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quinta-feira, 29 de março de 2012

Formalidades Para Pagamento do Imposto com Débito em Conta

IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA


Conforme previsto na Instrução Normativa RFB nº 1.246, de 3 de fevereiro de 2012, art. 11, §§ 2º e 3º, o pagamento integral do Imposto de Renda da Pessoa Física ou de suas quotas e de seus respectivos acréscimos
legais podem também ser feito mediante débito automático em conta-corrente bancária;
Importante: Para quitação integral do imposto ou pagamento da 1ª quota através do débito automático, a declaração original ou retificadora deve ser apresentada até 31 de março de 2012;
Para as declarações entregue entre 01 e 30 de abril, somente será permitido indicar o débito automático a partir da 2ª quota, devendo o contribuinte recolher a primeira quota diretamente na rede bancária autorizada.
Em qualquer das situações, acompanhe se as parcelas estão sendo corretamente debitadas em sua conta corrente.

MEI - Dificuldades em Empréstimos Individuais

Governo está preocupado com a dificuldade dos empreendedores individuais para levantar empréstimos

De acordo com a Sebrae, mais da metade dos empreendedores que tentaram levantar empréstimos não conseguiram

Os bancos precisam facilitar o crédito aos empreendedores individuais, disse hoje (28) o secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas. Ele ficou preocupado com a oferta de crédito para esse tipo de empresário. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), citados pelo secretário executivo, 18% dos empreendedores individuais tentaram levantar empréstimos, mas 57% não conseguiram ter acesso ao dinheiro. "Esse é, realmente, um desafio”, disse Gabas.

O secretário executivo participou de um dos painéis do Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, organizado pela Frente Nacional de Prefeitos. O país tem, hoje, cerca de 2,2 milhões de empreendedores individuais.

Além do acesso ao crédito, Gabas apontou outros desafios, como a inclusão de novos empreendedores na economia formal. Para isso, ele defende uma divulgação mais intensa das vantagens de ser um empreendedor individual. Uma dessas vantagens é a cobertura da Previdencia Social.

Gabas disse também que os prefeitos têm papel importante na formalização dos empreendedores. “Há experiências de prefeitos que criaram conselhos do Empreendedor Individual, que colocaram nesses conselhos todas as entidades e setores do governo e da sociedade civil, que são os responsáveis por essa política”.

Para fazer o cadastro de empreendedor individual é preciso acessar o Portal do Empreendedor na internet e informar os dados cadastrais. O custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 31,10 para a Previdência Social, equivalente a 5% do salário mínimo, mais R$ 5 para quem atua como prestadores de serviço, ou R$ 1 para quem atua no comércio ou na indústria. No portal, o trabalhador também pode imprimir o próprio carnê de contribuição.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveis


Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveisUma economia feita por otimistas, persistentes e sonhadores, é assim que estamos percebendo este momento positivo na economia mundial. Os empreendedores em suas startups e seus negócios inovadores acreditam que podem, acima de tudo e contra todas as probabilidades, construir algo melhor, desenvolver do nada e contribuir com mudanças para um mundo melhor.
No Brasil, vivemos o boom do empreendedorismo: parte significativa do mercado está, finalmente, dando o devido valor a esses que, contra tudo e todos os obstáculos, fazem acontecer. Com isso, o empreendedorismo deixa de ser apenas um meio ou alternativa de sobrevivência para assumir uma posição de importância no cenário nacional. Negócios são criados todos os dias, cada vez mais preparados, trazendo ao mercado serviços e produtos que tem um encaixe, que ofereçam soluções de problemas, brechas e oportunidades não exploradas.
Mesmo sem ter uma educação voltada especificamente para isso, onde se prepara também o aluno para o mercado de trabalho e para a vida empresarial, já temos menos morte empresarial antes dos dois anos de empresa. Segundo o Banco Mundial, somos 6,2 milhões de negócios empreendedores instalados e já estamos em terceiro lugar no ranking de empreendedorismo no mundo.
Mas, afinal, como eles conseguem sobressair no Brasil? Um país com leis antigas e uma complexa, lenta e burocrática máquina pública. Simples, operando à margem e no sentido de não precisar dele, com recursos próprios, da família, ou de um investimento semente, operando com ênfase no capital intangível.
Estes pequenos grandes negócios são tocados pelos sócios que fazem o capital intelectual e usam tecnologia de ponta, utilizam ferramentas gratuitas, serviços nas núvens pagando apenas pelo que usam, fazem uso do Marketing Digital para divulgar seus negócios e trabalham com maior eficiência com operações simplificadas e reduções de custos. O que existe de capital tangível é muito pouco que possa ser contabilizado e que seja essencial. O que significa dizer que, hoje em dia, é preciso de menos recursos para iniciar, construir e manter um negócio.
Até bem pouco tempo, no passado recente, uma empresa pra ter sucesso e conquistar mercado tinha que ter, além de um bom produto, altos investimentos em marketing tradicional, capital de giro, estrutura física, estoque, equipamentos, imóveis, entre vários outros componentes para formação do capital. Hoje, em empresas como Google, Microsoft e FaceBook, seus maiores e valorados ativos são software e gente qualificada. Ou seja, a maior parte são, efetivamente, recursos Intangíveis.
Individualmente, as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) são apenas gotas no balde da econômica mundial – mas, no conjunto, fazem um grande volume, pois já são responsáveis por quase 65% do PIB global, segundo pesquisa da Forester Research.
As grandes indústrias e empresas já perceberam o valor da cadeia produtiva e da redução de custos na parceria com MPEs, já que da sinergia com elas derivam benefícios mútuos. As PMEs são hábeis em descobrir como ganhar vantagem, sempre que possível através de associações comerciais, por exemplo. Para uma pequena empresa, uma parceria com uma empresa maior, cuja marca, canal e força de vendas ou distribuição podem ser aproveitado é a grande oportunidade de que precisam.
Bem, não podemos somente comemorar o momento desta nova economia; essa situação tem que ser percebida como um todo. Não é fácil realmente valorizar uma coisa abstrata, que não é tangível, e ainda existem empresários que não entenderam a chamada Revolução Digital e tem dificuldade em valorizar um negócio com estas características.
Você já deve ter ouvido algo tipo “Se não tem mesa, cadeira, maquina, estoque, produto acabado e estrutura, não tem valor!”. Essa afirmação, infelizmente ainda encontramos no mercado, principalmente entre aqueles que aprenderam a fazer negócio na maneira antiga, desde o escambo.
Pense Nisso! @JoaoKepler




