segunda-feira, 27 de junho de 2011

Empreendedores individuais se expandem no mercado

O brasiliense Gustavo de Castro Dudu agora tem microempresa   
O brasiliense Gustavo de Castro Dudu agora tem microempresa
Brasília - Inicialmente formalizado como Empreendedor Individual 
(EI), o brasiliense Gustavo de Castro Dudu, de 19 anos, migrou recentemente para a categoria Microempresa. A demanda pelos pães integrais da Nutry Pan cresceu tanto que ele sentiu necessidade de expandir o negócio. O faturamento extrapolou o limite estipulado para EI, de R$ 36 mil por ano, e Gustavo passou a ser enquadrado na faixa que considera o valor de até R$ 240 mil anual.
Sebrae realiza 3ª Semana do Empreendedor Individual
Para ajudar 1,2 milhão de empreendedores individuais a expandir seus negócios, assim como ocorreu com Gustavo, o Sebrae vai promover ao longo desta semana a 3ª Semana do Empreendedor Individual. O evento será realizado em cidades de todas as unidades da federação desta segunda (27) até o próximo sábado (2). O foco na 3ª edição é capacitar os formalizados como EI para que alcancem sustentabilidade em seus negócios. A instituição vai montar tendas em espaços públicos com grande circulação de pessoas, onde serão ministrados cursos e palestras gratuitos, além de atendimentos individuais do Sebrae e de instituições parceiras, como bancos públicos, Receita Federal e governos estaduais e municipais.

A figura jurídica do EI foi regulamentada há dois anos com objetivo de formalizar os trabalhadores por conta própria que contam com, no máximo, um funcionário. Com a migração para microempresa, Gustavo passou a ter o direito de contratar mais de um funcionário. Hoje já são cinco empregados na empresa, além de cinco revendedores.
Procura
“Está aumentando muito a procura. Temos 36 clientes fixos, entre restaurantes, supermercados e lanchonetes de todo o Distrito Federal. Ultrapassei o limite e fui obrigado a migrar. Se continuasse como Empreendedor Individual, estaria me prendendo, me impedindo de crescer”, conta. Gustavo conta que a expansão vai ajudá-lo a tomar empréstimos em valores mais elevados. O dinheiro será utilizado para reformar a fábrica de pães e para aquisição de novas máquinas.
A abertura do negócio, há três anos, foi uma iniciativa arriscada, já que Gustavo, que trabalhava como administrador de redes, nunca havia feito um pão na vida. A ideia surgiu quando conheceu sua mulher, Queila de Castilho, de 23 anos, que tinha aprendido a fazer pães. Mesmo sem experiência, ele decidiu pedir demissão da empresa em que trabalhava e investir no negócio. Foram necessários empréstimos para comprar máquinas e equipamentos. “Aprendi na marra a fazer pão. Nos primeiros meses, perdia quase a metade da produção porque sempre errava muito”, conta, rindo. A produção diária saltou de 300 pães para mais de mil. Aos domingos, Gustavo e Queila chegam a fazer 1,5 mil pães.
Assinatura de flores

O ingresso no mundo dos negócios também se deu por meio da figura do Empreendedor Individual no caso de Alessandra Alves. Funcionária de lojas do varejo há 20 anos, ela resolveu abrir o próprio negócio em fevereiro deste ano e se formalizou como empreendedora individual. A ideia inicial era montar um site de assinatura de flores. “Assim como as pessoas fazem com as revistas, poderão assinar flores. Semanalmente, receberão arranjos personalizados em suas casas”, explica.

Mas a expectativa otimista em relação ao site, que deverá ser lançado até o início de julho, é tão grande que Alessandra decidiu abrir paralelamente uma loja física para sua empresa, a Boutique de flores Elegance. Com esta decisão, teve que migrar para uma faixa de faturamento acima, a de microempresa. Segundo ela, a mudança foi necessária para que pudesse ter acesso a valores mais elevados de crédito. “Se continuasse como EI, não iria conseguir um valor alto de empréstimo e talvez não montasse a loja, o que me limitaria muito”, conta a empresária, que dentro de três meses deve inaugurar a loja.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O que é um consórcio?

