segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Entenda de uma vez por todas a sua contabilidade e impostos




Você sabe a diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido, Arbitrado ou Lucro Real? Se a sua resposta for não, saiba que não há do que se envergonhar. Apesar de representar um dos pontos cruciais para a gestão do negócio, são raros os empresários que conseguem escolher sem ajuda um dos modelos tributários previstos pela lei.

Tema espinhoso, a verdade é que o assunto faz parte daqueles campos praticamente intransponíveis da contabilidade – o que por si só já é motivo de careta para muitos empreendedores. No entanto, segundo especialistas em gestão tributária, é fundamental que o empreendedor compreenda as diferenças entre os modelos, os prós e contras de cada uma das quatro alternativas de apuração de impostos. Conhecer sobre o assunto faz diferença para o plano de negócios e, principalmente, para a conta bancária da empresa.

“Ao virar as costas para os modelos contábeis, o empresário comete um erro que pode lhe ser caro”, afirma o advogado tributarista Miguel Silva, sócio do escritório Miguel Silva & Yamashita Advogados. “O empreendedor simplesmente pode pagar mais em impostos do que realmente precisa ou se expõe demais aos fiscais”, afirma.

Outro problema apontado por Silva diz respeito aos custos operacionais de cada um dos modelos, além do impacto da decisão nas estratégias de crescimento. “O Simples é válido para empresas com Faturamento de até R$ 3,6 milhões. É uma alternativa excelente, mas pode tolher o crescimento. O empreendedor precisa, aos poucos, ir preparando-se para migrar para outros modelos tributários”, afirma o advogado Miguel Silva.

Para o especialista, a alternativa imediata ao Simples é a do Lucro Presumido, que não exige receita bruta mínima, mas um teto de faturamento, que é atualmente de R$ 48 milhões por ano. Segundo Vicente Sevilha, do escritório Sevilha Contabilidade, o modelo é indicado para empresas com margens brutas e líquidas altas. “Para o caso de margens baixas, (negócios que faturam com escala) o sistema não compensa”, diz.

Opção para o seu negócio pode estar no Lucro Real, que contabiliza as receitas e abate as despesas no cálculo final. É a Opção indicada para negócios com Faturamento robusto – acima de R$ 48 milhões – e margens apertadas. Mas não se trata de um modelo muito utilizado. Das 4,6 milhões de empresas que constam no banco de dados da Receita Federal, apenas 3,5% (164 mil) adotam atualmente esse modelo de tributação.

A última opção, Lucro Arbitrado, é tida como uma espécie de solução imposta para empresas que não mantiveram em dia sua gestão contábil. Para Miguel Silva, porém, não é bem assim. O empresário pode optar pelo modelo, que imputa multa de 20% além do que pagaria no Lucro Presumido, se quiser por conta e Risco reduzir seus custos operacionais. Ainda assim, é importante ressaltar que haverá cobrança de multa.

Simples Nacional
Para empresas que faturam até R$ 3,6 milhões ao ano. Em geral, especialidades da área deServiços (médicos, corretores e consultores) não podem optar pelo Simples. Consulte um especialista ou veja a lista no site do Ministério da Fazenda (www.fazenda.gov.br).

Lucro Presumido
Nenhuma empresa é obrigada a usar, mas todas podem utilizar o modelo desde que obedeçam o teto de Faturamento anual, que é de R$ 48 milhões. Segundo a Receita Federal, trata-se de umaOpção para pouco mais de 1 milhão de empresários atualmente.

Lucro real
Estão obrigadas a essa modalidade os negócios com receita bruta acima dos R$ 48 milhões. No entanto, o empreendedor deve estar atento: empresas com bom lucro pagam impostos mais elevados. A proporção ideal é alto Faturamento e baixa lucratividade.

Lucro arbritado
Normalmente, é aplicado pelo fisco como uma punição para quem não conseguiu manter em dia seus controles contábeis. Para o tributarista Miguel Silva, é uma Opção a ser analisada como forma de baratear os custos operacionais envolvidos no empreendimento.
Fonte: Estadão


sábado, 10 de novembro de 2012

Fenacon lança Cartilha com informações sobre o que é a Certificação Digital


O presidente do Instituto Fenacon, Carlos Castro, lançou no dia 20/09/2012 o hotsite da Cartilha de Benefícios e Aplicações da Certificação Digital no 10º Certiforum, em Brasília.
O evento é organizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (ITI) e reuniu todas as certificadoras digitais do país. Em um auditório com 300 pessoas, Castro apresentou a Cartilha, que é fruto do trabalho do Comitê das Certificadoras Digitais do Brasil, coordenado pelo Fenacon com a participação do Instituto Fenacon.
O objetivo do documento e do hotsite é disseminar informações sobre o certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) por meio de linguagem simples e acessível, sem termos técnicos. “A Cartilha é um passo para popularizar o certificado digital, uma vez que a certificação, sem dúvidas, é uma situação irreversível no país” afirma Castro.
A Cartilha de Benefícios e Aplicações da Certificação Digital será aprimorada a cada três meses pelo Comitê e você pode encontrá-la no endereço: www.beneficioscd.com.br.