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

4 Dicas para Transformar Conflitos em Ideias Positivas



boxe Conflitos geralmente são motivados por disputas de ego e competições de colaboradores em busca de resultados individuais. Além do desafio de administrar a empresa, o empreendedor também precisa estar atento a esse tipo de problema e utilizar uma percepção humana na gestão do comportamento organizacional.
Em um artigo recente, Ernesto Berg, especialista em liderança, aponta que conflitos podem ter um lado positivo caso sirvam como fonte de abertura para novas ideias e pontos de vista. Para ajudar a transformá-los em produtividade , o consultor sugere quatro dicas que podem ser implantadas no dia-a-dia.
1-Analise a situação de forma objetiva
Foque seus questionamentos nas origens do problema e nas pessoas envolvidas. Tente descobrir o que realmente aconteceu, desde quando a situação vem se desenrolando e se ela poderia ter sido evitada.
2- Aprenda a escutar
Nunca interrompa a explicação de outra pessoa. Aprenda ouvir as entrelinhas, analisando fatores como linguagem corporal e tom de voz. Pergunte ao colaborador sobre as suas sugestões para sanar o conflito.
3- Controle suas emoções
Administrar conflitos também significa administrar o seu próprio seu humor. Se a situação estiver muito confusa e os ânimos exaltados, às vezes é bom dar um tempo para que as cabeças esfriem.
4- Aponte saídas
Mostre exemplos de problemas semelhantes enfrentados por outras empresas, ressaltando os caminhos encontrados para solucioná-los.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que são microfranquias?


O que são microfranquias?As microfranquias são consideradas a “bola da vez” na economia. Isto se deve ao grande crescimento que esta modalidade de franquias tem apresentado nos últimos anos, motivado especialmente pelo aumento da nova classe C brasileira.
A Associação Brasileira de Franchising (ABF) estima que já exista no país cerca de 2.500 franqueados de um total de mais de 50 marcas de microfranquias. Elas já representam 5% do segmento de franchising no Brasil, mas crescem a uma velocidade de 25% ao ano.
Mas o que são microfranquias? Quais as vantagens que este modelo apresenta para os empreendedores? Quais os cuidados que os interessados em atuar neste segmento devem tomar?

O que são microfranquias?

Microfranquia é nome dado às franquias cujo investimento a ser realizado pelo empreendedor não ultrapasse os R$ 50.000,00. Assim, trata-se de uma classificação dada pelo mercado e não pela lei, ou seja, elas estão sujeitas, assim como as demais franquias, às regras e condições estabelecidas pela lei n.º. 8.955/94 (Lei das Franquias Empresariais).
Como nas demais modalidades de franquia, a microfranquia é um sistema de parceria onde o franqueador, proprietário de um negócio, disponibiliza para interessados (os futuros franqueados) o uso da sua marca comercial bem como a transferência do know-how, ou seja, da tecnologia do seu negócio, com ou sem o fornecimento de produtos e serviços.
Vale lembrar que, para permitir o uso de uma marca, tal marca deverá ter sido devidamente registrada junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Vantagens

De acordo com os especialistas, as maiores vantagens apresentadas pelas microfranquias são o baixo investimento necessário para se iniciar o negócio bem como o rápido retorno desse investimento, sendo que o maior número de microfranquias encontra-se no setor de serviços, tais como ensino, serviços de beleza, reparos de roupas e sapatos, entre outros.
A maioria delas não exige um ponto comercial e pode ser operada de casa, no esquema home-based. Isso faz com que os custos operacionais (aluguel, transporte, refeição etc.) e de contratação de funcionários, por exemplo, sejam reduzidos.
É por esse motivo que o modelo tem tido um crescimento tão expressivo no Brasil – temos uma classe C atingindo praticamente 50% da população do país e ansiosa para ter o seu próprio negócio sem que haja a necessidade de um enorme investimento.

