quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dinheirama Entrevista: Marcos Silvestre, Educador Financeiro e Economista


Dinheirama Entrevista: Marcos Silvestre, Educador Financeiro e EconomistaQuem não quer ficar rico? Pois é, mas o significado de riqueza é muito pessoal e subjetivo. A única certeza é que para atingir nossos objetivos e sonhos precisamos abrir as portas do conhecimento para a educação financeira e o aprendizado relacionado ao dinheiro. Como o tratamos, onde o investimos e se somos consumidores conscientes são alguns dos aspectos que merecem atenção.
Para tratar destes assuntos, conversamos com Marcos Silvestre, autor do best-seller "12 Meses para Enriquecer - O Plano da Virada" (Ed. Lua de Papel). Há 21 anos atuando como educador e planejador financeiro, idealizou na UNICAMP o PROF® (Programa de Reeducação e Orientação Financeira), conjunto integrado de programas em educação financeira pessoal, aplicados tanto individualmente a diversas famílias, quanto coletivamente aos colaboradores diversas organizações do país.
Fundador da SOBREDinheiro® Sociedade Brasileira de Estudos sobre Dinheiro, Marcos é também articulista e autor de guias utilitários, além de apresentador de coluna diária e do programa semanal "Na ponta do lápis" na BandNews FM, em rede nacional. Empreende o Projeto Tesoureiros do Reino®, iniciativa de ação voluntária em educação financeira solidária e é Diretor da Silvestre Educacional.
Trazemos mais uma entrevista exclusiva sobre os cuidados com o seu bolso. Não deixe de participar da promoção listada ao final do bate papo e faça contato direto com o Marcos pelo site www.oplanodavirada.com.br. Confira nossa conversa:
As mudanças econômicas no Brasil permitiram a ascensão de milhões de brasileiros a um novo patamar de consumo. A nova realidade acirrou o consumismo e a inclusão social pelas posses. Como tornar a educação financeira e o tema "planejamento financeiro" aspectos agradáveis e desejáveis em nossa sociedade?
Marcos Silvestre: Em uma sociedade de consumo – e o mundo globalizado é uma grande sociedade de consumo – todos desejam consumir. Consumir é bom, mas, para ser sustentável, o consumo tem que ser consciente, seja do ponto de vista ecológico, seja do ponto de vista das suas finanças pessoais. Os bons educadores e planejadores financeiros tem se esforçado para desenvolver abordagens pedagógicas cada vez mais leves, mais descomplicadas, até bem humoradas.
No entanto, cuidar bem do seu dinheiro – e cuidar de extrair o máximo de qualidade de vida dele – jamais será uma “brincadeira”, sempre demandará disciplina e comprometimento, partindo da noção bem realista (e sábia!) de que o esforço de planejar e gerir melhor seu relacionamento com o dinheiro é absolutamente imprescindível para determinar o quão boa sua vida neste mundo será (a sua e daqueles a quem você ama).
Mesmo quem não gosta de planejamento financeiro, mesmo quem considera esta área um “xarope amargo”, é melhor tomar sua dose se quiser preservar sua saúde financeira e material.
Quais são as principais características das pessoas bem-sucedidas financeiramente? O que o leitor mais jovem pode aprender com estas pessoas? Como colocar em prática tais lições?
M.S.: Quem se dá bem com dinheiro invariavelmente cultiva em sua vida quatro providências combinadas (a falta de uma delas comprometerá seriamente as outras três):
1.    Qualificar-se profissionalmente ao máximo, trabalhar e ganhar o máximo que conseguir (de forma ética!);
2.    Ter gastos mais econômicos, sempre enxutos e bem controlados, focados em seus verdadeiros objetivos de qualidade de vida;
3.    Ter dívidas mais prudentes, evitando assim o pagamento desnecessário de juros que achatam seu poder aquisitivo;
4.    Ter investimentos, e investimentos mais dinâmicos, para ganhar juros sobre juros (e de forma mais acelerada!), sem abrir mão da segurança, mas sempre acreditando que poupar e investir antes, ganhar juros durante, juntar e depois poder comprar à vista e com desconto é a melhor forma de “enriquecer” em sua vida financeira, a melhor maneira de extrair máxima qualidade de vida do dinheiro que – realisticamente falando – você conseguir produzir com seu trabalho nesta vida.
O orçamento doméstico é a ferramenta que auxilia no controle e previsão de gastos e receitas familiares. Quais os principais pontos que merecem atenção neste sentido? Há um limite ideal para o endividamento?