Foto

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Não acredite na sua intuição




O vídeo acima tem uma proposta simples: assista e conte quantas vezes os integrantes da equipe branca passam a bola entre si. Na primeira vez que eu assiti, prestei bastante atenção e contei 17 passes. Estava errada: foram apenas 15. O pior veio depois – se ainda não assistiu, pare por aqui e clique no link acima antes de continuar a ler.
Após mostrar o resultado, o narrador pergunta: “Mas você viu o gorila?”. Nesse momento, quase caí da cadeira. “Que gorila?!?” Se a sua experiência foi parecida, não se preocupe: a maior parte das pessoas não enxerga uma pessoa vestida de gorila desfilando no meio do vídeo, concebido por Daniel Simons e Christopher Chabris. Por uma razão muito simples: nossa percepção do que vemos é falha. Na maior parte do tempo, vemos apenas aquilo que queremos ver, ou aquilo que estamos acostumados a ver.
Foi dessa maneira que começou a palestra do psicólogo e economista israelense Dan Ariely, na noite de ontem, em sessão especial do HSM Expo Management 2012. O objetivo de Ariely, que é professor de Economia Comportamental no Massachusetts Institute of Technology (MIT), era mostrar o quanto nossas percepções do mundo estão erradas na maior parte do tempo. O vídeo foi apenas um dos muitos exemplos de quanto nossos olhos (e ouvidos) nos enganam (se quiser ver mais, acesse www.danariely.com).
O problema, segundo Ariely, é que agimos baseados em coisas que acreditamos ser certas. Boa parte das nossas percepções estão relacionadas com vivências anteriores, com o modo como nos relacionamos com o ambiente e com o estado de espírito em que nos encontramos num dado momento. No caso do vídeo acima, o espectador assume que se trata de um teste matemático. O dado inusitado passa despercebido porque não era esperado, e a nossa percepção não está treinada para esse tipo de surpresa. Não estamos acostumados a prestar atenção a todas as informações à nossa volta. Em vez disso, filtramos os dados e focamos apenas no que nos interessa naquele instante.
E o que isso tem a ver com os negócios? Tudo. A economia tradicional parte do princípio de que as pessoas tomam decisões (de gestão ou de consumo, tanto faz) de maneira racional, baseadas nas informações que têm à mão. Na visão de Ariely, as pessoas tomam decisões de maneira irracional, com base no que percebem como sendo “certo”. Essa percepção, diz o especialista, está firmemente baseada no que elas já conhecem, já estão acostumadas. As pessoas, diz ele, resistem bravamente à qualquer tentativa de mudança. Por isso mesmo, podem repetir dezenas de vezes os mesmos erros, e continuar acreditando que estão agindo certo. Costumam chamar isso de “seguir a própria intuição”.
“Esqueça a sua intuição”, diz Ariely. “É bem provável que ela esteja errada.” Para ele, o único jeito de tomar boas decisões nos negócios é testar, experimentar, inovar. “Duvide de tudo que você sabe ou acha que sabe”, diz. “Experimente algo inusitado, tome uma atitude inesperada e observe os resultados: você vai perceber que boa parte das suas percepções sobre o que era certo estavam erradas.” Que tal começar agora? Reavalie todas as decisões que tomou recentemente nos negócios e pense se poderia ter feito algo diferente. Faça uma reunião e peça para as pessoas pensarem fora da caixa. Tente ver sua empresa sob um ponto de vista totalmente novo – assuma o lugar do concorrente ou de um investidor, por exemplo. Esqueça todas as ideias pré-concebidas e siga por um caminho novo. Caso contrário, você corre o risco de não ver o gorila no meio da sala.

Fonte: Blog Papo de Empreendedor


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Conheça as 10 competências que as empresas procuram em um líder


Para consultor "é preciso desenvolver características específicas. E isso pode ser feito por meio de treinamento"

SÃO PAULO -  Os novos profissionais devem compreender e se adaptar as mudanças que ocorrem no mundo corporativo. Os sistemas de tecnologia e o investimento em novos setores são fatores que exigem um novo comportamento do líder.
De acordo com o diretor-sócio da MOT, Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, para que uma empresa alcance o sucesso é fundamental que os líderes saibam como lidar com essas novas demandas. “É preciso desenvolver características específicas. E isso pode ser feito por meio de treinamento”, afirma.
empresa empresário executivo
Regras
De acordo com o consultor, um líder se desenvolve em seu local de trabalho por meio da chamada “Regra 10-20-70”. Segundo esta regra, 10% do desenvolvimento profissional está ligado ao aprendizado, 20% às ações realizadas e fomentadas pelo próprio líder e 70% corresponde à prática diária de um profissional.
Para que aconteça uma mudança de comportamento, o profissional deve refletir sobre como melhorar os resultados obtidos. Castro lista 10 características que as empresas de ponta desejam ver em seus líderes, para que eles se encaixem nesse novo cenário.
Conheça as novas competências:
1- Possuir equilíbrio entre conhecimento técnico e comportamental;
2- Conhecer seu próprio perfil e comportamentos, e ficar atento ao impacto que eles provocam na equipe;
3- Ter capacidade de pensar globalmente e de compreender as mudanças econômicas e sociais;
4- Compreender o conceito de “diversidade” de maneira ampla, incluindo novos fatores que possam impactar no futuro;
5- Demonstrar uma boa percepção a respeito de seu próprio comportamento e o dos outros;
6- Ser ético e íntegro em relação a seus valores;
7- Ter habilidade no uso de ferramentas tecnológicas e integrado nas atividades das mídias sociais;
8- Ser capaz de construir parcerias e influenciar outras pessoas, mesmo sem ter autoridade sobre elas;
9- Possuir competência para entender as necessidades dos colaboradores e dividir a liderança;
10- Ter habilidade para mudar o estilo de liderança, tendo clareza sobre quando e como variar de um estilo de autoridade para um estilo de orientação;

Fonte: InfoMoney