Cuidados necessários

Como em qualquer outro tipo de franquia, é preciso verificar qual a visibilidade da marca dessa franquia no mercado, pois quanto mais sucesso essa marca fizer junto aos seus consumidores, maior será a garantia de retorno do investimento realizado pelo franqueado.
Outro cuidado importante é verificar se toda a documentação da franquia, especialmente a sua circular de oferta está em acordo com o que estabelece a menciona lei n.º 8.955/94, e se o perfil do empreendedor é compatível com a atividade.
No caso de microfranquias montadas em quiosques, é preciso muita cautela com o contrato de locação do espaço onde eles se localizem, pois a mudança desse local pode até mesmo inviabilizar o negócio.
Sugestão: pesquise muito. Conheça seu franqueador, converse com franqueados e tenha sempre em mente que ser dono do seu próprio negócio pode exigir muito mais trabalho que ser um funcionário de uma empresa, especialmente no início.

Casos de sucesso

Separei duas matérias muito interessantes, que tratam de casos reais de sucesso com empreendedores que largaram seus trabalhos e abriram uma microfranquia:
Se está interessado e quer saber mais sobre franquias baratas, recomendo a leitura do artigo ‘10 franquias mais baratas do Brasil‘.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Como se manter sempre motivado?

motivação

Sucesso, prosperidade e crescimento profissional foram alguns dos desejos feitos a cada ondinha no Ano-Novo. Mas como fazer para que esses pedidos não morram na praia? A revista Inc separou algumas estratégias simples que podem ajudar os empresários a não perder a energia, alegria e força de empreender durante o resto do ano. Elas podem parecer um pouco clichê, mas, quando aplicadas, podem tornar o cotidiano mais leve e produtivo. E falta de tempo não é desculpa. Separe um horário na agenda para investir na sua própria motivação pessoal e profissional. Trace um plano, firme compromissos com você e siga-os à risca.
- Mente sã, corpo são. Pensamentos positivos trazem benefícios para a saúde física. A recíproca também é verdadeira. Portanto, aposte em uma alimentação balanceada e na prática de atividades físicas sempre que tiver um tempinho na agenda.
- Afaste-se de pessoas negativas. Invejosos estão sempre de plantão, e a melhor coisa é manter suas ideias, sucessos e descobertas distantes deles.
- Motive as pessoas ao seu redor. Positividade é contagiante e pode tornar a sua equipe mais unida e preparada na hora de enfrentar dificuldades.
- Não se atenha tanto aos seus objetivos. Ao longo dos meses, as prioridades podem mudar. Seja flexível e não se apegue tanto a antigas ideias. Além disso, não se esqueça de arcar com as responsabilidades de suas ações, tanto as bem como as mal-sucedidas.
- Lembre-se das suas origens. Visitar uma casa antiga ou passar perto da escola que frequentava quando criança são ações que podem despertar lembranças importantes, fazendo com que você se lembre do caminho que percorreu para chegar até aqui.
- Não seja tão perfeccionista. Não há dúvidas de que querer que tudo saia perfeito é o que todo empresário deve ter em mente antes de iniciar qualquer projeto. Mas, como tudo na vida, o perfeccionismo em excesso atrapalha e faz com que a satisfação nunca seja alcançada. Aposte na excelência, e não no inatingível.
- Celebre seus erros. Não lembramos direito quantas notas boas já tiramos em nossa carreira escolar, mas daquele(s) zero(s) não esquecemos tão facilmente. É lá no fundo do poço que aprendemos as maiores lições. Saiba extrair o melhor de todas as situações, inclusive e principalmente das piores. E também não se deixe acomodar com o sucesso.
- Pense antes de falar. A máxima diz: não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca.
Incluir e praticar essas dicas no dia a dia pode aumentar a produtividade e a satisfação pessoal e atrair coisas boas para o negócio. Todo o resto, com o suor do trabalho diário, pode ser alcançado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inovação acessível

Shutterstock
Recentemente, falei aqui no blog sobre a relação entre tendências e inovação e como esses dois conceitos podem significar coisas completamente diferentes. Entre os pontos abordados, acredito que deixei de falar sobre uma questão importante nessa discussão: a acessibilidade. Afinal de contas, ideias realmente inovadoras causam um grande impacto na vida das pessoas, certo? E quando falamos de pessoas, isso deve (ou deveria) estar inserido em um contexto mais abrangente, de sociedade.


Na área de tecnologia, em particular, isso faz mais sentido ainda. De que adianta criar novos gadgets e plataformas incríveis se o acesso é restrito a uma parcela ínfima da população? Um exemplo prático: no início do ano, uma pesquisa da GfK revelou que 57% dos brasileiros têm grande interesse em comprar um tablet, como o iPad. Mas o que impede que milhões de aparelhos sejam vendidos a cada mês, em vez dos 450 mil que saíram das lojas no primeiro semestre? A resposta é simples: preços altos e falta de acessibilidade.
Pensando nisso, me deparo com esse post escrito pela Zoe Fox, editora-assistente do Mashable, que levantou algumas ideias inovações de tecnologia que realmente podem causar um grande impacto em países em desenvolvimento. Dá uma olhada:
Aakash
Logo após o lançamento do Kindle Fire, da Amazon, o governo indiano anunciou o lançamento do Aakash, um tablet de apenas US$ 60 (US$ 35 para estudantes, com subsídio do governo). A ideia de inclusão digital será reforçada com a distribuição de 100 mil aparelhos para escolas e universidades.
One Laptop Per Child
O OLPC é um projeto que tem como objetivo produzir em larga escala o XO, laptops funcionais de US$ 200 (a ideia inicial era desenvolver uma máquina de US$ 100), distribuídos gratuitamente para a rede pública de ensino de países da África e da América Latina. Aqui no Brasil, a Unicamp é parceira da iniciativa.
Vodafone 150
Um aparelho celular que custa menos de US$ 15 e oferece as funções de chamadas, SMS e pagamentos mobile. Foi lançado em 2010 na Índia, na Turquia e em alguns países da África, causando um grande impacto na vida de pessoas que nunca haviam segurado um celular na vida.
SunSaluter
Vencedora do torneio Startups For Good, a empresa desenvolveu um projeto de fornecimento de energia solar de baixo custo para comunidades remotas. Desenvolvido por Eden Full, uma jovem estudante de engenharia da Universidade Princeton, o sistema custa apenas US$ 10 para ser implantado.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

