por que ser cobrado na Eireli, que é formada por um sócio e ideal para pequenas empresas", contesta Marcos Castro, sócio do escritório Castro e Hayashi Contabilidade.
Para aderir à Eireli, a A10TI, empresa de software para segurança virtual na qual Belmir Menegatti, 48, é diretor administrativo, contou com reserva financeira.
"O valor é alto, mas, como o dono tem outros negócios, não foi uma dificuldade", afirma ele, que constitui a Eireli em 9 de janeiro, dia em que a lei entrou em vigor.

Pronúncia correta
Apesar de a sigla Eireli ser pronunciada com ênfase na letra "e" (Ei-ré-li), a forma correta foneticamente deve destacar a letra "i" (Ei-re-lí), já que palavras terminadas em "i" ou "u" compondo sílaba com outra letra são oxítonas.

Lei que criou empresa de apenas um sócio entra em vigor hoje no país

Entra em vigor hoje a lei nº 12.441/2011, que criou a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), modalidade de pessoa jurídica que protege os bens pessoais do empreendedor.
A lei foi aprovada em junho de 2011 pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de julho.
Constituída por um só titular, a Eireli garante a distinção entre o patrimônio do empresário e o patrimônio social da empresa, o que reduz de forma significativa os riscos para o empreendedor.
Caso a empresa passe por algum tipo de problema, como processos trabalhistas, somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas, sem que os bens pessoais do empresário sejam afetados.
Para constituir uma Eireli, é preciso capital social de, no mínimo, cem salários mínimos -R$ 62,2 mil em valores atuais- e as regras são as mesmas aplicadas às sociedades limitadas.
Até a aprovação da lei, o Código Civil previa apenas a figura do microempreendedor individual (MEI) -que, ao contrário da empresa individual limitada, responde com seu patrimônio pessoal por eventuais compromissos decorrentes da atividade empresarial.
Durante a tramitação do projeto, o governo argumentou que a nova lei contribuirá para aumentar a formalização, especialmente de microempresários que são resistentes a constituir empresas.
Outra vantagem apontada foi o fato de a modalidade acabar com as figuras dos sócios "faz de conta", que se associam aos empreendedores de fato apenas para cumprir a norma de que as empresas tinham de ter pelo menos dois sócios.
O nome empresarial deverá, necessariamente, conter a expressão Eireli, do mesmo modo como hoje ocorre com as sociedades limitadas (Ltda.) e as anônimas (S.A.). É proibido ao empresário individual de responsabilidade limitada figurar em mais de uma empresa da mesma modalidade.

(Priscilla Oliveira) 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Como se manter sempre motivado?

motivação

Sucesso, prosperidade e crescimento profissional foram alguns dos desejos feitos a cada ondinha no Ano-Novo. Mas como fazer para que esses pedidos não morram na praia? A revista Inc separou algumas estratégias simples que podem ajudar os empresários a não perder a energia, alegria e força de empreender durante o resto do ano. Elas podem parecer um pouco clichê, mas, quando aplicadas, podem tornar o cotidiano mais leve e produtivo. E falta de tempo não é desculpa. Separe um horário na agenda para investir na sua própria motivação pessoal e profissional. Trace um plano, firme compromissos com você e siga-os à risca.
- Mente sã, corpo são. Pensamentos positivos trazem benefícios para a saúde física. A recíproca também é verdadeira. Portanto, aposte em uma alimentação balanceada e na prática de atividades físicas sempre que tiver um tempinho na agenda.
- Afaste-se de pessoas negativas. Invejosos estão sempre de plantão, e a melhor coisa é manter suas ideias, sucessos e descobertas distantes deles.
- Motive as pessoas ao seu redor. Positividade é contagiante e pode tornar a sua equipe mais unida e preparada na hora de enfrentar dificuldades.
- Não se atenha tanto aos seus objetivos. Ao longo dos meses, as prioridades podem mudar. Seja flexível e não se apegue tanto a antigas ideias. Além disso, não se esqueça de arcar com as responsabilidades de suas ações, tanto as bem como as mal-sucedidas.
- Lembre-se das suas origens. Visitar uma casa antiga ou passar perto da escola que frequentava quando criança são ações que podem despertar lembranças importantes, fazendo com que você se lembre do caminho que percorreu para chegar até aqui.
- Não seja tão perfeccionista. Não há dúvidas de que querer que tudo saia perfeito é o que todo empresário deve ter em mente antes de iniciar qualquer projeto. Mas, como tudo na vida, o perfeccionismo em excesso atrapalha e faz com que a satisfação nunca seja alcançada. Aposte na excelência, e não no inatingível.
- Celebre seus erros. Não lembramos direito quantas notas boas já tiramos em nossa carreira escolar, mas daquele(s) zero(s) não esquecemos tão facilmente. É lá no fundo do poço que aprendemos as maiores lições. Saiba extrair o melhor de todas as situações, inclusive e principalmente das piores. E também não se deixe acomodar com o sucesso.
- Pense antes de falar. A máxima diz: não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca.
Incluir e praticar essas dicas no dia a dia pode aumentar a produtividade e a satisfação pessoal e atrair coisas boas para o negócio. Todo o resto, com o suor do trabalho diário, pode ser alcançado.