quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sucesso, riqueza e bem estar: só iniciativa não basta para vencer!


Sucesso, riqueza e bem estar: só iniciativa não basta para vencer!Bruno comenta: “Navarro, sou daqueles caras super motivados e que tem energia de sobra para iniciar diversos projetos. Gosto de desafios. Minha atual meta pessoal é colocar ordem em minhas finanças e pagar algumas dívidas atrasadas. O problema é que depois de alguns dias tentando colocar em prática essa mudança, coisas novas aparecem e perco o foco. Mas não falta iniciativa. Onde estou errando? Obrigado”.
Você já deve estar acostumado com as insistentes vozes da educação financeira que dizem que para que haja real transformação e sucesso financeiro é necessário mudar de atitude, desafiar hábitos e rever comportamentos. Mais que aprender a somar, subtrair e multiplicar, questionar o processo de tomada de decisão é que tende a trazer melhores frutos.
Os sonhos são individuais, a mudança também!
Faço coro aos demais especialistas, mas tentarei agregar algo mais ao tema. As mudanças propostas são de caráter pessoal e, assim, influenciadas por diversas variáveis subjetivas e particulares: imprimir novos hábitos e definir prioridades são tarefas que oferecem desafios individuais diferentes. Em outras palavras, o que é fácil para um pode não ser para o outro.
“Há que se tentar”, você deve estar pensando. Iniciativa é a palavra mais usada para definir a característica desejada em muitas ações cotidianas. Se é importante mudar, é também crucial que essa decisão parta de nós mesmos – e que seja então transformada em ação de algum tipo. Com iniciativa, logo logo damos por iniciado o nosso “processo de transformação”. Quer ver?
§ Toda segunda-feira acordamos motivados a colocar em curso a dieta que finalmente mudará o rumo das coisas. A sensação é sempre ótima e passamos o dia respeitando o cardápio e comemorando. Às vezes passamos uma semana, um mês assim. E só;
§ Todo ano renovamos os votos de dias melhores e definimos metas pessoais importantes: perder peso, livrar-se das dívidas, visitar mais a família, estudar mais etc. São tantas as mudanças desejadas, não é mesmo? Haja iniciativa.
Definir tudo isso dá trabalho. Priorizar e agir conforme tais resoluções passa a ser um objetivo. Queremos mudar, queremos ser melhores, não queremos? Por onde olho, não parece faltar iniciativa. Aliás, o que não falta é vontade e coisas a fazer. Iniciativa, começo a ser mais realista em minhas observações, todo mundo tem: basta que o estímulo seja suficientemente interessante para despertar em nós a decisão pelo novo.
Quanto realmente nos levamos a sério?
Se não falta vontade, atitude e iniciativa, como responder a algumas questões tipo:
§ Por que tão poucas pessoas são bem-sucedidas financeiramente e vivem em dia com seus compromissos e orçamento?
§ Por que poucos brasileiros conseguem se manter saudáveis e satisfeitos com sua forma física?
§ Por que tão poucos indivíduos são capazes de atingir as metas propostas por eles mesmos?
“Há algo mais, não é possível”. Sim, há. Entre o começo de qualquer projeto pessoal e a hora de comemorar seus bons resultados existe um longo percurso. A jornada traz ao sujeito boas doses de realidade, especialmente se a trajetória escolhida for verdadeiramente nova (desafiadora). O caminho normalmente reserva:
§ Frustrações. Depois do otimismo característico e necessário para que sejam dados os primeiros passos, nos deparamos com a vida real. Portas fechadas, resultados aquém do esperado, necessidade de correção de rota etc. Impossível não ser assim;
§ Decepções. As surpresas com os relacionamentos e amizades são comuns (infelizmente!) durante o decorrer dos acontecimentos. Empresas e sociedades são frequentemente assoladas por problemas dessa ordem. Errar na escolha pode inviabilizar um importante passo, mas nunca o sonho;
§ Crises. A história comprova que muito do que hoje é melhor compreendido surgiu do enfrentamento franco das crises – muitas delas com medidas drásticas, como guerras e polêmicas decisões dos governos vigentes. O endividamento excessivo, por exemplo, é uma das mais graves crises que alguém pode encarar, mas tem solução. Tem que ter;