10 dicas para construir uma ótima rede de contatos

shutterstock_9775672Uma boa rede de contatos é justamente uma boa… rede. Quem são as pessoas que você conhece que podem agir exatamente como uma rede, que você joga adiante para atingir seus objetivos? Para desenvolver um bom network, é importante deixar claro o que você quer. Mas também é fundamental entender que você é parte da rede de outra pessoa e tem de estar disposto a se esforçar por ela também.
E como se desenvolve essa rede? O coach Mike “Ambassador” Bruny* elencou as seguintes dicas no site do Young Entrepreneur Council. Confira.

1. Tenha um objetivo. Antes de ir a um evento de networking, dedique um tempo para estabelecer o que você procura no atual momento. Fazer isso aumenta as chances de reconhecer aquilo que pode ajudá-lo. Podem ser um novo sócio, oportunidades diferentes, fornecedores etc. Você precisa estar pronto quando alguém fizer perguntas como “de que maneira posso te ajudar?”, “o que você procura?” ou “quem é o seu cliente ideal?”
2. Saiba o que você tem para oferecer. Seus pontos fortes e seus contatos permitem que você ajude as pessoas que conhece. Em vez de ter de vasculhar sua agenda para encontrar um nome, tenha um bom conhecimento de quem são as pessoas influentes na sua rede atual. E pessoas não são o único recurso que você pode oferecer – conhecer bons serviços, por exemplo, pode ser útil.
3. Tenha cartões de visita. Ou não. Se você vai utilizá-los, mantenha-os em um lugar de fácil acesso e separados dos cartões que você vai receber de outras pessoas. Se não tem bolsos, use um porta-cartão. Outra técnica é utilizar um aplicativo como o #Hashable (disponível para iPhone e Android), que permite a troca de informações de contato virtualmente.
4. Esteja no estado de espírito certo. Antes de entrar em qualquer evento, pense: “Eu estou aqui para servir”. Você precisa lembrar que não vai vender nada, e sim se conectar com outra pessoa e talvez oferecer algo a ela.
5. Ofereça a sua mão. Mantenha a sua mão direita livre para cumprimentar as pessoas. Se você vai segurar algo, certifique-se de que está seco. Não há nada pior do que apertar uma mão fria e úmida. Segure a cerveja, o vinho ou qualquer bebida com a mão esquerda.
6. Use o crachá. Enquanto a bebida deve estar na sua mão esquerda, o crachá deve estar abaixo do ombro, no seu lado direito. Isso é importante porque facilita a apresentação para quem está cumprimentando você ou o apresentando a outra pessoa. Se a pessoa se dirige ao seu lado direito para apertar a sua mão, ela só precisa olhar rapidamente para o seu crachá.
7. Faça anotações. Uma ótima maneira de lembrar o que você falou para as pessoas é fazer anotações nos próprios cartões de visita. Se não houver cartão, use papel ou um dispositivo eletrônico. Algumas informações importantes são a data do encontro, o nome do evento, detalhes de fisionomia que o ajudem a lembrar como a pessoa é e temas específicos que vocês discutiram e que podem ser objeto de um follow-up.
8. Faça outro contato imediatamente. Logo depois de conhecer alguém que interessa a você, use seu smartphone ou tablet e o wi-fi do local do evento para mandar um e-mail sobre o encontro de vocês, com outros dados que sejam relevantes para a pessoa.
9. Faça follow-up. É importante dar continuidade aos temas sobre os quais vocês falaram e outros que lhe ocorram depois. Digamos que você conheça alguém que precise de uma determinada impressora, mas que você não tenha as informações sobre o produto naquela hora. Mande uma mensagem com esses dados e mostre que você estava atento.
10. Refaça o contato. Isso é o que vai aumentar o nível do seu networking. Todo mundo espera que você faça um follow-up logo depois de um encontro, mas poucos dão um passo além e retomam o contato. Faça um lembrete no seu calendário para ligar ou escrever para a pessoa um ou dois meses depois do primeiro evento. Antes de falar com ela, reveja suas anotações. Assim, você pode perguntar sobre algo específico que ela comentou na ocasião. Se tem um livro ou artigo para indicar, esse é um bom momento para fazê-lo.
Você já utiliza alguma das dicas acima? Quais são suas estratégias de networking?
* Mike “Ambassador” Bruny é fundador do site AmbassadorBruny.com. Ele é coach pessoal e profissional e ajuda jovens profissionais e negócios.
O Young Entrepreneur Council (YEC) é uma organização sem fins lucrativos composta pelos jovens empreendedores mais promissores dos Estados Unidos. O YEC promove o empreendedorismo como uma solução para o desemprego e o subemprego dos jovens e dá aos seus membros acesso a ferramentas, mentores e recursos para dar apoio a cada estágio do desenvolvimento da empresa.

