sexta-feira, 8 de abril de 2011

O seu problema pode trazer uma boa idéia para um novo negócio

Posted: 07 Apr 2011 03:28 PM PDT
Ano passado assisti a uma palestra da semana Global de Empreendedorismo no Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) com Carlo Dapuzzo, sócio de uma empresa de Venture Capital que investe em start-ups (uma de suas apostas certeiras de investimento foi o site de compras coletivas Peixe Urbano, por exemplo). Chamou a minha atenção uma das primeiras palavras do palestrante, que disse que a maioria das boas ideias e dos grandes negócios surge como solução para um problema que o empreendedor já viveu. Faz sentido, quando passamos por algum apuro podemos pensar com propriedade formas criativas e inovadoras de resolver a questão.
Acabei de conhecer uma recém inaugurada pequena empresa que nasceu justamente de um problema cotidiano vivido por uma pessoa, e pelas mãos dela se transformou em um negócio promissor. Como o universo das mães e nenês está em pauta aqui no Papo de Empreendedor, resolvi compartilhar esse case com os leitores.
A empresa em questão surgiu a partir de um dilema que a carioca Carla Coelho Coutinho enfrentava no seu dia a dia como mãe: não encontrava para comprar uma bolsa que comportasse todos os seus objetos e os que precisava levar para sua filha (mamadeira, chupeta, fralda, papinha, lenços umedecidos, brinquedos…). De acordo com ela, faltava um produto que, entre outras coisas, tivesse divisórias inteligentes para carregar os objetos de sua nenê, de um material fácil de limpar e leve, e que não tivesse uma estampa feia. Carla, então, durante a gravidez de sua segunda filha, começou a desenhar modelos de bolsas que unissem essas características. Impulsionada pelo entusiasmo de sua atual sócia, Regina Gusmão, transformou os croquis em uma marca própria de acessórios, lançada oficialmente no início desse ano, chamada Picote Bags.
O bacana da história é que Carla garante que se não fosse pela sua necessidade de carregar as coisas da filha e seus objetos, nunca teria pensado e reparado que o mercado não oferecia um produto com essas características, e também não poderia ter criado os modelos. “Comecei a pensar que eu não deveria ser a única mãe a sentir falta de um produto assim”, conta. Inaugurada oficialmente no início desse ano, a Picote Bags já tem seus produtos disponíveis para venda em lojas espalhadas por cinco municípios de São Paulo e pelo site da marca. A estratégia adotada pelas empresárias é investir na presença de feiras de varejo para divulgar os produtos e conseguir novos pontos de venda.
Assim como Carla e Regina, muitas pessoas tem boas ideias a partir de vivências próprias para resolver necessidades do dia a dia. A diferença é que  essas idéias não necessariamente são colocadas em prática. Vamos lá, empreendedores, assim como essas duas mães, que idéias já resolveram suas vidas e se transformaram em negócios lucrativos?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Governo Dilma e seus desafios econômicos / Estado Participativo: Equívocos e Acertos