§ Momentos de reflexão. Costumamos ser críticos demais com as horas difíceis (dos outros, principalmente) e pouco efusivos quando há o que celebrar. É aquele gosto estranho que nutrimos ao apontar o dedo ou estufar o peito: “Não falei?”; “Eu sabia que não daria certo”. Enquanto isso, damos asas demais ao que esperam de nós e deixamos de celebrar as pequenas vitórias do dia a dia;
§ Vitórias. Ora, as coisas também dão muito certo. Aproveitar a sensação de “alvo atingido” oferece energia e motivação para seguirmos firmes com nossas aspirações. Importante que as emoções não sejam demais a ponto de cegar, acomodar e criar a sensação de que a rotina já está confortável.
Repare que o percurso descrito pelos itens acima envolve ações e consequências inter-relacionadas. A ordem dos desafios não é literal, mas todos passamos (passaremos) por situações deste tipo. Trata-se, portanto, de um ciclo. Costumo chamá-lo de ciclo de amadurecimento.
Iniciativa demais não adianta nada...
É importante ter iniciativa, é claro, mas só ela não muda muita coisa. O que, então, devemos buscar? Arrisco-me a dizer que a diferença está em insistir mesmo que o ciclo de amadurecimento ofereça mais percalços e crises que vitórias. Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Agir mesmo que as respostas não sejam exatamente as que desejamos. Persistir. Abordei essa visão nos artigos "Quanto você está disposto a lutar e esperar por um sonho ou objetivo?" e “O sucesso tem perseverança, motivação, disciplina e muitos fracassos”.
Hoje quero tratar da disciplina. Ela resume o que acredito ser o “pulo do gato” que permite a poucos brasileiros a proeza de se destacar e ver realizados seus objetivos. Começar a dieta é fácil; levá-la a sério é outra história. Com o dinheiro não é diferente: iniciar as atividades de planejamento é simples; rever decisões econômicas e colocar em marcha o plano (e suas consequência) requer desprendimento, esforço e dedicação.
Em se tratando de disciplina, o exercício combinado de reflexão, paciência e motivação frequentemente se confunde com a frustração de não seguir a moda, o anseio dos outros. Respeitar o padrão de vida e lidar com essa percepção viciada evita angústias e problemas futuros. Digo isso porque percebo que a ansiedade combinada à expectativa dos outros detona com o aprendizado decorrente do “saber esperar”.
Somos seres irracionais, é óbvio...
Sendo mais direto, é fácil saber porque tantas pessoas preferem pratos gordurosos a uma dieta saudável; ou porque curtir e comer atrai mais adeptos que a prática regular de exercícios físicos; ou porque consumir logo, usando o crédito, é a opção da maioria em detrimento do hábito de negociar, poupar e pagar à vista.
É fácil: a satisfação imediata vence os possíveis benefícios futuros. Está certo? O modelo “curtir agora, correr atrás depois” é popular porque atinge em cheio nossas emoções. Simples assim.
Não se espante! Demorei tantas linhas para falar algo que você já sabe: não adianta se vangloriar por ser bom em começar as coisas. Isso é comum. São os projetos levados a sério, construídos com disciplina, que dão ganhos significativos. Tapar os olhos para essa verdade é continuar a se esconder atrás de desculpas esfarrapadas. O alívio é imediato, mas é também temporário e não representa mudança.
É aquela velha história: você sabe bem o que precisa fazer, mas certas justificativas são cômodas e fazem o tempo passar. Os dias avançam, os anos passam e a situação vai sendo empurrada. Sem saber (ou consciente disso, não sei), você escolhe parecer feliz, parecer bem. Parecer? A realidade, ali do lado de fora da janela, é bem distinta.
Vamos resumir? Não importa quantos projetos bons aos olhos dos outros você começa ou apoia (iniciativa), mas quantos projetos relevantes para você e seus entes queridos você termina (disciplina). O resto é hipocrisia e exigência social descabida.
 Até mais.