Obrigada pela sua visita!
Abraços,


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inspiração: de onde vêm as boas ideias

ShutterstockNa antiguidade clássica, as grandes descobertas – para não dizer inovações – eram creditadas às musas. Filhas do todo-poderoso Zeus e da titânide Mnemósine, as nove divindades simbolizavam a inspiração – aquele estalo criativo que leva os homens a criarem as coisas que não haviam sido imaginadas por seus pares. Com o racionalismo da idade contemporânea, a tecnologia da era pós-industrial e a recente revolução digital, a inspiração tornou-se mais uma figura poética do que um estado de espírito a ser alcançado. Uma grande invenção não mais é vista como o resultado de uma experiência transcendental de criação, mas sim o fruto de um processo lógico de encadeamento de ideias, em que o lado místico da inspiração não tem espaço algum.
Mas não é que a inspiração existe e é importante para os negócios. Pelo menos é o que diz uma série de estudos recentes sobre o assunto. Talvez ela não venha da generosidade das musas, mas ocorre de processos psicológicos que não podem ser mensurados aritmeticamente nem descritos em manuais de produtividade. Embora continue sendo um termo abstrato, especialistas afirmam que a inspiração pode ser ativada, capturada e manipulada por aqueles que entenderem seus processos psicológicos.

A inspiração é um estado de graça. Ela impulsiona a pessoa da apatia para a ação e transforma o jeito que percebemos nossas capacidades. Segundo os psicólogos Todd Trash e Andrew Elliot, da Universidade de Rochester, nos EUA, a inspiração tem três aspectos centrais: evocação, transcendência e abordagem positiva. Ela é evocada espontaneamente, sem intenção. É o clique característico de quando as boas ideias nascem. Transcendente porque a ideia inspirada suplanta as preocupações e limitações cotidianas e captura uma visão panorâmica e universal sobre o assunto. Essa transcendência é percebida nos momentos de clareza e consciência das novas possibilidades. A abordagem positiva, etapa final do processo, está na transmissão e implantação da ideia visionária. Os dois psicólogos notam que a inspiração é uma ferramenta com duas pontas: as pessoas são inspiradas pelas coisas e agem em cima dessa inspiração.
Apesar de ser vista como um cavalo que pode ser montado, a inspiração não pode ser imposta. Seria inútil um líder fazer pressão para que seus colaboradores fiquem inspirados. Segundo o neurocientista Scott Barry Kaufman, a inspiração simplesmente acontece. Pode ser por força de uma musa, porém o mais provável é que aquela baita ideia tenha nascido em um ambiente aberto a novas experiências, fruto da interação dos conhecimentos prévios com as informações recebidas do mundo. Não existe fórmula para inspiração. Mas, em certos ambientes, ela encontra um campo fértil. Nasce naqueles locais onde a liderança mostra os caminhos e espelha os exemplos, onde as pessoas inteligentes estão dispostas a fugir das convenções.
Para aumentar as chances de a inspiração ocorrer, algumas coisas podem ser feitas. Domínio do campo de atuação é o ingrediente básico. Nenhum poeta escreveu uma obra-prima sem conhecer bem o segredo das palavras. Esforço é outro elemento crítico, uma vez que inspiração é um processo trabalhoso, que compreende a análise e aprimoramento de diversas situações para validá-las ou descartá-las. Estar aberto a novas ideias e experiências é outro ingrediente importante, já que permite a pessoa perceber e embarcar na ideia quando a inspiração resolve aparece. Por último, a íntima relação entre motivação e inspiração nunca pode ser negligenciada. A inspiração tem mais a ver com a motivação interna. Muitas vezes está no lado oposto da competição, que induz à performance por meio de estímulos externos. “Pessoas inspiradas têm níveis mais altos de recursos psicológicos, como confiança nas próprias habilidades, autoestima e otimismo”, diz Scott Barry Kaufman.

Então, Boas Idéias !
Um abraço a todos.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

A importância da expressão corporal

shutterstock_66193411Você se lembra de um livro chamado O Corpo Fala? De autoria do psicólogo francês Pierre Weil, a obra aborda basicamente como os nossos gestos e posturas denunciam o que realmente estamos sentindo, independentemente do que verbalizamos. Leitura recomendada por quase todos os professores de comunicação universitários, essa teoria de expressão corporal também pode ser aplicada ao mundo dos negócios. Afinal de contas, ficar nervoso em uma reunião ou apresentação importante é completamente normal. Mas existem alguns cacoetes que podem ser evitados, assim como técnicas básicas para aumentar a sua credibilidade. Quer saber quais são elas? Dê uma olhada nas dicas que Carmine Gallo, especialista em comunicação pessoal, compartilhou no site da Bloomberg Businessweek.
Estabeleça contato visual
Além de estabelecer uma conexão entre você e seu interlocutor, o famoso olho no olho transmite uma imagem de confiança e competência. Em uma reunião de negócios, o contato visual deve ser mantido em pelo menos 80% do tempo.
Controle suas manias
Tiques como estalar os dedos, brincar com a caneta ou mexer as pernas inquietamente são bastante comuns, mas podem dar a impressão de nervosismo, desatenção e insegurança.
Incline-se para frente
Jogar-se para trás na cadeira e colocar as mãos na nuca pode passar uma sensação de desinteresse. O melhor a se fazer é se inclinar levemente para frente, estabelecendo mais intimidade com a pessoa com quem você está falando.
Fale com as mãos
Se bem utilizados, gestos com as mãos podem ajudar a ilustrar o que você tem a dizer de um modo mais incisivo. Mas lembre-se de que exageros podem tornar o diálogo um tanto caricato.
Mantenha uma postura aberta
Durante negociações, preste atenção para não ficar com os braços ou as pernas cruzadas, o que, na linguagem corporal, significa uma atitude defensiva, dando a impressão de uma postura intransigente.

