quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cinco passos para reduzir custos no recebimento de mercadorias

Apesar da introdução da nota fiscal eletrônica e do grande volume de recursos investido na adequação de sistemas para a correta emissão deste documento,muito pouco foi feito no sentido de capturar os potenciais benefícios que a introdução deste documento prometia. A grande maioria das empresas ainda processa o recebimento das suas mercadorias da mesma forma que fazia antes da nota fiscal eletrônica,simplesmente ignorando as informações contidas neste documento e principalmente o fato de que a NF-e deve ser enviada (e recebida) muito antes da chegada da mercadoria.
Se você deseja começar a capturar estes benefícios,veja abaixo cinco passos que podem mudar sensivelmente a estrutura de custos relacionada ao recebimento de mercadorias.
Integre e automatize o recebimento da NF-e ao seu processo de recebimento de mercadorias. Ainda são poucas as empresas que recebem as notas fiscais eletrônicas de seus fornecedores através de meios seguros e integrados ao seu ERP. Embora o e-mail continue a ser o principal meio de envio e recebimento da NF-e,fuja desta prática! Além de extremamente inseguro,o recebimento por e-mail vai dificultar a implementação dos passos a seguir. Procure uma solução de recebimento de documentos eletrônicos que verifique a integridade e autenticidade do documento recebido,armazene o documento para posterior recuperação em caso de necessidade e,principalmente,que possa ser integrada ao seu ERP,permitindo a plena utilização de todas as informações contidas na NF-e.
Comece a processar o recebimento fiscal no momento da chegada da NF-e,muito antes que o caminhão chegue com a carga. Uma vez que a NF-e tenha sido recebida,é possível iniciar o recebimento fiscal das mercadorias imediatamente. Você já tem todas as informações necessárias para isso,uma vez que possui o pedido de compra e a nota fiscal eletrônica. Faça as conferências necessárias e solucione as inconsistências antes da chegada da carga ou até mesmo antes do envio dela.
Elimine (ou reduza) o trâmite de papel no recebimento fiscal das mercadorias. É muito provável que você ainda receba algumas mercadorias acompanhadas de uma nota fiscal em papel,mas isto não é motivo para continuar a fazer tudo como fazia antes. Comece a utilizar as imagens dos documentos em papel ao invés do próprio documento. No caso de mercadorias que chegam acompanhadas de DANFE,um leitor de código de barras é suficiente.
Elimine (ou reduza) o trâmite de papel no recebimento físico das mercadorias. Provavelmente você ainda utiliza uma papeleta de contagem para anotação e conferência das mercadorias e quantidades entregues. Substitua este documento em papel por coletores de dados integrados ao seu ERP. Após a conferência os dados ficarão disponíveis para a entrada física das mercadorias,sem necessidade de digitação das quantidades.
Avalie a possibilidade de centralizar o recebimento fiscal de mercadorias. Se você implementou os passos acima,vai perceber que o sua equipe de recebimento fiscal pode ficar em qualquer lugar que possua boa conectividade. Assim você poderá processar o recebimento fiscal onde a relação custo benefício seja mais vantajosa.

Fonte:Portal administradores.com.br – Por Claudio Della Nina

Kit Gay nas Escolas !

Sem comentários ou preconceito!!! Para mim os políticos estão arrumando mais uma forma de conseguir votos, a custa de uma Ditadura, já que todos nós temos direito de escolha.
Estão usando a força Psicológica!!!


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Empreendedores individuais se expandem no mercado

