Em reunião com Sescon-RJ, SEFAZ anuncia autuação de sonegadores de ICMS.
Com 280 novos auditores, a fiscalização tributária no estado do Rio de Janeiro será mais rigorosa a partir de 2013. Durante reunião na Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), em 19 de julho, o subsecretário adjunto de Fiscalização, Carlos Silvério Pereira, informou que os servidores multarão e autuarão empresas optantes pelo Simples Nacional cujo faturamento anual esteja acima de R$ 3,6 milhões. O objetivo é combater a sonegação fiscal e enquadrar as empresas no regime correto de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Márcia Tavares, presidente do Sescon-RJ, e os diretores Selma Gama e Ricardo Nogueira foram chamados para orientar os contribuintes a mudar voluntariamente de regime tributário. “Os auditores se basearão no nome fantasia das lojas, na folha de pagamento, em despesas e receitas para calcular faturamentos e pagamentos de ICMS”, contou Selma. A ação pretende inibir que comerciantes solicitem inclusão de filiais no Simples como empresas independentes. Donos de franquias deverão apresentar documentos comprovando a vinculação contratual com a marca , combatendo, assim, a evasão fiscal. Pereira lembrou que será mantida a fiscalização em empresas com faturamento superior a R$ 2,4 milhões anuais. Por lei, elas estão obrigadas a conectar a máquina de cartão de crédito (POS) ao emissor de cupom fiscal. Em caso de descumprimento, o POS será recolhido pela Sefaz e a empresa, multada.
Fonte: Revista SESCON/RJ n.º 102
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Para contratar a equipe ideal, especialistas afirmam que é importante definir o perfil compatível com cada cargo
Uma das principais dificuldades que um empreendedor tem é de gerir as pessoas da sua pequena empresa. E, para que a sua equipe trabalhe de forma eficiente e produtiva, primeiramente é preciso que os perfis profissionais e comportamentais dos funcionários sejam compatíveis para que exista essa harmonia no ambiente de trabalho.
Gilberto Guimarães, professor da Business School São Paulo, afirma que o recrutamento das pessoas certas é crucial para montar o seu time ideal. “O primeiro passo é definir qual o perfil ideal para o cargo que você está buscando”, diz.
As competências técnicas são as mais fáceis de serem avaliadas, com documentos e certificados, mas não devem ser os únicos aspectos considerados na hora da contratação. “A competência comportamental é mais difícil de medir, mas é possível traçar como a pessoa é com uma avaliação psicológica”, explica Osmar Bueno de Carvalho Junior, consultor de recursos humanos do Sebrae-SP. Com a ajuda dos especialistas, EXAME.com listou os principais tipos de funcionários para o time da sua empresa.
1. O comunicativo
A capacidade de interagir com pessoas é um traço comportamental essencial para profissionais da área de vendas, por exemplo. “Ele se abre, ouve e tem paciência. É aquela pessoa que gosta de se relacionar”, afirma Guimarães.
A maneira como as vendas de um serviço ou produto são feitas interfere na percepção que os clientes têm da sua marca e da empresa. “Se vai trabalhar com o público, não pode ser uma pessoa mais séria porque não vai atrair os clientes”, explica Junior.
2. O executor
No caso de startups, por exemplo, colocar a mão na massa faz parte do caminho para se ter sucesso. De nada adianta ter ótima visão do mercado e uma ideia de produto ou serviço se não tem uma pessoa do time que se dedica a executar essas ideias.
No caso de pequenas empresas, Guimarães explica que em uma equipe é importante ter aquele profissional que gosta de fazer e é proativo. Esta é uma competência daqueles profissionais que sabem quais são as medidas e ações necessárias para solucionar cada problema.
3. O comprometido
O engajamento do profissional com a empresa é indispensável para que as metas sejam atingidas. Além disso, Junior ressalta que o comprometimento deve ser estendido para as pessoas com quem ele trabalha. “Tem que ter um espírito de trabalho em equipe, já que ninguém trabalha sozinho”, afirma.
