terça-feira, 5 de março de 2013

A importância da segurança de dados para as empresas






O diretor de marketing da ebusiness Brasil, Henrique Gasperoni, teve seu smartphone furtado em um restaurante na Disney, nos Estados Unidos. Se não fosse a precaução de ter um aplicativo que apaga todas as informações do dispositivo, seu conteúdo pessoal e, principalmente, de trabalho poderia ter caído nas mãos de alguém mal intencionado, espalhando dados de clientes e negócios.
O cuidado tomado pelo executivo – que está atento ao tema por fazer parte de sua área de atuação -, no entanto, às vezes passa despercebido pelas empresas.
Uma pesquisa divulgada pela Edelman, em parceria com o Ponenon Instituto, que ouviu 6.400 executivos responsáveis por gerenciamento de dados em 29 países, sendo 126 no Brasil, revela que as empresas de todo o mundo não estão preparadas para garantir a segurança e a privacidade dos dados coletados, seja de clientes ou de colaboradores.
No Brasil, para mais da metade dos representantes, ou 51%, a organização em que trabalham não considera a privacidade e a segurança de dados pessoais como prioridade.
Outros 43% dos executivos ouvidos no Brasil responderam que a organização em que trabalham não tem experiência, treinamento ou tecnologia para proteger informações pessoais e 40% dizem que sua empresa não conta com recursos adequados para isso.
Os dados revelam, ainda, que apenas 26% dos entrevistados brasileiros acreditam que a empresa em que atuam é transparente sobre o que faz com as informações dos clientes, funcionários e investidores.
Leigh Nakanishi, supervisor sênior da Edelman nos Estados Unidos, revela que a preocupação com a segurança de dados é algo emergente nas empresas e que ainda não possui a atenção que deveria ter, o que normalmente acontece quando o perigo se torna algo mais tangível.
“Nos países em que há menos eventos de vazamento de dados e que estão em desenvolvimento, sem sofisticação regulatória para o tema, como China, Índia e até mesmo o Brasil, a preocupação com o tema é menor”, afirma Nakanishi, acrescentando que em países da Europa, onde as regras vigentes sobre vazamento de informações é mais avançada, as companhias prestam mais atenção à questão.
Com o crescente interesse de consumidores, mídia e órgãos regulatórios sobre privacidade de dados, as empresas não podem se dar ao luxo de arriscar a reputação com o vazamento de informações importantes. “Quem conseguir lidar melhor com o tema vai ter um diferencial no mercado”, diz o executivo da Edelman.
Dispositivo próprio
A falta de preocupação das empresas com dados coletados se agrava diante da tendência de um maior uso de dispositivos pessoais dos executivos no ambiente de trabalho, prática chamada de BYOD (bring your own device, ou ‘traga seu próprio equipamento’, na tradução livre para o português) e que tem sido cada vez mais adotada pelas companhias, de acordo com a Associação Brasileira de ebusiness (ebusiness Brasil).
Em pesquisa realizada com 200 executivos da área de tecnologia da informação, no mês de dezembro, a associação mostrou que 39% dos entrevistados já utilizam os equipamentos eletrônicos pessoais ou estão investindo na ação na empresa em que atuam, enquanto outros 28% estudam a possibilidade de implementação.
Neste último grupo, 48% das companhias informaram que vão investir na tendência em um prazo máximo de dois anos.
Entre as vantagens de usar o dispositivo, os profissionais apontaram a mobilidade (76% das respostas), a liberdade da decisão de escolher qual dispositivo se dá melhor (44%) e redução de custos com dispositivos pela empresa (42%), o que leva a aumento de produtividade dos funcionários, segundo 38% dos executivos de tecnologia.
Entre os riscos, está exatamente a segurança de dados, para 69% dos entrevistados.
Para se ter uma ideia, 47% disseram que a área de tecnologia da informação não está pronta para atender os requisitos de segurança e 42% concluíram que a segurança física dos equipamentos também impossibilita o investimento na prática.
“Todo tipo de empresa está caminhando para esta tendência de uso de dispositivo dos funcionários, tanto comércio, indústria e serviços quanto nacionais e multinacionais. A questão importante é a falta de política de segurança dos dados, porque as soluções para promover isso já existem”, garante Gasperoni.
Uma forma de garantir segurança, de acordo com ele, é delimitar o acesso dos funcionários, de acordo com os cargos, aos sistemas da empresa. Na pesquisa, revelou-se que os profissionais que utilizam os dispositivos pessoais dentro das empresas são, em grande parte, presidentes e diretores, com 71% das respostas.
“A empresa tem de tomar cuidado sobre até que ponto vai abrir portas para que determinado funcionário possa carregar a informação para qualquer lugar”, orienta o diretor da ebusiness.
De acordo com ele, é importante que as empresas unam as áreas de Recursos Humanos, Jurídica e de Tecnologia da Informação para traçar parâmetros, dentro da legislação, para uso dos dispositivos pessoais no trabalho, garantindo privacidade das informações e um maior comprometimento para que os dados não vazem.
Fonte: http://brasileconomico.ig.com.br