Posted: 04 Apr 2011 07:45 AM PDT
O Governo Dilma e seus desafios econômicosNa última sexta-feira foi divulgada nova pesquisa CNI-IBOPE, que apontou o apoio de 56% dos brasileiros ao governo da Presidenta Dilma Rousseff. A avaliação pessoal da Presidenta alcançou o índice de 73%. Os dados animaram o governo. Que tal aproveitar o bom momento? Ora, o apoio por parte da população no inicio do governo é fundamental para que medidas extremamente necessárias, mas um tanto impopulares, sejam colocadas em marcha.
Essa mesma pesquisa mostrou um dado muito interessante: para 40% da população, o combate à inflação deve ser a grande prioridade do governo. E é no “acordar do Dragão” que se encontra a grande preocupação do mercado e da maioria dos economistas. A maior das dúvidas diz respeito ao desempenho da nova direção do Banco Central no combate à inflação. Suas decisões estão sendo as melhores possíveis?
Todos sabemos que o Ministro da economia Guido Mantega defende que o Banco Central adote uma postura desenvolvimentista, com juros acomodados e com a tese de que inflação um pouco acima do centro da meta não representa um grande perigo – a inflação mais alta seria um “mal” que valeria a pena suportar para que o país não pare de crescer.
A verdade é que todos já sentimos no bolso os efeitos nefastos da inflação. Uma visita ao supermercado deixa clara a explosão de consumo onde a velha lei da oferta e demanda se fez valer mais uma vez. O que se vê são também reflexos de nosso comprometimento enquanto país, ou a falta dele, em quesitos estruturais de forma a elevar a oferta, uma questão de investimento real no país.
Para quem deseja aprofundar o conhecimento em torno do tema inflação, sugiro a leitura do artigo “Inflação: o monstro abriu um dos olhos”, publicado no excelente site Sobre Administração e escrito por Henrique Bello, que mostra didaticamente a diferença de postura entre os que pregam o desenvolvimentismo e os mais ortodoxos, chamados de monetaristas (caso do atual ministro da casa Civil, Antonio Palocci).
A saída de Roger Agnelli da presidência da Vale
Nesses 90 dias de governo, outro ponto causou bastante repercussão no campo econômico e empresarial: a queda do Presidente da Vale, Roger Agnelli, após a companhia apresentar ótimos resultados em 2010 e impressionantes 903% de aumento nos lucros durante os seus dez anos de gestão.
Está claro que sua saída é mais uma questão política que administrativa, afinal nunca se discutiu a competência técnica do executivo. A coluna do jornalista Guilherme de Barros, no portal IG, informou que para a demissão de Agnelli pesou o desligamento de Demian Fiocca da diretoria da Vale. Demian é um dos amigos mais próximos do Ministro Mantega.
O que dizer? Ora, que isso é péssimo para imagem do Brasil e mostra que nossa postura perante a realidade econômica de um país que joga de acordo com as regras de bom desempenho e meritocracia é deixada em segundo plano. Primeiro parecem estar os interesses dos amigos e aliados. Política do interesse próprio. Uma pena.
Termino o texto de hoje lembrando que o país avançou muito nos últimos vinte anos. O criador do termo Brics, Jim O’Neill, classifica o Brasil como surpreendente, já que atingiu o posto de 7ª economia do mundo dez anos antes do esperado. Resta saber se esse crescimento que nos trouxe até aqui continuará, ou se voltaremos ao período onde os interesses pessoais e políticos estavam à frente de tudo.
Boa semana a todos.
Foto de sxc.hu.



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Este artigo foi escrito por Ricardo Pereira.
Educador financeiro, palestrante, autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: http://twitter.com/RicardoPereira
Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.
A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama


Posted: 03 Apr 2011 08:08 PM PDT
Estado Participativo: Equívocos e AcertosMesmo que eu tente evitar recorrer aos termos e expressões batidos do senso comum, nada resume mais a situação que a afirmação: “nada é perfeito”. Antes de nos acomodarmos com essa realidade, e mesmo que seja nossa obrigação cobrar para que eventuais imperfeições do estado sejam objeto de correções e ajustes, uma análise distante de generalizações ou mesmo da crítica e do elogio vazio pode trazer a elucidação de fatos do viés político e econômico, que na modesta opinião deste que vos escreve são de grande relevância.
Inicio minha abordagem com a recordação das críticas proferias pelo investidor George Soros, dirigidas ao modelo econômico no qual o estado se omite totalmente dos controles regulatórios da economia, atuando com timidez na sua indução e limitando-se a prover (muitas vezes nem isso) o velho - e não tratado - trinômio educação, saúde e segurança.
Para este grande financista, que iniciou sua formação ainda criança vivenciando os horrores (e a tenebrosa aventura da sobrevivência, como ele próprio afirma em sua autobiografia) da perseguição nazista na Hungria da Segunda Grande Guerra e que, após a queda da “cortina de ferro”, apoiou e investiu para que no leste europeu pós comunismo se instaurasse uma economia de mercado pautado na livre iniciativa, um estado ausente e omisso representa invariavelmente uma bomba relógio difícil de ser desarmada.
Como sabemos, a conta salgada dos aportes governamentais norte-americanos para evitar uma tragédia ainda maior comprova que ele sempre esteve certo. No outro extremo, quando o estado exagera no seu protagonismo e ultrapassa os seus limites de ente servidor, acaba por operacionalizar uma usina de ineficiência econômica, geralmente acompanhada de uma boa pitada de ingerência na sociedade[bb], a quem em última análise deve prestar contas e satisfações, antes de importunar. O estatismo que observamos no início da década de 70 e que começou a diluir vinte anos depois é um bom exemplo.
No caso do Brasil contemporâneo (esse do dia a dia), particularmente não observo nenhum dos extremos. Apenas (felizmente) noto o empenho de uma estrutura governamental que, independentemente de sua corrente política, vem tentando, desde os anos 90, “acertar o caldo”. Deixando claro que isso não inocenta e nem atenua a responsabilidade por equívocos e erros cometidos por uma estrutura remunerada (e cara) para acertar.
Entretanto, alguns fatos muito recentes demandam destaque.
Com atenção, assistimos a possível movimentação governamental para substituir o presidente funcionalmente bem sucedido de uma importante companhia de capital aberto. O caso Vale. Isso é saudável? Penso que não.
Por outro lado, observamos a articulação do governo incentivando grandes grupos genuinamente nacionais a aportar recursos, a partir de uma visão de longo prazo, em nossa indústria de defesa, objetivando dinamizá-la de forma sólida.
Peço desculpas se vou na contramão do pensamento politicamente correto vigente, mas nessa hora saio em defesa da iniciativa governamental. O crescente protagonismo internacional apregoado ao Brasil por conta de sua crescente força econômica, aliada aos elementos geopolíticos de nossa condição, está muito mais para destino natural do que para uma opção controlável.
E, nesse contexto, uma indústria de defesa própria, tocada por uma abordagem empresarial de viés estratégico e de longo prazo se constitui num eixo fundamental para, ao menos, (já que a guerra não nos interessa, uma vez que somos não só “bonzinhos por natureza”, mas abençoados por ela com recursos naturais abundantes) contarmos com o poder dissuasivo necessário.
Lembrando que em termos de geopolítica e estratégia nacional, o horizonte ultrapassa três décadas. E, nesse caso, o agora impensável não passa de uma ilação. Observem, por favor, os nossos “amiguinhos” de grupo (BRIC’s – Russia, India, China).
Destaco também que o incentivo e a indução econômica por parte de governos ao setor é padrão nas economias mais liberais, justamente por conta das complexidades envolvidas e dos prazos de maturação.
Os benefícios não param por aí. O componente tecnológico agregado da indústria de defesa traz no seu rastro desenvolvimento e pesquisa com inúmeras aplicações civis e industriais. Em resumo: pesquisa, ciência, cientistas, tecnologia de ponta, educação avançada e muito mais.
Para concluir, recorro à Gastronomia[bb]. O bom cozinheiro está sempre tentando acertar o caldo, o tempero, mas não pode jamais deixar de observar os comensais. Eles pagaram pela refeição e merecem respeito.
Até o próximo.
Foto de sxc.hu.



