quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Não acredite na sua intuição




O vídeo acima tem uma proposta simples: assista e conte quantas vezes os integrantes da equipe branca passam a bola entre si. Na primeira vez que eu assiti, prestei bastante atenção e contei 17 passes. Estava errada: foram apenas 15. O pior veio depois – se ainda não assistiu, pare por aqui e clique no link acima antes de continuar a ler.
Após mostrar o resultado, o narrador pergunta: “Mas você viu o gorila?”. Nesse momento, quase caí da cadeira. “Que gorila?!?” Se a sua experiência foi parecida, não se preocupe: a maior parte das pessoas não enxerga uma pessoa vestida de gorila desfilando no meio do vídeo, concebido por Daniel Simons e Christopher Chabris. Por uma razão muito simples: nossa percepção do que vemos é falha. Na maior parte do tempo, vemos apenas aquilo que queremos ver, ou aquilo que estamos acostumados a ver.
Foi dessa maneira que começou a palestra do psicólogo e economista israelense Dan Ariely, na noite de ontem, em sessão especial do HSM Expo Management 2012. O objetivo de Ariely, que é professor de Economia Comportamental no Massachusetts Institute of Technology (MIT), era mostrar o quanto nossas percepções do mundo estão erradas na maior parte do tempo. O vídeo foi apenas um dos muitos exemplos de quanto nossos olhos (e ouvidos) nos enganam (se quiser ver mais, acesse www.danariely.com).
O problema, segundo Ariely, é que agimos baseados em coisas que acreditamos ser certas. Boa parte das nossas percepções estão relacionadas com vivências anteriores, com o modo como nos relacionamos com o ambiente e com o estado de espírito em que nos encontramos num dado momento. No caso do vídeo acima, o espectador assume que se trata de um teste matemático. O dado inusitado passa despercebido porque não era esperado, e a nossa percepção não está treinada para esse tipo de surpresa. Não estamos acostumados a prestar atenção a todas as informações à nossa volta. Em vez disso, filtramos os dados e focamos apenas no que nos interessa naquele instante.
E o que isso tem a ver com os negócios? Tudo. A economia tradicional parte do princípio de que as pessoas tomam decisões (de gestão ou de consumo, tanto faz) de maneira racional, baseadas nas informações que têm à mão. Na visão de Ariely, as pessoas tomam decisões de maneira irracional, com base no que percebem como sendo “certo”. Essa percepção, diz o especialista, está firmemente baseada no que elas já conhecem, já estão acostumadas. As pessoas, diz ele, resistem bravamente à qualquer tentativa de mudança. Por isso mesmo, podem repetir dezenas de vezes os mesmos erros, e continuar acreditando que estão agindo certo. Costumam chamar isso de “seguir a própria intuição”.
“Esqueça a sua intuição”, diz Ariely. “É bem provável que ela esteja errada.” Para ele, o único jeito de tomar boas decisões nos negócios é testar, experimentar, inovar. “Duvide de tudo que você sabe ou acha que sabe”, diz. “Experimente algo inusitado, tome uma atitude inesperada e observe os resultados: você vai perceber que boa parte das suas percepções sobre o que era certo estavam erradas.” Que tal começar agora? Reavalie todas as decisões que tomou recentemente nos negócios e pense se poderia ter feito algo diferente. Faça uma reunião e peça para as pessoas pensarem fora da caixa. Tente ver sua empresa sob um ponto de vista totalmente novo – assuma o lugar do concorrente ou de um investidor, por exemplo. Esqueça todas as ideias pré-concebidas e siga por um caminho novo. Caso contrário, você corre o risco de não ver o gorila no meio da sala.

Fonte: Blog Papo de Empreendedor


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Conheça as 10 competências que as empresas procuram em um líder


Para consultor "é preciso desenvolver características específicas. E isso pode ser feito por meio de treinamento"

SÃO PAULO -  Os novos profissionais devem compreender e se adaptar as mudanças que ocorrem no mundo corporativo. Os sistemas de tecnologia e o investimento em novos setores são fatores que exigem um novo comportamento do líder.
De acordo com o diretor-sócio da MOT, Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, para que uma empresa alcance o sucesso é fundamental que os líderes saibam como lidar com essas novas demandas. “É preciso desenvolver características específicas. E isso pode ser feito por meio de treinamento”, afirma.
empresa empresário executivo
Regras
De acordo com o consultor, um líder se desenvolve em seu local de trabalho por meio da chamada “Regra 10-20-70”. Segundo esta regra, 10% do desenvolvimento profissional está ligado ao aprendizado, 20% às ações realizadas e fomentadas pelo próprio líder e 70% corresponde à prática diária de um profissional.
Para que aconteça uma mudança de comportamento, o profissional deve refletir sobre como melhorar os resultados obtidos. Castro lista 10 características que as empresas de ponta desejam ver em seus líderes, para que eles se encaixem nesse novo cenário.
Conheça as novas competências:
1- Possuir equilíbrio entre conhecimento técnico e comportamental;
2- Conhecer seu próprio perfil e comportamentos, e ficar atento ao impacto que eles provocam na equipe;
3- Ter capacidade de pensar globalmente e de compreender as mudanças econômicas e sociais;
4- Compreender o conceito de “diversidade” de maneira ampla, incluindo novos fatores que possam impactar no futuro;
5- Demonstrar uma boa percepção a respeito de seu próprio comportamento e o dos outros;
6- Ser ético e íntegro em relação a seus valores;
7- Ter habilidade no uso de ferramentas tecnológicas e integrado nas atividades das mídias sociais;
8- Ser capaz de construir parcerias e influenciar outras pessoas, mesmo sem ter autoridade sobre elas;
9- Possuir competência para entender as necessidades dos colaboradores e dividir a liderança;
10- Ter habilidade para mudar o estilo de liderança, tendo clareza sobre quando e como variar de um estilo de autoridade para um estilo de orientação;