Imposto de Renda 2013 - Novidades para 2013


O contribuinte que realizar doações ainda em 2013 a um dos fundos de ajuda a criança e adolescente, controlados pelos conselhos nacional, distrital, estadual e municipal dos direitos da criança e adolescente, pode ser beneficiado pela dedução de imposto a ser pago. Mas para isso, terá de fazer todo o trâmite, inclusive o pagamento da doação, pelo programa de Declaração de Ajuste Anual.
ReproduçãoTela de apresentação da versão 2013 do programa de Declaração de Ajuste AnualAmpliar
  • Tela de apresentação da versão 2013 do programa de Declaração de Ajuste Anual
A dedução para quem realizar as contribuições entre os dias 1º de janeiro e 30 de abril deste ano é de até 3% do total de imposto devido e está sujeita ao limite global de 6% de abatimento destinado para contribuições feitas aos fundos de amparo à criança e adolescente, aos idosos, além da contribuição e patrocínio para incentivo à cultura, à produção audiovisual e ao esporte.
A versão 2013 do programa de declaração do Imposto de Renda traz a opção “Doações Diretamente na Declaração-ECA”. É neste item que o contribuinte deve declarar os valores repassados aos fundos beneficiados. O programa irá gerar um Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) para que o declarante efetue o pagamento de cada doação. 
Contribuições feitas em 2012 para esses fundos devem ser discriminadas na guia “Doações Efetuadas”. Importante: as deduções sobre o imposto devido só valem para quem optar pela declaração completa.
Também é possível obter dedução de imposto caso o contribuinte tenha feito em 2012 doações para o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). O limite de abatimento é de 1% para cada um desses programas.
Consulte o site de perguntas sobre o Imposto de Renda da Receita Federal para mais esclarecimentos sobre as deduções permitidas.

Novidade técnica
O programa da Declaração de Ajuste Anual traz como novidade a possibilidade de importar da declaração de 2012 o nome e o CNPJ das empresas que aparecem nas guias “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” e da guia “Pagamentos efetuados”, cabendo ao contribuinte completar as demais informações necessárias. Caso alguma dessas empresas não faça mais parte da relação de pagamentos ou recebimentos, o cidadão deve excluir o item da declaração.
Outra novidade é a possibilidade de o contribuinte selecionar em sua ficha de identificação se um dos declarantes (o próprio ou seus dependentes) possui doença grave ou é portadora de deficiência física e mental. Quem se enquadra nesta situação tem prioridade no recebimento da restituição do imposto de renda. 
Por fim, na guia “Rendimentos isentos e não tributáveis” houve aumento de 16 para 25 linhas para que o contribuinte especifique valores recebidos em que não se incide imposto. 

Fonte: 
Receita Federal

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Receita Federal implanta malha fina para empresas


Por Luciana Otoni | REUTERS
iStock 000013365883XSmall Receita Federal implanta malha fina para empresas | SpeditoReceita Federal coloca em prática ainda neste mês o sistema de malha fina para o contribuinte pessoa jurídica, por meio do qual as cerca de 4 milhões de empresas em atividade no país serão informadas diariamente sobre inconsistências no pagamento de tributos federais.
A medida representará um reforço adicional para a cobrança de 41,9 bilhões de reais em débitos de grandes devedores.
Para a Receita, a nova malha fina dará ao contribuinte uma percepção maior da capacidade de controle do fisco.
“Com a percepção de que a Receita tem rigor na conferência dos tributos declarados, nós podemos aumentar aarrecadação espontânea… E uma malha fina vai influenciar o procedimento futuro do contribuinte”, disse o subsecretário de Arrecadação do órgão, Carlos Roberto Occaso.
O sistema de malha fina de empresas fará uma análise diária dos documentos obrigatórios de arrecadação de impostos das companhias com o objetivo de detectar tributos que foram declarados e não foram pagos.
Quando inconsistências forem detectadas, a malha fina emitirá e enviará automaticamente um extrato ao contribuinte, alertando-o do ocorrido, em uma ação que representa um controle sistemático sobre o pagamento dos tributos.
Occaso informou que esse sistema estava em fase de funcionamento experimental em São Paulo e que até o fim deste mês passará a ter abrangência nacional.
TRIBUTOS ATRASADOS
Balanço apresentado nesta quarta-feira pela Receita mostrou que em 2012 o órgão cobrou 143,3 bilhões de reais em impostos atrasados, mas conseguiu recuperar efetivamente 45 bilhões de reais, 11,5 por cento maior que o montante apurado em 2011.
Do total recuperado, 41,2 bilhões de reais foram pagamentos feitos por empresas e o restante por contribuintes pessoa física.
Para 2013, a estratégia de cobrança da Receita terá, além do reforço da malha fina de empresas, uma ação de cobrança direcionada a grandes contribuintes. O órgão selecionou 184 grandes companhias de diversos setores que devem 6,8 bilhões de reais em tributos atrasados e que serão objeto de ações especiais por meio da intensificação da cobrança.
A Receita tem tentado aumentar a recuperação de impostos atrasados como forma de compensar parcialmente o resultado fraco da arrecadação corrente. Em 2012, a Receita teve alta naarrecadação real de apenas 0,70 por cento.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Unificação do PIS e da COFINS: Governo deve criar o IVA