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Este artigo foi escrito por Plataforma Brasil.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Consumo inconsciente e crédito fácil: pesadelos nacionais?

Posted: 01 Apr 2011 06:12 AM PDT
Consumo inconsciente e crédito fácil: pesadelos nacionais?Hoje vamos conversar um pouquinho sobre crédito. Nada me tira da cabeça que o brasileiro tem, no crédito, ou melhor, na forma como lida com o crédito, um grande problema. Meu temor se deve pela constatação de que em breve teremos dados que selarão o aumento na inadimplência. É importante lembrar e observar, com muita preocupação, que ainda temos juros estratosféricos nas mais diversas operações. Juros que, em parte, respondem pelo esperado aumento na inadimplência.
E se os juros altos não são capazes de conter o apetite pelos financiamentos (que ficam caros e pesados), fica claro que o problema também é cultural. O brasileiro comum parece não se importar com o valor dos juros na hora de financiar ou tomar um empréstimo, especialmente aquele brasileiro que está financiando o consumo direto.
Um dos jornalistas que melhor escreve sobe economia no Brasil, José Paulo Kupfer, abordou a questão no artigo “Por que não limitar o número de prestações?”, em seu blog no Estadão:
“Em razão de uma longa história de convivência com necessidades de consumo não atendidas, em ambiente de inflação e juros altos, os brasileiros aprenderam a decidir por consumo financiado, a partir não dos níveis dos juros e do número de prestações, mas de duas outras variáveis: o encaixe do valor da prestação no orçamento e as perspectivas de sustentação de volume de renda suficiente para absorver os crediários”
Falta planejamento para comprar?
A constatação de que o brasileiro planeja as compras apenas considerando encaixar as prestações no orçamento me preocupa. Afinal, por que nos sujeitar a comprar algo e pagar muito mais caro por isso, se com um pouco de disciplina e planejamento esse mesmo bem seria adquirido de forma muito mais barata e saudável?
Os valores despendidos com o pagamento de juros poderiam e deveriam estar em outro lugar: na formação de patrimônio, no lazer, na carreira, família e etc., sendo utilizados em prol de quem trabalha, e não o contrário, como observamos sempre.
Nada me tira da cabeça que o consumo desenfreado está cada dia mais ligado ao fato de que muitos ainda não aprenderam a lidar com as frustrações cotidianas. Assim, muita gente busca nas compras exageradas (consumo inconsciente) uma recompensa (ingrata) para suportar a cobrança íntima de sucesso. Péssimo negócio!
A inadimplência irá crescer!
No decorrer do ano, vamos ouvir cada vez mais notícias relacionadas ao aumento da inadimplência. O Brasil não vai entrar em recessão, longe disso, mas o momento é de incertezas em relação à economia. Com a inflação em alta, novas correções nos juros poderão vir para conter o ímpeto do mercado. Não estão descartadas novas medidas de contenção ao crédito e entrada de dólares no país - quem utiliza o cartão de crédito internacional já começou a sentir as consequências com o aumento do IOF.
A cada dia fica mais claro que o consumo é necessário, faz o país crescer, gera empregos e cria oportunidades para todos. É verdade. O grande perigo é fazer do consumo uma simples armadilha de crédito. Comprar e não conseguir pagar ou comprar e ficar todo enrolado não ajuda em nada.
Crédito fácil não é sinônimo de crédito barato, não canso de afirmar isso. E mesmo que tivéssemos créditos com juros mais civilizados (estamos longe disso), o consumo consciente ainda seria nossa principal fonte de inspiração – negociações feitas de forma planejada e com recursos próprios.
Nada dará mais prazer do que alcançar o objetivo de compra, usando a inteligência financeira para comprar pagando à vista, sem recorrer a dívidas e com bons descontos. Pense nisso e conte pra gente sua opinião. Bom final de semana.
Foto de sxc.hu.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Educação financeira: mais lazer e felicidade nas viagens e férias