Além da contratação de profissionais com esse espírito, faz parte do papel do empreendedor saber como levar o conhecimento sobre a missão, os valores e os objetivos da empresa aos funcionários. Dessa maneira, ele conseguirá ter um time mais unido e com a percepção do que precisa ser feito para alcançar os objetivos da empresa.
4. O criativo
Para que a sua empresa consiga implantar ações inovadoras, profissionais que são mais flexíveis e impulsivos tendem a ser mais criativos. “São aquelas pessoas que gostam do processo de criação”, conta Guimarães. Para ele, o líder não pode ser o único da empresa a ter essa competência.
Independente da área de atuação do seu negócio, a criatividade é necessária tanto para promover o seu produto quanto na maneira de se relacionar com o público-alvo.
Fonte: EXAME
terça-feira, 27 de novembro de 2012
5 maneiras inteligentes para evitar uma crise de caixa
Como é possível uma empresa ter uma grande produção e venda de um produto ou serviço e, mesmo assim, ter prejuízo? A resposta está no fluxo de caixa da empresa
SÃO PAULO - Muitos negócios são rentáveis mas, logo depois, eles têm prejuízos e chegam até a declarar falência. Como isso é possível? A resposta está no fluxo de caixa da empresa.
Empresas de produtos que têm muita saída de vendas precisam repor o estoque com meses de antecedência, antes de repassar para os distribuidores e varejistas. Isso perde muito dinheiro. E, apenas quando os clientes pagam o que foi repassado do mês anterior, a empresa compra mais produtos com o caixa disponível para a próxima realização do inventário. Isto é, o sucesso desse produto pode zerar rapidamente a conta bancária da empresa.

Se um banco não intervir para ajudar a recuperar o atraso, ela poderá até demitir seus empregados, reduzir sua produção ou falir. Com este arriscado cenário, o site Small Business elaborou 5 maneiras fáceis de proteger o precioso dinheiro de sua empresa, confira:
1. Limite de exposição a clientes de alto risco
Seus maiores clientes também são os mais que demoram a pagar? Se sim, é preciso tomar medidas imediatas para diversificar o perfil de seus clientes e favorecer aqueles que pagam em dia seus produtos.
Seus maiores clientes também são os mais que demoram a pagar? Se sim, é preciso tomar medidas imediatas para diversificar o perfil de seus clientes e favorecer aqueles que pagam em dia seus produtos.
2. Contas a pagar
Faça uma lista mensal dos clientes que já pagaram e os que faltam pagar pela mercadoria. Por que não cobrá-los a cada uma ou duas semanas até concluir essa lista?
Faça uma lista mensal dos clientes que já pagaram e os que faltam pagar pela mercadoria. Por que não cobrá-los a cada uma ou duas semanas até concluir essa lista?
3. Reduza a dependência de uma fonte de financiamento único
Como muitos empresários já aprenderam, é relativamente fácil para os bancos retirar as linhas de crédito enquanto as empresas não conseguem pagar suas dívidas. Para minimizar os riscos de déficits de caixa, esses empreendedores têm na manga um ou dois cartões de crédito para emergência.
Como muitos empresários já aprenderam, é relativamente fácil para os bancos retirar as linhas de crédito enquanto as empresas não conseguem pagar suas dívidas. Para minimizar os riscos de déficits de caixa, esses empreendedores têm na manga um ou dois cartões de crédito para emergência.
4. Racionalize as linhas de produção
Empresários que não têm muito dinheiro disponível devem evitar a produção de grande quantidade de produtos diversificados para vender a diferentes consumidores. Mais complexa é a linha de produção de seus produtos, mais dinheiro será gasto para produzir, armazenar, divulgar e entregar a mercadoria.
Empresários que não têm muito dinheiro disponível devem evitar a produção de grande quantidade de produtos diversificados para vender a diferentes consumidores. Mais complexa é a linha de produção de seus produtos, mais dinheiro será gasto para produzir, armazenar, divulgar e entregar a mercadoria.