Foto de sxc.hu.



------
Este artigo foi escrito por Conrado Navarro.

Empreendedorismo: opção, loucura, estilo de vida ou caminho para o sucesso?


Empreendedorismo: opção, loucura, estilo de vida ou caminho para o sucesso?Helton comenta: “Navarro, tenho lido muitos livros sobre empreendedorismo e penso seriamente em começar meu próprio negócio em breve. No entanto, sou constantemente desencorajado por amigos e familiares, que falam das dificuldades da vida de empresário e insistem com opções cuja estabilidade é maior, como concursos públicos e o emprego onde já estou. Ainda assim, sinto que o desejo de empreender é maior que tudo isso. E agora? Obrigado”.
A profusão de livros de memórias, biografias e artigos/matérias publicados hoje em dia sobre negócios reforça uma antiga percepção pessoal: histórias de empreendedores chamam atenção e populam o imaginário de muitas pessoas mundo afora. O romantismo que cerca parte dessas histórias aumenta os sonhos dos muitos candidatos ao título de “empreendedor do algum dia”. Parte desse movimento é bom.
Empresários bem-sucedidos se tornam ídolos de forma quase instantânea, mas poucos são os interessados em mergulhar fundo em suas trajetórias; ainda mais raro é o grupo interessado em conhecer, em detalhes, o ambiente de negócios em que se insere a empresa tão sonhada e seu entorno (legislação vigente, burocracia, concorrentes, carga tributária, modelo de negócios etc.). Empreender é correr riscos, mas de forma consciente.
Empreender é solução? Onde?
Essa introdução me lembra de um episódio recente, em que fui acometido pela tão falada “inveja boa”. Malcolm Gladwell, autor dos excelentes livros “Fora de Série” e “O Ponto da Virada” (ambos publicados pela Sextante), disse esses dias atrás que “o empreendedorismo é a melhor alternativa para jovens nos EUA”. E falou mais:
“Os Estados Unidos têm uma cultura que encoraja correr riscos e apoia as ideias dos empreendedores. Há uma cultura que reconhece que construir uma empresa do zero é algo legítimo e que isso pode ser mais importante do que um emprego estável. Ser empreendedor é considerado prestigioso em nossa sociedade” (Malcolm Gladwell, Folha De S. Paulo de 25/09/2011).
Enquanto países mais desenvolvidos oferecem “uma estrutura receptiva a ideias não testadas”, nós lutamos contra entraves burocráticos impressionantes e certa desconfiança cultural por parte de muitos colegas. Tenho percebido que muitos brasileiros têm preferido a estabilidade do cargo público e do emprego aos desafios propostos pela aventura de empreender que eles tanto admiram.
Essa realidade me preocupa, especialmente porque pode ser um sinal claro de acomodação e desânimo frente às necessárias reformas estruturais que há tanto tempo temos adiado. Aqui no Brasil, o candidato a empreendedor sério passa por testes duríssimos, sobretudo durante seus primeiros anos de vida.
A burocracia pesa muito e desestimula
Talvez você não saiba, mas por aqui o processo de abertura de uma empresa leva até 120 dias e envolve 15 autorizações e licenças. O tempo é vinte vezes maior que o necessário nos EUA. O número de procedimentos contrasta com a realidade de países como o Canadá e Nova Zelândia, onde é exigida apenas uma autorização. O México exige seis procedimentos e o processo todo leva apenas nove dias.
O custo médio para iniciar as atividades da empresa chega a R$ 2038,00, contra R$ 1213,00 na Colômbia e poucos menos de R$ 300,00 na China. Se consideradas as esferas federal, estadual e municipal, o total de tributos existentes por aqui chega a 85, o que impacta a produtividade e a competitividade de nossas companhias. Nossa burocracia consome 2600 horas de trabalho por ano, valor 14 vezes maior que o dos norte-americanos (187 horas) e 21 vezes o dos suecos (122 horas). A média da América Latina é de 385 horas.
Se o negócio não deu certo, vale tentar de novo. Infelizmente, fechar a empresa e abrir outra pode ser uma tarefa igualmente penosa. São até quatro anos de luta, trabalho e muita documentação para encerrar as atividades de uma pessoa jurídica brasileira. Os dados aqui mencionados foram divulgados, em setembro, pelas Revistas Exame e Veja.
Tudo isso se reflete em nosso cotidiano e, principalmente, nas necessárias boas vindas que devemos oferecer a quem quer empreender – atividade que cria empregos, atrai investimentos, gera maior oferta de produtos, inovação etc. O quadro é complicado e está longe do ideal: segundo o relatório “Doing Business”, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 128ª posição no ranking de facilidade para estabelecer empresas – atrás de nações como Moçambique e Nepal.
Mesmo assim, o sonho prevalece!
Ainda diante de um cenário desfavorável, o empreendedorismo tem crescido e se destacado. Só em 2010 foram US$ 48 bilhões em investimentos estrangeiros no país. O total de empresas formais beira os 5 milhões, número muito maior que o de décadas passadas (mas ainda muito menor que o número de negócios informais). Felizmente, o desejo de ser dono do próprio nariz ainda permeia os ambientes escolares e os corredores corporativos.
Não é um caminho fácil, posso afirmar por experiência própria. A estrada percorrida pelo empreendedor brasileiro é longa, sinuosa e repleta de buracos, mas a jornada compensa o risco! Afinal, qualquer empresário bem-sucedido não hesitará em confirmar que “faria tudo de novo”. Por outro lado, se fosse fácil, simples, qualquer um o seria.
Sinto-me mais confortável para responder à questão que serve de título para este artigo. Empreender é um misto de loucura, oportunidade, perfil, estilo de vida e risco. Empreender é aceitar as consequências de sua opção como um caminho para o sucesso, ainda que percorrê-lo signifique colecionar e ultrapassar muitos fracassos.
Não deixe que as expectativas dos outros modelem seu pensamento e limitem sua visão. Algumas pessoas tentam nos proteger com o pretexto de evitar nosso sofrimento – no entanto, a maior parte delas não teria coragem para sequer cogitar o empreendedorismo. Você está pronto para enfrentar as implicações de ser o dono do seu próprio destino econômico e financeiro? Leia direito: não existe estar pronto para ter o próprio negócio, existe estar pronto para lidar com os resultados desta decisão. E ai?