O governo federal dá os últimos retoques para mudar a estrutura de dois dos mais complexos tributos do País, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A ideia é unificá-los, formando uma espécie de imposto sobre valor agregado (IVA).
O nome de trabalho do novo tributo é Contribuição sobre Receitas (CSR).
A mudança é considerada prioritária pela presidente Dilma Rousseff, que deseja anunciar as novas regras ainda neste semestre. Ela já disse que quer fazer de 2013 o ano da desoneração tributária. Para tanto, será necessário um consenso na área econômica para a estratégia de implantação da mudança.
Há dúvidas, pois a alteração envolverá perda de receitas e há pouco espaço no Orçamento para novas renúncias.
Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o governo pretende elevar em R$ 15 bilhões a previsão de novas desonerações no Orçamento. A medida poderá abrir espaço para a reforma do PIS/Cofins.
Hoje, o PIS e a Cofins são calculados de duas formas, dependendo do setor. Alguns o recolhem de forma cumulativa, ou seja, aplicam uma alíquota de 3,65% no faturamento da empresa. Outros o fazem de forma não cumulativa, aplicando uma alíquota de 9,25% a cada etapa de produção e deduzindo créditos tributários gerados pela compra de insumos para aquela etapa. A política para créditos é cheia de exceções, o que transforma os tributos em pesadelo para as empresas.
No momento, as discussões técnicas estão concentradas em duas questões: qual o peso do novo tributo e em quanto tempo a mudança vai entrar em vigor.
Legislação – Uma minuta da legislação do novo imposto previa uma alíquota única, mas esse caminho acarretaria perdas a alguns setores e ganhos a outros. Isso o governo não quer. A ordem é não impor perdas. Estuda-se, portanto, a adoção de duas ou mesmo três alíquotas, para evitar que as empresas tenham a carga tributária aumentada. Essas alíquotas variam entre 4% e 9%. Outra questão, mais difícil de contornar, é o impacto fiscal da mudança. Estimativas apontam que o governo pode criar uma conta de crédito tributário de R$ 30 bilhões caso adotasse, por exemplo, uma alíquota única.
O governo se divide entre aqueles que desejam que o novo tributo seja instituído para todos, já em janeiro de 2014, e aqueles que defendem uma adoção gradual, começando ainda neste ano. Nessa segunda hipótese, a mudança poderia começar por alguns setores econômicos ou categorias de gastos que passariam a gerar créditos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a adiantar, no fim do ano passado, que poderia autorizar as empresas a utilizarem créditos tributários do PIS e da Cofins obtidos com a aquisição de serviços. Hoje, eles não geram créditos, e essa é uma antiga reclamação do setor produtivo. O governo discute o que fazer com os regimes especiais de tributação.
A legislação dos dois tributos hoje é das mais complexas, uma vez que, além das regras gerais, diversos setores recolhem o PIS e o Cofins de forma particular. Segundo uma fonte qualificada da equipe econômica, os estudos do governo têm como objetivo central a “simplificação total” desses tributos. “Hoje, até pagar o PIS/Cofins é complicado”, disse. “A nova legislação não tem de ser simples para o governo, mas tem de ser simples para a empresa.”
Internamente, o governo entende que a mudança não deve ocorrer antes de abril, diante da complexidade do assunto. Técnicos entendem que a unificação do PIS e da Cofins, e sua consequente simplificação sob um regime único, vai concluir uma espécie de reforma tributária. Nessa reforma estão inseridas as mudanças no ICMS, que o governo espera aprovar neste ano e a desoneração da folha de pagamentos, que deve ser ampliada.
Fonte: Diário do Comércio