5. Defina padrões de alta rentabilidade
Empresas que são mais vulneráveis a crises financeiras durante uma recessão ou crise de crédito são considerados negócios de baixa margem de lucro. Simplesmente, essas empresas não podem ter margem de erro, pois seu lucro já é baixo. Por isso, não hesite cortar produtos ou serviços que não correspondem ou excedem suas margens médias de lucro bruto.
Empresas que são mais vulneráveis a crises financeiras durante uma recessão ou crise de crédito são considerados negócios de baixa margem de lucro. Simplesmente, essas empresas não podem ter margem de erro, pois seu lucro já é baixo. Por isso, não hesite cortar produtos ou serviços que não correspondem ou excedem suas margens médias de lucro bruto.
Não há recompensa melhor para os empresários que realizam um gerenciamento de caixa cauteloso em suas operações cotidianas da empresa. Credores e investidores competem para financiá-las.
Fonte: Infomoney
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Brasil é o quinto país mais lento do mundo para se abrir uma empresa
Papelada gerada pelo volume de taxas e burocracia fiscal explica a demora na abertura de empresas
Empreender no Brasil é uma experiência que Demanda foco, dinheiro e, segundo um relatório recentemente divulgado pelo Banco Mundial, também muita paciência. Isso porque a burocracia na regulamentação de um novo negócio coloca o País entre os cinco mais lentos do mundo para a abertura de uma empresa.
Enquanto na Nova Zelândia, Cingapura e até na Macedônia o empresário obtém todos os registros necessários para iniciar uma operação em, no máximo, três dias, no Brasil esse processo demanda, em média, quase quatro meses (119 dias).
Essa é apenas uma das conclusões da décima edição do “Doing Business 2013 – Regulamentos mais inteligentes para pequenas e médias empresas”, estudo elaborado anualmente pelo Banco Mundial e que tem como objetivo avaliar o nível de maturidade dos mercados no que tange a facilidade para atrair e manter negócios.
Como nas últimas edições, o Brasil marca presença na parte de baixo da lista, ocupando a posição de número 130 em um ranking composto por 185 economias. O País está atrás de mercados como Etiópia, Bósnia-Herzegovina, Quênia e Paquistão.
Na outra ponta do ranking, Cingapura liderou a classificação global pelo sétimo ano consecutivo. Também na lista das 10 economias com as melhores regulações se destacam Hong Kong, China, Nova Zelândia, Estados Unidos e Dinamarca, seguidas de perto por Noruega, Reino Unido, Coréia do Sul, Geórgia e Austrália.
Colômbia. A Colômbia foi o país que mais progrediu na prática de atração de empresas e empreendedores no mundo. O país avançou 15,3% desde 2005 nesse quesito, que leva em conta o cenário macroeconômico, associado ao ritmo de reformas estruturais e institucionais.
Em comparação direta, o Brasil evoluiu apenas 0,6% nesse mesmo período, ficando atrás da Jamaica, Nicarágua e até da pequena ilha de Dominica, no Caribe.
Burocracia. Além da morosidade para a abertura de uma empresa, o Brasil recebe menção negativa também no processo de registros de propriedade, que recentemente foi alvo de nota elogiosa da revista britânica The Economist.
Para o Banco Mundial, o Brasil é o segundo pior no quesito que mede o número de etapas necessárias para se conseguir um registro. Atrás apenas do Uzbequistão, o empresário brasileiro precisa enfrentar 14 processos até alcançar seu objetivo. Na pequena Geórgia, localizada na fronteira com a Europa e a Ásia, em uma única etapa o empreendedor registra sua propriedade.
Melhoras. Entre os pontos positivos, o relatório destaca a melhoria para a obtenção de crédito e o avanço dos últimos dez anos nos mecanismos para proteção dos investidores no Brasil.
Fonte: Estadão
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