M.S.: É indispensável controlar seus diversos pagamentos na ponta do lápis (nas planilhas ou no programa de computador ou mídias móveis). Hoje em dia, a gente gasta dinheiro com muita coisa; se não controlar, perde de vista, e dinheiro “distante” é dinheiro “a perigo”. Então tem de controlar. Mas só controlar não basta! Se for para anotar todos os seus desembolsos e não mudar nada em seus hábitos de compra e consumo, bem como em suas decisões de dívidas e investimentos, é melhor nem registrar nada, porque será perda de tempo.
Por isso, quem estiver disposto a organizar o orçamento deve saber “planejar” + “executar o planejado” + “controlar o executado”. Daí, com bom senso e criatividade será possível gastar menos sem viver pior (vivendo até melhor!), liberando dinheiro bom para quitar dívidas preocupantes e iniciar investimentos dinâmicos. Planejar e controlar gastos é o princípio de um ciclo virtuoso no uso do dinheiro.
Dívida verdadeiramente boa, só há duas: a quem você nunca fez e a que você já quitou. Porque dívidas implicam em pagamentos de juros - e quem paga juros empobrece -, quando deveria estar enriquecendo seu poder de compra e consumo ao ganhar juros em seus investimentos. Assim, o planejamento e gestão de suas finanças pessoais devem sempre mirar uma situação (ainda que distantemente futura) de dívida zero.
"Ficar rico", "acumular um milhão de reais", "milionário", são muitas as palavras para definir um desejo de muitos jovens: ter muito dinheiro. Até que ponto esse anseio é saudável e como aproveitá-lo para tomar melhores decisões?
M.S.: Ter muito dinheiro para quê? Para viver bem! Então vamos mudar o foco: o objetivo final não está nos “cifrões” que você conseguir acumular, mas nos “sorrisos” que você puder dar e proporcionar a quem ama nesta vida (às vezes até quem você nem conhece, doando seu dinheiro a anônimos com boas causas humanitárias). O dinheiro deve ser um meio, um servo, uma alavanca para produzir sorrisos na vida da gente e no mundo.
Quem fica obcecado com os números perde o mais importante: cuidar dos gastos, dívidas e investimentos para que, com o dinheiro que você consegue realisticamente fazer no seu trabalho, possa cuidar de todos os seus pagamentos de forma harmônica. Em outras palavras, o foco deve ser a conquista de equilíbrio na relação com o dinheiro, distribuindo-o de forma balanceada entre suas diversas necessidades e preferências, sempre de acordo com suas possibilidades.
Se, para se realizar você acredita que é preciso juntar um milhão (ou dois, ou três...), e se der para se planejar para chegar lá, muito bem, vá fundo e faça! Mas planeje e gerencie seu dinheiro para poder viver bem. Conheço ricos multimilionários que não vivem bem, mas também sei de gente com renda bem modesta que toca sua vida material com dignidade e felicidade - e coleciona sorrisos. Entre ser feliz e ser rico, se não der para conciliar, fico com a primeira! E o dinheiro há de me ajudar nesta busca, sim senhor!
Uma das desculpas usadas pelo grupo dos não poupadores é a de que "economia é um assunto complicado". Afinal, qual a importância de estar bem informado em relação à economia nacional e mundial? Por que o jovem deve se interessar por isso?
M.S.: Não culpo quem pensa que “economia/finanças é complicado”. Hoje há na mídia excesso de informação, mas falta de explicação. Muito número, muito fato, mas pouco esclarecimento do verdadeiro impacto que tudo isso pode ter (ou não!) em sua vida financeira - e portanto em sua qualidade de vida (sim, ela depende também do trato com o dinheiro). Mas não pode ter preconceito: andar de bicicleta é difícil? Só para quem ainda não aprendeu... Pois vá aprender!
Então, selecione boas fontes, recorra a bons educadores, aprenda e veja que o “mundo das finanças pessoais” não é tão complicado, não. Tem mais: quando a gente domina, dá gosto de lidar direito com a coisa, porque é algo sobre o qual temos um controle positivo. Com finanças, não é diferente.
E quando os resultados deste “conhecimento aplicado” começarem a aparecer, você não desejará jamais voltar “às trevas” da fase anterior, quando ignorava realidades que vão chegar a seu bolso de uma forma ou de outra - e que seja sempre de forma positiva, mas isso depende de como lidará com cada situação, o que remete a conhecê-las e saber interpretá-las corretamente, para começar.