Foto de sxc.hu.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Evolução da contabilidade destaca profissão em alta

Desde o surgimento das civilizações, a função do contador esteve presente na história da humanidade. Surgiu da necessidade social de proteção dos bens e registro dos fatos ocorridos com os objetos materiais e hoje, no século XXI, desponta como uma das mais promissoras carreiras
A contabilidade está se modernizando e cada vez mais se adequando às exigências do mundo globalizado. Da antiga caneta de tinteiro utilizada para os registros no livro diário aos tablets que facilitam a conexão com o mundo, a profissão evolui rapidamente. Os antigos guarda-livros precisaram mudar o seu conceito profissional, introduzindo no dia a dia os conceitos mais modernos que alteram a postura e a mentalidade cultural. No Brasil, por exemplo, o momento é de adaptação às normas internacionais, as IFRS (International Financial Reporting Standards), na sigla em inglês. A escrituração totalmente manual, que acumulava pilhas de papéis em diversos arquivos de papelão, deu lugar à tecnologia. Todo registro é compactado em arquivos virtuais e a emissão dos documentos é realizada de maneira digital.
No Dia do Contador, 22 de setembro, os profissionais da contabilidade têm muito a comemorar. Festejam a evolução dos tempos e a crescente valorização da carreira. “Temos mais força política, estamos mais organizados, mais estruturados”, comemora o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), Zulmir Breda. Contador há mais de 30 anos, Breda diz nunca ter visto um momento tão bom para a carreira.
Apesar disso, com tantas alterações na rotina do contador, o principal desafio ainda é a mudança no perfil para se adequar às exigências do novo mercado de trabalho. Por estar atrelada a regras e fórmulas, a profissão se consolidou como uma profissão tipicamente conservadora, que acabou moldando o perfil deste trabalhador. “Está havendo uma transformação cultural, pois envolvem tanto aspectos técnicos e científicos quanto comportamentais”, diz Breda, ao explicar que o contador passa a ser uma figura proativa, tanto no setor público quanto no privado.
oportunidades cresceram rapidamente motivadas pelas novas regras internacionais, exigindo do profissional contábil maior qualificação, que vai desde o conhecimento técnico ao domínio da língua inglesa. “Muitos estão sentindo essas mudanças como um desafio insuperável, outros veem como algo que deve ser encarado e melhorado”, conta o presidente. As transformações são mais difíceis aos mais antigos, pois os mais jovens já estão adaptados aos novos softwares e à língua estrangeira. “As pessoas que não estão acompanhando essas mudanças querem sair do mercado”, lamenta.