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Veja sete dicas para evitar a saída de profissionais da sua equipe


Para reduzir o índice de rotatividade é preciso pesquisar as principais causas, diagnosticar cada uma e atribuir uma solução

SÃO PAULO - A alta competitividade no mercado de trabalho tem feito crescer o turnover nas empresas. Os impactos da entrada e saída de pessoal para uma empresa têm reflexos diretos na produtividade e afeta diretamente a satisfação dos colaboradores.
Segundo o diretor-executivo da Innovia Training & Consulting, Ricardo Barbosa, para reduzir o índice de rotatividade, é preciso pesquisar as principais causas, diagnosticar cada uma e atribuir uma solução.
executivo equipe escritório
Se você acha que a questão salarial é a única que influencia o alto turnover, você está enganado. O diretor da Innovia ressalta que os administradores podem estranhar, mas esse não é o grande problema.
“Mas com certeza uma empresa que paga muito pouco para seus valores terá primeiramente que repensar essa situação, para depois utilizar outras medidas motivacionais”, enfatiza.
Confira as sete dicas para evitar o turnover:
1. Quando o colaborador pede demissão ou é demitido o gestor deve fazer uma entrevista pessoal para saber o motivo. Questionário estruturado para ser preenchido por mera formalidade de nada adianta.
2. Compare o salário oferecido para os profissionais da sua área com o de outras empresas. “Muitas vezes terá a triste descoberta que está formando mão de obra para eles”;
3. Tenha um plano de carreira claro. O gestor deve ter definido até onde os seus colaboradores podem chegar;
4. Ofereça cursos de reciclagens e aperfeiçoamento;
5. Repense nas políticas para plantão de finais de semana, feriados e horas extras. A escala da equipe não pode ser com o intuito de punição ou de proteção;
6. Atenção para os profissionais que justificam faltas com atestado médico. Confira e confirme os motivos;
7. Analise qual o clima que reina na sua equipe e na empresa como um todo. Avalie como você trata os colaboradores e como são dados os feedbacks.
Fonte: InfoMoney

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Receita Federal alerta empresas sobre falsos fiscais


A Receita Federal do Brasil (RFB) alertou, por meio de nota, sobre falsos fiscais que se passam por servidores da RFB para abordar empresas. Essas pessoas podem ainda fingir fazer parte da Associação de Auditores na tentativa de simular uma ação fiscal e assim ganhar dinheiro das vítimas.
Confira a nota na completa:
Falsos fiscais abordam empresas em busca de dinheiro fácil. Algumas vezes, eles usam o nome de servidores da Receita Federal da ativa. Outras vezes, dizem que são da Associação de Auditores Fiscais. Ainda há aqueles que querem vender, falsamente, assinaturas ou anúncios em revistas do Fisco.
Normalmente, após alguns telefonemas ou envio de e-mails, eles se apresentam pessoalmente na empresa. Bem vestidos e com carteira funcional falsa, eles solicitam livros contábeis e lavram termos fiscais. Em síntese, criam toda uma encenação levando o contribuinte a sentir que realmente está sob ação fiscal. Para “aliviar a fiscalização”, esses falsos fiscais pedem quantias em dinheiro.
O contribuinte, percebendo que se trata de um falso fiscal, deve chamar a Polícia Civil ou a Polícia Federal para registrar o flagrante.
A Receita Federal do Brasil esclarece que não tem nenhuma revista ou associação autorizada a falar em seu nome. Quando abordada pela fiscalização da Receita Federal, a empresa recebe o Termo de Início da Ação Fiscal. Nesse termo, constam o número do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF e uma senha de acesso. De posse dessas informações, o contribuinte deve, antes de qualquer providência, entrar no sítio da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e seguir o seguinte caminho: todos os servicos/ fiscalização/consulta Mandado de Procedimento Fiscal. No sítio, o MPF vai confirmar a natureza e a origem da fiscalização.
É importante informar que nenhum fiscal da Receita Federal visita ou faz qualquer exigência ao sujeito passivo sem um documento escrito. Além disso, todo e qualquer valor devido à União deve ser recolhido por meio de DARF pelo sistema financeiro, jamais por um servidor.
Fonte: Receita Federal