O que dizer aos leitores que desejam começar a investir, mas dispõem de pouco capital? É possível criar um plano de investimentos rentável e inteligente partindo de pouco dinheiro?
M.S.: Investir é sempre um ato enriquecer na sua vida, porque qualquer boa aplicação irá lhe pagar juros sobre juros e diminuir o sacrifício financeiro de se conquistar as coisas boas nesta vida. Se você aplicar R$ 200,00 na Poupança por 5 anos, terá investido 60 meses X R$ 200,00 = R$ 12 mil, porém colherá bem mais que isso: quase R$ 14.400, por conta dos juros ganhos sobre juros no período (R$ 2.400).
Muito melhor ainda será investir em algo tão seguro quanto, mas mais rentável, por exemplo, os títulos da dívida pública negociados através do Tesouro Direto: nesse caso, os R$ 12 mil virariam R$ 15.400, portanto R$ 3.400 de juros ganhos, R$ 1 mil a mais que na poupança, sem correr qualquer risco desnecessário.
E ainda há outras formas até mais dinâmicas de aplicar seu dinheiro, proporcionando ganho diferenciado sem correr riscos desnecessários (como o investimento em ações brasileiras de primeira linha.) Agora, eu lhe pergunto: qual o é o brasileiro que não consegue – se quiser e se planejar – guardar R$ 200,00 por mês? Até há famílias sem esta condição ainda hoje, mas felizmente já são minoria em nosso país.
Marcos, obrigado pela disponibilidade e parabéns pelo sucesso de seu trabalho. Por favor deixe uma mensagem final aos leitores do Dinheirama.
M.S.: Eu agradeço por demais o convite. Espaços sérios e dedicados como este são preciosos para a educação financeira do brasileiro! E quero deixar este recado final a quem nos lê: eduque-se financeiramente, transforme sua vida, não pense pobre, dê uma virada, cuide de passar a enriquecer de forma realista, explorando o melhor de suas verdadeiras possibilidades, sejam elas quais forem.
Cuide bem do seu dinheiro e ele saberá lhe dar o devido “ troco” em termos de uma qualidade de vida verdadeiramente diferenciada para suas possibilidade iniciais. Sucesso e até a próxima.
PROMOÇÃO E SORTEIO
Separamos dois exemplares de “12 Meses para Enriquecer - O Plano da Virada” para sorteio e queremos que você participe da promoção. Para concorrer ao livro, você precisa seguir o @Dinheirama e o @marcossilvestre no Twitter e enviar a mensagem abaixo a partir de seu Twitter pessoal:
#sorteiodinheirama Quer o livro “12 Meses para Enriquecer”? Siga @Dinheirama, @marcossilvestre e dê RT: http://migre.me/5NsdU
O sorteio acontecerá no dia 12/10, você tem duas semanas para participar. Quanto mais mensagens enviar, maior a sua chance de ganhar. Optamos por usar o Twitter para contar com sua ajuda na divulgação do @Dinheirama. Teremos mais resenhas e sorteios muito em breve. Participe e boa sorte!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Como crescer com poucos clientes

ShutterstockQuanto mais clientes eu tiver, mais chances a minha empresa terá de crescer e se estruturar. Certo? Bem, não necessariamente. Ter poucos clientes – mas os clientes certos – pode muitas vezes ser uma melhor solução. É o que mostrou um acompanhamento feito por dois pesquisadores, ao longo dos últimos seis anos, com 180 jovens empresas britânicas da área de tecnologia. A conclusão, publicada em um artigo no site da revista Inc, foi que as empresas que haviam se concentrado em apenas um ou dois grandes clientes tinham alcançado maior sucesso do que aquelas que apostaram em um portfólio pulverizado.


A ideia para a pesquisa nasceu ainda nos anos 90, quando uma das pesquisadoras, Helena Yli-Renko, notou uma tendência entre pequenas empresas finlandesas de telecomunicações em batalhar por contratos com a gigante do setor Nokia, deixando de lado outros clientes menores. “Por fim, o que descobrimos é que a dependência de um cliente-chave tem, de fato, um impacto positivo para que a carteira de clientes continue crescendo”, disse Helena à Inc.
Para isso, alguns fatos devem ser levados em consideração.
A quem interessa o seu cliente. A principal coisa a se considerar em um negócio que será baseado em apenas um ou dois clientes é quem são estes clientes. Fornecer produtos ou serviços para uma companhia de porte, seja uma Apple, uma GM ou uma Petrobras, garante reputação à jovem empresa no mercado. “As outras empresas pensarão: ‘se a GM usa esse cara, nós também podemos usar’”, explica Helena.