Obrigada pela sua visita!
Abraços,


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

3 dicas para uma startup selecionar um bom time

ShutterstockUm dos pontos mais críticos para quem abre uma empresa é montar uma boa equipe. Não basta selecionar profissionais que tenham as melhores competências técnicas para a vaga. Para ter sucesso, é preciso que esse time abrace a visão do fundador da empresa e dê o sangue, como ele, para colocá-la em prática.
“Visão é a combinação de três elementos básicos: a razão pela qual a empresa existe – além  de ganhar dinheiro –, seus valores essenciais e imutáveis e as aspirações para o futuro. Dessas, a mais importante para a empresa ter uma longa vida são os valores”, ensina o guru norte-americano Jim Collins, autor de “Feitas para Durar” (ed. Rocco), em artigo publicado em seu site.
Mas o que o empreendedor deve fazer para formar uma equipe alinhada com seu ideal? Brenton Gieser, cofundador de duas startups (Be Social Change e Joyn In), usa sua experiência para dar três conselhos para quem está selecionando o primeiro time de sua empresa.
“Nós, empreendedores, sabemos que não podemos fazer tudo sozinhos. Precisamos de outras pessoas que contribuam com o que estamos construindo e que nos ajudem a materializar nossas visões”, diz Gieser.
Em uma série de vídeos que gravou para o site da Young Entrepreneurs Council (YEC), ele afirma que selecionar e manter um time com uma cultura vibrante, boa energia e alinhado com a visão do fundador é fundamental para uma startup – e mostra os três passos para chegar lá.
1 – Use a rede para caçar
O primeiro passo na hora de selecionar pessoas é ativar suas redes de contato. “Esse é o principal ativo do empreendedor”, afirma Gieser.
Para obter bons resultados com o networking, o empresário deve saber divulgar sua marca e suas ideias, pois só assim atrairá pessoas com interesses semelhantes.
É importante usar a rede para saber o que as pessoas estão fazendo e perguntar se amigos e colegas conhecem alguém que se interesse pelas oportunidades de trabalho que vai oferecer.
“Se sua startup usa mídias sociais, entre em grupos de interesse no LinkedIn e no Facebook. Aproveite meetups para descobrir novos grupos. Invista nas redes para achar as pessoas e ficar de olho no que estão fazendo”, completa.
2 – Mostre o que é capaz de executar
Uma empresa que está começando não tem muito o que vender – como uma marca de peso, investidores de renome ou profissionais tarimbados. “O que você tem é a sua visão. Para que as pessoas certas embarquem, é essencial fazer uma boa apresentação”, diz.
Para isso, o empreendedor deve falar sobre o sucesso de projetos que implementou, assim o candidato sentirá que o futuro chefe tem capacitade para executar aquilo que prega. “Se tiver um protótipo, mostre. Explique como vai colocar os planos em prática.”
3 – Lance sua visão sobre outras pessoas
Antes de convencer os outros de que sua empresa é promissora, o empreendedor deve saber, com clareza, o que está fazendo e por quê.
“Qual é sua proposição de valor? É preciso saber se articular para que as pessoas assimilem isso rapidamente, sintam  e se envolvam com a sua visão. Quem sabe exatamente o que quer tem mais chance de achar as pessoas certas”, afirma Gieser.
“Compartilhe e espalhe sua visão. Muitos se preocupam com propriedade intelectual mas, quanto mais você esconder, mais lentamente se moverá. Propague sua ideia, pois um de seus amigos pode conhecer alguém que tenha o que você procura.”

5 conselhos de empreendedores de sucesso

Richard Branson, do Virgin Group (foto: Gettyimages)Richard Branson, do Virgin Group (foto: Gettyimages)
Ao contrário do que afirma a sabedoria popular, conselhos podem ser uma ótima fonte de crescimento e inspiração (e, às vezes, eles podem vir de graça, por que não?). Pensando nisso, a consultora Jen Kushell, do blog YSN, selecionou alguns dos melhores conselhos compartilhados publicamente por grandes líderes do mundo dos negócios. Vale a pena conferir. Afinal de contas, não é todo dia que o Richard Branson tem algo a dizer para você ;).