Educação financeira possibilitam mais lazer e felicidade nas viagens e fériasSempre que analiso com calma o orçamento de algum amigo, percebo que existe uma questão muito importante que fica de lado: quase sempre não há preocupação em reservar espaço no orçamento para planejar algo importante e que considero fundamental, o lazer. Quem não quer viajar mais, melhor e ter férias mais divertidas e menos problemáticas, especialmente na questão financeira?
Contabilizando o lazer
Não que as pessoas não encontrem ou empreguem tempo e dinheiro para essas atividades. O fato que mais chama atenção é que não existe, na maior parte das vezes, o planejamento ativo para que a diversão não represente dor de cabeça na hora de contabilizar os gastos do mês ou da viagem. É aquela história: “depois a gente decide como vai pagar por isso e aquilo”.
Aí entra um detalhe interessante, um erro que relacionado com os gastos de viagem/férias e também em outros pontos do orçamento: considerar as despesas como simples gastos com “Cartão de Crédito”. Fica faltando categorizar melhor os gastos, o que dificulta uma análise mais rica das despesas e suas prioridades.
O cartão de crédito não é uma despesa – é um meio de pagamento – e não deveria ser um item de gasto puro em sua planilha de orçamento. O cartão é uma ferramenta que, quando bem utilizada, pode ser interessante para o controle e segurança das transações. Mas as despesas com ele realizadas precisam ser categorizadas de forma independente, como você faria para os gastos em dinheiro ou cheque.
Como planejar bem as férias?
Outro ponto que considero de lazer e que poucos planejam é o período de férias, uma época que toda família merece curtir com tempo e tranquilidade. Boa parte das pessoas acaba financiando as férias (e os gastos decorrentes da viagem), fazendo com que a volta da diversão seja repleta de incertezas e contas para pagar.
A inteligência financeira deve agir ao lado de quem usa o bom senso e se antecipa aos fatos. É possível conciliar o orçamento financeiro às férias dos sonhos:
§ Descubra quando custará suas férias. Esse é o primeiro e fundamental passo, pois só assim o seu planejamento poderá ser feito de forma contundente e correta. Importante falar que em alguns períodos do ano sua viagem pode ser mais barata (tente fugir da chamada alta temporada);
§ Defina quanto precisará poupar para realizar sua viagem de férias. Agora que já sabe quanto precisará pagar, é o momento de olhar com calma para seu orçamento e dedicar um pouco de esforço para cortar gastos (se for o caso) e destinar um percentual, todo mês, para a nova meta;
§ Poupe pelo tempo necessário. Talvez seu orçamento não permita que seu sonho, isto é, sua viagem dos sonhos, seja realizada em pouco tempo. Se este for seu caso, não perca o foco ou a disposição em economizar e garantir as férias sem dívidas. Converse com sua família e mostre a todos os benefícios de planejar um período de diversão, não de preocupações. Vale a pena.
A maior parte das pessoas vive uma rotina acelerada, é verdade. Reuniões e mais reuniões, estresse do trabalho e o pouco tempo que sobra deve ser efetivamente aproveitado para atividades de lazer, que acaba sendo muitas vezes só um sonho. Trabalhe com valores que possibilitem a diversão sincera, sem abusar do endividamento. Agir assim alivia as pressões e colabora para seu desenvolvimento pessoal e familiar.
Boa diversão, mas com planejamento. Combinado?