Bons clientes são grandes referências – e bons padrinhos. Fornecer para uma grande empresa pode ser também uma forma de conhecer novos contatos. Helena cita o exemplo de um jovem imigrante indiano que, ao abrir uma pequena companhia de desenvolvimento de sites em Nova Jersey, focou os negócios na exclusividade e conseguiu um contrato com uma das maiores companhias de TI da região. O resultado foi que a própria companhia o apresentou para outras áreas internas e para outros clientes também, ampliando assim os seus negócios.
Mais confiança, e menos burocracia. Um dos erros mais recorrentes que os pesquisadores notaram ao longo dos seis anos de pesquisa foi um afobamento dessas pequenas empresas conforme a dependência de seu cliente-chave cresce. “Os empreendedores tendem a se preocupar e a exigir mais e mais contratos”, disse Helena. “Isso é um erro. Claro que é importante estruturar boas bases contratuais, mas o bom gestor saberá construir uma relação na base da confiança.” Na prática, isso significa estar flexível a renegociar contratos e acomodar pedidos e exigências diferentes conforme a situação.
Encontre o equilíbrio perfeito. Ter um grande cliente é bom; mas depender apenas dele é perigoso, de fato – qualquer problema que ele venha a ter leva o negócio inteiro junto. Uma vertente mais ortodoxa de especialistas alerta para o fato de que é necessário equilibrar os esforços entre agradar esses clientes-chave, por um lado, e não deixar de alimentar outras fontes de renda, por outro. O ideal é que não mais que metade da receita venha de apenas uma empresa, por mais atraente e sólida que ela possa parecer.

4 dicas para uma reunião de sucesso

ShutterstockReuniões com membros da equipe, clientes, sócios ou mesmo investidores são, muitas vezes, eventos temidos por empreendedores e diretores. Afinal, pelo fato de esses encontros discutirem assuntos relevantes para o negócio e culminarem com uma tomada de decisão, um erro pode ser fatal para o desenvolvimento de projetos.  Para evitar problemas, é preciso que todos os participantes estejam preparados para esse tipo de encontro. Conversando com especialistas e lendo artigos sobre o tema, preparei abaixo quatro dicas que podem ajudar você, empreendedor, a obter sucesso nas famosas reuniões.

Quem são os participantes da reunião?
Conhecer o currículo e o perfil de todos os integrantes do encontro é fundamental para que o empreendedor consiga se preparar para o evento. Isso permitirá descobrir quais são os cargos e as características de cada um deles e fazer um estudo prévio de como argumentar com essas pessoas. É importante também escolher as pessoas certas para esse encontro. Uma boa reunião é aquela que permite o surgimento de novas ideias e o debate de importantes decisões para a expansão do negócio.
Qual a pauta da reunião?
Reuniões devem ser marcadas quando existem assuntos relevantes para serem discutidos. Isso fará com que os participantes envolvidos no evento se sintam motivados a estar presentes na hora certa e pelo tempo que for necessário. Para que todos conheçam o tema que será abordado ao longo da reunião, é necessário elaborar uma pauta para o encontro. Todos os integrantes devem ter acesso ao tema da reunião e estudar previamente a pauta para dar sugestões e opiniões consistentes e fazer indagações pertinentes.
Qual o período de duração da reunião?
A boa reunião é aquela que tem hora para começar e terminar. A definição e o cumprimento de horários são essenciais para que os participantes possam se programar com tranquilidade para o evento. Além disso, conhecer o tempo da atividade permite aos integrantes calcular o tempo médio que terão para expor suas ideias e comentários. Caso a reunião seja muito demorada, é de bom tom pensar em maneiras de descontrair os convidados e evitar o cansaço. Uma das formas é oferecer lanches e bebidas e alternar as falas com apresentações de vídeo ou slides, por exemplo.
Como registrar o conteúdo discutido?
Para poder colocar as ideias discutidas e elaboradas pelos participantes durante a reunião em prática, é essencial a presença de alguém cuja função seja a de registrar tudo aquilo que foi debatido. O ideal é que um dos participantes da reunião tenha apenas esse papel. Isso permitirá um registro total daquilo que foi discutido e evitará a perda de atenção dos demais membros do encontro.