“Encare a realidade como ela é, não como você gostaria que ela fosse” - Jack Welch
É importante manter uma certa dose de foco e pragmatismo. Visões ambiciosas são positivas quando inseridas em contextos de mercado bem definidos.
“Oportunidades de negócios são como um ônibus: sempre tem outra vindo” - Richard Branson
Perder um contrato ou um cliente é sempre ruim, mas não é o fim da linha. Não se desespere e lembre que momentos como esses são ótimas oportunidades para enxergar pontos fracos e preparar-se melhor para oportunidades futuras.
“Aprenda a fazer não só as coisas de que você gosta, mas também as que são boas para a empresa” - Michael Dell
Empreendedores devem estar dispostos a fazer sacrifícios pessoais e desenvolver novas habilidades além de suas preferências pessoais. Faça um esforço para sair de sua zona de conforto.
“Você não precisa ser o maior para competir com os maiores” – Ross Perot
Ninguém precisa ter a maior estrutura do mundo para oferecer produtos e soluções excelentes. Lembre-se de que toda empresa, por maior que seja, já começou do zero um dia.
“Já que você vai pensar em algo, pense grande” – Donald Trump
Diferentemente de estabelecer metas ingênuas e impossíveis, pensar grande tem a ver com explorar todo o potencial da sua empresa. Todo produto ou serviço pode ser melhorado ou expandido.

Espero ter ajudado!
Abraços,

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As lições que vêm daqueles erros medonhos

papo_medoO Halloween pode não ser uma tradição brasileira, mas aposto que tem gente tomando susto por aí com fantasias e enfeites macabros. Mas, mesmo fora de datas comemorativas, muitos empreendedores cometem erros que os fazem passar muito medo. Lembrando disso, o empresário americano Adam Torren escreveu, no site da Entrepreneur, um artigo com as lições que ele aprendeu a partir de erros medonhos.
No dia 31 de outubro de 1994, Torren havia acabado de abrir um bar com seu irmão, Matthew. Por erro de um promotor, a festa de Halloween do estabelecimento acabou recebendo muito mais gente do que o previsto – e o empresário quase morreu de medo ao ter de lidar com 250 clientes enfurecidos.
Mas Torren teve de reconhecer seus erros. Os empresários não haviam verificado as referências do tal promotor e descobriram, depois, que ele já havia feito isso em outros estabelecimentos. Então, no final, o medo serviu para passar algumas lições.
Confiram outras dicas elaboradas pelo empreendedor a partir de experiências negativas:

1. Tenha sempre em vista um bom contador para lhe dar orientações sobre gestão empresarial, parte tributária etc... esse profissional é o seu amigo número um.
2. Sempre consulte um advogado em acordos de alto valor. Quando Adam Torren e seu irmão fundaram o site YoungEntrepreneur.com, eles contrataram uma empresa para desenhar e desenvolver a página. Mas não recorreram a advogados para revisar o contrato. Os profissionais que fizeram o site tiveram um desempenho tão sofrível que foi necessário contratar outra equipe e refazer tudo.
No fim das contas, o acordo com o prestador de serviço original não incluía regras claras sobre a qualidade do trabalho, então todo o valor pago foi perdido. Talvez tivesse sido possível ganhar uma ação contra eles, mas não sem gastar muito com apoio jurídico.
2. Entre em sociedade somente com pessoas que você conhece bem. Uma amiga de Torren lançou seu primeiro negócio aos 30 anos de idade, com outras duas mulheres que ela achava que eram amigas próximas. Elas não se conheciam há muito tempo, mas pareciam compartilhar valores e filosofias. Quando uma das sócias desviou quase todo o dinheiro da empresa, e a outra processou a amiga de Torren por um terço das cotas do negócio que estava se dissolvendo, ela viu quão medonhas essas sociedades podem se tornar.
3. Separe um tempo para registrar a sua marca. Você está enrolando para registrar o nome e o logotipo da sua empresa ou produto? Torren aconselha que aprenda um pouco com uma empresária que ele conhece. Ela tinha um site muito famoso, com um ótimo nome. Operou a página por três anos e sempre pensava em registrar a sua marca. Em um primeiro momento, não quis gastar com isso. Depois, não era uma prioridade. Afinal, qual seria a probabilidade de alguém registrar a mesma marca e exigir que a empresária parasse de utilizá-la? Pois foi justamente isso que aconteceu. A empreendedora foi forçada a renomear a sua empresa após um grande escritório de advocacia – representando uma companhia maior ainda – entrar com uma ação contra ela.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Compramos mais por necessidade ou vaidade?