5 lições da minissérie “Mildred Pierce” para a vida real

A atriz Kate Winslet como a protagonista da minissérie Mildred Pierce
A atriz Kate Winslet, protagonista da minissérie Mildred Pierce
No final de setembro, a atriz inglesa Kate Winslet ganhou o Emmy (premiação de maior prestígio da TV norte-americana) de melhor atriz pela atuação em “Mildred Pierce”.
Na minissérie, exibida pela HBO Brasil em abril, ela encarna uma dona de casa dos anos 1930 que precisa arranjar um ganha-pão para sustentar as duas filhas após se divorciar do marido.
Trabalhando como garçonete, tem uma ideia de negócio e resolve abrir um restaurante. Ela acerta a mão, começa a ganhar muito dinheiro e o estrondoso sucesso a motiva a abrir mais unidades.
Quando tudo parece ir bem, porém, ela comete dois erros fatais que podem por fim a sua trajetória como empresária. Confira cinco lições que a minissérie traz para os empreendedores da vida real. Para quem ainda não viu a série, o texto abaixo contém “spoilers”.
1) Lixo revela o que o público quer
Recolhendo os pratos dos clientes, Mildred percebe que eles sempre deixam muitas sobras de tortas e de frango e se pergunta por que ambos vão para o lixo.
Primeira resposta: a torta é ruim. Cozinheira de mão cheia, a personagem negocia com o dono para fazer e vender tortas ao restaurante, e em pouco tempo vira fornecedora de todos ao redor.
Segunda resposta: o frango também é ruim, mas os clientes pedem porque é mais barato. É aí que ela vê uma oportunidade mais ambiciosa de negócio: um restaurante que venda apenas dois pratos com frango.
O menu enxuto simplifica a cadeia de fornecedores, dá agilidade à cozinha e reduz os custos – ela não vai precisar, por exemplo, imprimir cardápios nem comprar alimentos em excesso porque a demanda é certeira. Assim, os pratos ficam mais baratos ainda, adequados ao momento de grave recessão.
2) Aproveite a experiência de quem põe a mão na massa
Mildred se empolga com a ideia, mas sabe que, para ter um restaurante, não basta saber cozinhar. Por isso, aproveita a experiência para aprender todos os detalhes do dia a dia e da gestão do negócio.
Além de se aproximar do chef e da comandante da cozinha, ela também fica de olho no movimento dos restaurantes da região e anota tudo em sua caderneta.
3) Ameaças podem virar oportunidades
De 1920 a 1933, a Lei Seca proibia, nos EUA, a venda de bebidas alcoólicas. Quando o Congresso anuncia o fim dessa regra, Mildred acha que a liberação será uma ameaça a seu restaurante, pois os bares, legalizados, serão uma forte concorrência.
Sua melhor amiga, porém, pensa o contrário: se o restaurante tiver um bom bar e oferecer coquetéis, não perderá público. Ela convence Mildred a investir na estrutura para um bar no restaurante e se especializa em fazer coquetéis.
A estratégia dá certo, e o restaurante passa a lucrar também com uma demanda que antes era reprimida devido à lei.
4) Novos terrenos pedem preparação
O sucesso de suas duas unidades faz a empreendedora abrir uma terceira unidade, na praia. Sua sócia propõe aproveitar o clima e variar o cardápio, passando a oferecer carne, peixe e frutos do mar.
Só que nenhuma das duas tem muita experiência com esse tipo de prato. E, de quebra, um bom restaurante abre na mesma região. O resultado, como se pode prever, não é nada bom (não vamos entregar a trama da série!).
5) Dinheiro da empresa fica na empresa
Apesar do percalço do terceiro restaurante, o modelo de negócio dá certo e a empresa começa a faturar muito. É hora de colher os frutos – Mildred enriquece e quer usufruir de tudo o que conquistou.
Só comete um erro fatal: passa a tirar dinheiro da empresa para custear uma vida de alto padrão para ela e para sua filha.
Sócios e investidores percebem o rombo, e a empreendedora se vê em problemas para convencer seus credores de que sua empresa tem capacidade de pagamento. Será o fim da linha para a empreendedora?
Quem quiser saber o final da história também pode ler o livro “A História de Mildred Pierce” (James M. Cain, Companhia das Letras). A mesma personagem é retratada no filme “Almas em Suplício” (1945), em que Joan Crawford interpreta Mildred Pierce no papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz naquele ano.