O brasiliense Gustavo de Castro Dudu agora tem microempresa   
O brasiliense Gustavo de Castro Dudu agora tem microempresa
Brasília - Inicialmente formalizado como Empreendedor Individual 
(EI), o brasiliense Gustavo de Castro Dudu, de 19 anos, migrou recentemente para a categoria Microempresa. A demanda pelos pães integrais da Nutry Pan cresceu tanto que ele sentiu necessidade de expandir o negócio. O faturamento extrapolou o limite estipulado para EI, de R$ 36 mil por ano, e Gustavo passou a ser enquadrado na faixa que considera o valor de até R$ 240 mil anual.
Sebrae realiza 3ª Semana do Empreendedor Individual
Para ajudar 1,2 milhão de empreendedores individuais a expandir seus negócios, assim como ocorreu com Gustavo, o Sebrae vai promover ao longo desta semana a 3ª Semana do Empreendedor Individual. O evento será realizado em cidades de todas as unidades da federação desta segunda (27) até o próximo sábado (2). O foco na 3ª edição é capacitar os formalizados como EI para que alcancem sustentabilidade em seus negócios. A instituição vai montar tendas em espaços públicos com grande circulação de pessoas, onde serão ministrados cursos e palestras gratuitos, além de atendimentos individuais do Sebrae e de instituições parceiras, como bancos públicos, Receita Federal e governos estaduais e municipais.

A figura jurídica do EI foi regulamentada há dois anos com objetivo de formalizar os trabalhadores por conta própria que contam com, no máximo, um funcionário. Com a migração para microempresa, Gustavo passou a ter o direito de contratar mais de um funcionário. Hoje já são cinco empregados na empresa, além de cinco revendedores.
Procura
“Está aumentando muito a procura. Temos 36 clientes fixos, entre restaurantes, supermercados e lanchonetes de todo o Distrito Federal. Ultrapassei o limite e fui obrigado a migrar. Se continuasse como Empreendedor Individual, estaria me prendendo, me impedindo de crescer”, conta. Gustavo conta que a expansão vai ajudá-lo a tomar empréstimos em valores mais elevados. O dinheiro será utilizado para reformar a fábrica de pães e para aquisição de novas máquinas.
A abertura do negócio, há três anos, foi uma iniciativa arriscada, já que Gustavo, que trabalhava como administrador de redes, nunca havia feito um pão na vida. A ideia surgiu quando conheceu sua mulher, Queila de Castilho, de 23 anos, que tinha aprendido a fazer pães. Mesmo sem experiência, ele decidiu pedir demissão da empresa em que trabalhava e investir no negócio. Foram necessários empréstimos para comprar máquinas e equipamentos. “Aprendi na marra a fazer pão. Nos primeiros meses, perdia quase a metade da produção porque sempre errava muito”, conta, rindo. A produção diária saltou de 300 pães para mais de mil. Aos domingos, Gustavo e Queila chegam a fazer 1,5 mil pães.
Assinatura de flores

O ingresso no mundo dos negócios também se deu por meio da figura do Empreendedor Individual no caso de Alessandra Alves. Funcionária de lojas do varejo há 20 anos, ela resolveu abrir o próprio negócio em fevereiro deste ano e se formalizou como empreendedora individual. A ideia inicial era montar um site de assinatura de flores. “Assim como as pessoas fazem com as revistas, poderão assinar flores. Semanalmente, receberão arranjos personalizados em suas casas”, explica.

Mas a expectativa otimista em relação ao site, que deverá ser lançado até o início de julho, é tão grande que Alessandra decidiu abrir paralelamente uma loja física para sua empresa, a Boutique de flores Elegance. Com esta decisão, teve que migrar para uma faixa de faturamento acima, a de microempresa. Segundo ela, a mudança foi necessária para que pudesse ter acesso a valores mais elevados de crédito. “Se continuasse como EI, não iria conseguir um valor alto de empréstimo e talvez não montasse a loja, o que me limitaria muito”, conta a empresária, que dentro de três meses deve inaugurar a loja.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O que é um consórcio?

O que é um consórcio?Nos dois últimos artigos que escrevi sobre a compra de carros através de financiamentos (‘Devo comprar carro financiado e continuar a investir?‘ e ‘Por que não comprar carro para assumir financiamento?‘), muitos leitores questionaram sobre consórcios e alguns chegaram a afirmar que consórcio é melhor que o financiamento.
Como muita gente não entende bem sobre essa modalidade para aquisição de bens, resolvi escrever este texto e tentar explicar o tema e mostrar as principais vantagens em aderir a um consórcio para adquirir um carro ou imóvel.
Para completar, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de vários best-sellers na área de educação financeira, escreveu um excelente artigo (‘O momento dos consórcios‘, publicado na Folha de São Paulo) sobre o assunto e nada melhor que compartilhar seus conhecimentos para ajudar a explicar o que é um consórcio.