Compramos mais por necessidade ou vaidade?Por diversas vezes me fiz a pergunta que intitula este texto. Depois de ler um dos recentes textos do Navarro, “Sucesso, riqueza e bem estar: só iniciativa não basta para vencer!”, pensei um pouco mais sobre o assunto e resolvi atrever-me a escrever um artigo refletindo sobre a diferença de quando nós compramos por necessidade e de quando compramos simplesmente por vaidade.
Quem tem o celular mais moderno?
Há mais ou menos cincos anos, começou na turma da minha faculdade a “febre” de celulares[bb] multifunções. A cada semana chegava alguém com um aparelho de última geração, sempre fazendo questão de exibi-lo para o resto da turma. Dentre as muitas funções presentes nos novos aparelhos celulares (muitas vezes inúteis, diga-se de passagem), a tecnologia Bluetooth começava a popularizar-se – a “febre” tornou-se ainda mais evidente com a troca de arquivos e toques “descolados” entre os colegas, inclusive durante as aulas.
Certo dia, durante o intervalo, um colega veio mostrar-me seu novo celular e, depois de discorrer sobre as maravilhas tecnológicas do seu aparelho, ele disparou a seguinte pergunta, acompanhada de uma voz assoberbada: “Cadê o seu celular?”. Olhei para ele e, tirando o celular do bolso, respondi prontamente: “Aqui, está aqui” – e estiquei a mão com o aparelho em sua direção.
Lembro como se fosse hoje da cara de surpresa dele quando viu meu “antiquado” celular. “Puxa vida!” – exclamou ele – “...mas esse aí não tem nada” – continuou ele tentando disfarçar seu esnobismo. “Não!” – respondi enfático – “Tem apenas o essencial, que é fazer e receber ligações”.
Apesar de não ter gostado muito da minha resposta, nos dias seguintes meu colega continuou mostrando as novas funções que ele aprendia no celular. Por diversas vezes, ele tentou me convencer de que o celular “X” estava em promoção na loja “XPTO” e que eu poderia fazer como ele: parcelar o valor em 12 vezes sem juros no cartão. Eu preferia despistá-lo e mudar o rumo da conversa.
Quero usar ou esbanjar?
Embora tenha fascínio por tecnologia desde a infância, o celular é uma das coisas que nunca me atraiu e que só comprei quando precisei, por motivo de trabalho. Neste episódio com meu colega de faculdade, meu celular já era pré-histórico, admito. Por mais que seja difícil de acreditar, eu o utilizei por mais de seis anos e só o abandonei no mês retrasado, porque a bateria pifou e não segurava mais carga.
Nunca quis trocar de celular porque nunca vi necessidade pra isso, mas depois que o celular me deixou na mão várias vezes, não tive outra escolha e comecei a procurar por um novo modelo para comprar. Pesquisei vários modelos, preços e lojas diferentes. Antes de decidir por qual comprar, utilizei o poder das redes sociais para ter opiniões sobre qual seria o melhor aparelho.
Entre várias sugestões com valores estratosféricos, um modelo não tão caro destacou-se. Mesmo custando bem acima do que eu tinha planejado gastar, o custo/benefício do aparelho parecia ser realmente interessante. Foi dessa forma que comprei meu atual celular, um smartphone Samsung Galaxy[bb] 5.
Estou com o modelo novo há pouco mais de dois meses e, apesar das centenas de recursos que o aparelho oferece, eu ainda utilizo o celular apenas para duas coisas: fazer e receber ligações. Para não dizer que nunca utilizei outra coisa, uma vez usei o GPS integrado, “twittei” umas duas vezes e brinquei com o Angry Birds Rio enquanto esperava na fila do banco.
Depois e começar a escrever este texto, uma constatação invadiu minha cabeça: comprei um novo celular por necessidade, mas escolhi o atual modelo simplesmente por vaidade. Apesar de ter feito uma boa compra considerando o valor que paguei (à vista), eu não tinha a menor necessidade de pagar mais por uma centena de funções que quase nunca utilizo. Olhando lado “positivo” disso tudo, pelo menos terei um “aparelho da moda” por pelo menos um ano e que utilizarei quatro ou cinco vezes mais.
A expectativa da sociedade vai longe...
Essa história com o celular me faz refletir sobre outro momento semelhante, cuja pressão da sociedade incomoda: a compra do carro. Amigos e conhecidos sempre me questionam sobre quando irei comprar o meu carro, como se isso fosse tão simples como comprar uma jujuba no supermercado. Nem sempre eu digo, mas na minha cabeça a resposta já está formatada: “Comprarei quando realmente tiver necessidade ou condições de comprar um”.
Hoje, tenho uma moto Honda Titan 98 e gasto R$ 80,00 por mês com gasolina para ir trabalhar todos os dias e para viajar até Campinas uma vez por semana (curso de pós-graduação). Se tivesse que fazer esse mesmo percurso de carro o mês inteiro, o gasto com combustível e pedágio sairia na faixa de R$ 300,00 por mês, ou seja, quase quatro vezes mais.
Quem possui um carro, por mais popular que seja, sabe melhor do que eu quanto realmente custa ter e manter um carro. Esse valor de R$ 300,00 não é um chute, afinal eu pego emprestado o carro do meu pai para ir trabalhar e para frequentar a pós-graduação em Campinas quando está chovendo. Tenho ciência de quanto minhas despesas irão aumentar quando eu tomar a decisão de comprar um carro.
Por fim, gostaria de deixar bem claro que não estou dizendo que não devemos comprar celulares caros e que ter carro é coisa de louco. A questão é que, no meu caso, na minha atual situação financeira, a compra de um carro seria mais por vaidade do que por necessidade, como aconteceu com o celular. Eu não precisava do smartphone[bb]; eu não preciso de um carro agora.
Então você quer ter tudo?
Tenho ressalvas em relação às atitudes tomadas simplesmente para satisfazer a ânsia de status imposta pela sociedade, que “classifica” como “felizes” os possuidores de carros novos e celulares modernos, não interessando o tamanho da dívida feita neste sentido. Provavelmente, comprarei um carro quando tiver um filho – objetivo que eu e minha esposa planejamos para os próximos dois anos. Enquanto formos apenas nós dois, a moto atende nos atende muito bem.
O celular moderno eu já comprei e paguei, não tem volta. Mas suas lições ficaram marcadas e servirão como parâmetro para minhas futuras decisões; e geraram este texto que, sem pretensão alguma, pode também transformar as suas decisões ao lado de sua família.

Foto: arquivo pessoal.