O sucesso financeiro de seus filhos virá do conhecimento


O sucesso financeiro de seus filhos virá do conhecimentoComo educadora, tenho a satisfação de afirmar que o sucesso financeiro de seu filho(a) virá do conhecimento. O sucesso a qual me refiro está relacionado ao uso consciente do recurso “dinheiro” e suas implicações/consequências. A aprendizagem é o caminho mais eficaz para que seu pequeno se transforme em um adulto capaz de lidar com o dinheiro de uma forma inteligente.
O primeiro e inesgotável local de aprendizagem é o lar. Os primeiros e mais importantes mestres são e serão sempre os pais. Sabemos que o cotidiano familiar é extraordinário e complexo: muitas demandas, muitas surpresas e vários desafios. Os exemplos dados em casa são tão importantes quanto o ensino formal encontrado nas escolas.
Esse artigo é um lembrete carregado de reflexões para quem tem criança ou adolescente em casa. Em meio a tantas coisas e demandas, os pais ou responsáveis precisam estar atentos também às questões financeiras relacionadas ao universo infanto-juvenil. Sem essa de “dinheiro é assunto de gente grande”.
Para iniciar essa reflexão, é preciso voltar a uma conhecida afirmação de base: nossas crianças aprendem pelo exemplo. Assim, o primeiro passo é analisar como você e seu parceiro(a) lidam com as questões relacionadas a esse universo:
§ O clima costuma ficar pesado na hora de pagar as contas?
§ Estranham-se dentro da loja na hora da compra de algum produto?
§ Como anda a consciência ecológica da família?
§ Costumam fazer planejamento mensal ou das próximas férias?
§ Envolvem as crianças nesse planejamento?
§ Qual foi a última vez que levou seu filho ao supermercado e ele te ajudou na pesquisa de preços ou na escolha do melhor produto?
§ Seu filho(a) sabe usar o dinheiro da mesada? O que você faz quando a quantia acaba logo e ele pede mais?
§ A última festinha de aniversário deixou a sua conta corrente no vermelho?
Sempre as mesmas questões, não é mesmo? Ora, sem essa análise fica mais difícil traçar metas sustentáveis e manter uma boa qualidade de vida!
Depois de relembrar que seus filhos estão muito atentos a cada atitude sua, procure desenvolver a inteligência financeira deles através de conversas informais sobre conceitos como pagamento à vista, a prazo, descontos, renda, mensalidade e etc. Compare valores mostrando a relação custo-benefício, fale da importância de poupar e dos perigos do consumismo.
Faça isso dentro de um clima agradável e respeitando a idade de cada um. As explicações devem ser passadas para os menores de forma simples e. À medida que vão crescendo, os mesmos conceitos serão aprofundados gradativamente, por vocês (pais) e pela escola.
O estímulo aos conhecimentos financeiros provoca muitas surpresas agradáveis. Lembro-me que quando minha sobrinha tinha 10 anos ela apareceu com uma planilha de produtos, e os respectivos preços, feita especialmente para seu pai, que iria fazer uma viagem ao exterior. Ela não só fez a lista de pedidos como aproveitou a Internet para cotar os valores. Superdotada? Não. Esse comportamento é fruto do aprendizado obtido por ela desde pequena junto a seus pais!
Não adianta exigir atitudes maduras de seu filho, por exemplo, quando ele vai morar sozinho na época da faculdade. Não adianta ficar nervoso(a) quando a fatura do cartão de crédito dele é alta. Inútil pedir para que ele cuide bem do tênis novo, da mochila nova e que não desperdice comida. Eu pergunto para você: qual foi o modelo que ele assimilou nos primeiros anos da infância? Quais os valores que foram absorvidos a cada dia? Quais os ensinamentos financeiros e ecológicos que você transmitiu?
Somos falíveis. “Não foi possível ou não sabíamos da importância de cuidar da inteligência financeira de nossos jovens e crianças”. Ainda assim, com o tempo ele acabará aprendendo as melhores condutas e os comportamentos financeiros adequados, mas o caminho será mais difícil. Os erros, é claro, sempre ensinam.
O mundo cada vez mais exigente está aí e a vida precisa ser vivida com sabedoria. Nós, adultos, temos a grata responsabilidade de cuidar e formar o adulto de amanhã. Um adulto consciente e responsável formado sobre as bases sólidas do amor, carinho, compreensão e conhecimentos adquiridos em casa, na escola, nos livros e em sites qualificados. Enfim, um adulto inteligente e criado dentro do universo de saberes disponíveis.