Afinal, o que é um consórcio?

Um consórcio nada mais é que um grupo de pessoas (físicas e/ou jurídicas) interessadas em comprar um bem (automóvel, imóvel…) e que não tenham a necessidade de ter esse bem em mãos imediatamente. Esse grupo deve ser administrado por uma empresa, que será responsável por viabilizar o funcionamento do consórcio e, por isso, cobra uma taxa de administração.
A empresa administradora divide o valor do bem em um grande número de parcelas de modo que a soma das parcelas pagas pelos consorciados a cada mês permita adquirir um ou mais desses bens.
Isso permite que, mensalmente, um ou mais consorciados sejam contemplados por sorteio e adquiram a carta de crédito que compra o bem à vista. Além dos sorteios, a maioria dos planos de consórcios permite que os participantes ofereçam lances antecipando certo número de prestações. Quem der o maior lance leva a carta de crédito.

O que é melhor: consórcio ou financiamento?

A resposta, como (quase) sempre, é depende! Entretanto, do ponto de vista exclusivamente financeiro, o consórcio seria uma opção melhor na maioria dos casos. Digo isto porque muitas pessoas quando estão prestes a tomar essa decisão, querem o bem imediatamente. Neste caso, o consórcio não seria a melhor opção.
Entretanto, caso o comprador esteja disposto a esperar pela contemplação, o consórcio passa a ser um ótimo aliado. Para fazer essa comparação, vamos às contas!
Considerando a opção de adquirir um bem no valor de R$ 60.000,00 em 60 meses, existem – hipoteticamente – duas opções: comprar através de um consórcio com taxa de administração de 12% ou um financiamento com juros de 1% ao mês.
Nessa situação, quem optasse pelo consórcio pagaria prestações mensais de R$ 1.120. Já quem optasse pelo financiamento teria que desembolsar R$ 1.335! Enquanto no consórcio você pagaria 12% a mais sobre o valor do bem, no financiamento esse percentual é de 33,5%.

Então o consórcio seria um investimento?

Não, de forma alguma! Pela vantagem financeira em relação ao financiamento, muitos vendedores de consórcios costumam afirmar (equivocadamente) que o produto é um grande investimento. Definitivamente, consórcio não é investimento, pois, ao adquiri-lo, você está pagando mais do que vale sua compra, incluindo a taxa de administração no preço.
Isso não impede, entretanto, que consórcios viabilizem bons investimentos. Utilizando o exemplo do Cerbasi, se você tem uma boa reserva financeira, mas insuficiente para pagar um imóvel que está abaixo do preço de mercado, pode discutir com uma administradora de consórcios se sua poupança viabiliza um lance contemplável em poucos meses.
Ao assumir a prestação do consórcio -mais barata que um financiamento- e ofertar um lance contemplável, na prática é como se tivesse oferecido uma entrada no financiamento sem assumir todo o custo deste.
Muitos investidores fazem isso para comprar imóveis que, quando revendidos, trazem lucro maior que a taxa de administração. Lucram com dinheiro alugado. Vale a pena? Sim, mas, nesse caso, o consórcio não foi um investimento, e sim um custo. Investimento foi o imóvel.

Conclusão

Do ponto de vista financeiro, a melhor opção entre consórcio e financiamento é… pagar à vista! Se houver taxa de administração (consórcios) ou taxa de juros (financiamentos), a compra à vista sempre será a melhor opção.
Mas se você não tem esse dinheiro, pode esperar para adquirir o bem e precisa optar por uma dessas opções, escolha o consórcio. Principalmente em períodos onde as taxas de juros ainda estão muito altas. Quanto menor forem essas taxas, menos atrativos ficarão os consórcios. Portanto, como afirmou o Cerbasi, aproveite o momento. Avalie um consórcio antes de assinar um financiamento.