O que é um consórcio?Nos dois últimos artigos que escrevi sobre a compra de carros através de financiamentos (‘Devo comprar carro financiado e continuar a investir?‘ e ‘Por que não comprar carro para assumir financiamento?‘), muitos leitores questionaram sobre consórcios e alguns chegaram a afirmar que consórcio é melhor que o financiamento.
Como muita gente não entende bem sobre essa modalidade para aquisição de bens, resolvi escrever este texto e tentar explicar o tema e mostrar as principais vantagens em aderir a um consórcio para adquirir um carro ou imóvel.
Para completar, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de vários best-sellers na área de educação financeira, escreveu um excelente artigo (‘O momento dos consórcios‘, publicado na Folha de São Paulo) sobre o assunto e nada melhor que compartilhar seus conhecimentos para ajudar a explicar o que é um consórcio.

Afinal, o que é um consórcio?

Um consórcio nada mais é que um grupo de pessoas (físicas e/ou jurídicas) interessadas em comprar um bem (automóvel, imóvel…) e que não tenham a necessidade de ter esse bem em mãos imediatamente. Esse grupo deve ser administrado por uma empresa, que será responsável por viabilizar o funcionamento do consórcio e, por isso, cobra uma taxa de administração.
A empresa administradora divide o valor do bem em um grande número de parcelas de modo que a soma das parcelas pagas pelos consorciados a cada mês permita adquirir um ou mais desses bens.
Isso permite que, mensalmente, um ou mais consorciados sejam contemplados por sorteio e adquiram a carta de crédito que compra o bem à vista. Além dos sorteios, a maioria dos planos de consórcios permite que os participantes ofereçam lances antecipando certo número de prestações. Quem der o maior lance leva a carta de crédito.

O que é melhor: consórcio ou financiamento?

A resposta, como (quase) sempre, é depende! Entretanto, do ponto de vista exclusivamente financeiro, o consórcio seria uma opção melhor na maioria dos casos. Digo isto porque muitas pessoas quando estão prestes a tomar essa decisão, querem o bem imediatamente. Neste caso, o consórcio não seria a melhor opção.
Entretanto, caso o comprador esteja disposto a esperar pela contemplação, o consórcio passa a ser um ótimo aliado. Para fazer essa comparação, vamos às contas!
Considerando a opção de adquirir um bem no valor de R$ 60.000,00 em 60 meses, existem – hipoteticamente – duas opções: comprar através de um consórcio com taxa de administração de 12% ou um financiamento com juros de 1% ao mês.
Nessa situação, quem optasse pelo consórcio pagaria prestações mensais de R$ 1.120. Já quem optasse pelo financiamento teria que desembolsar R$ 1.335! Enquanto no consórcio você pagaria 12% a mais sobre o valor do bem, no financiamento esse percentual é de 33,5%.

Então o consórcio seria um investimento?

Não, de forma alguma! Pela vantagem financeira em relação ao financiamento, muitos vendedores de consórcios costumam afirmar (equivocadamente) que o produto é um grande investimento. Definitivamente, consórcio não é investimento, pois, ao adquiri-lo, você está pagando mais do que vale sua compra, incluindo a taxa de administração no preço.
Isso não impede, entretanto, que consórcios viabilizem bons investimentos. Utilizando o exemplo do Cerbasi, se você tem uma boa reserva financeira, mas insuficiente para pagar um imóvel que está abaixo do preço de mercado, pode discutir com uma administradora de consórcios se sua poupança viabiliza um lance contemplável em poucos meses.
Ao assumir a prestação do consórcio -mais barata que um financiamento- e ofertar um lance contemplável, na prática é como se tivesse oferecido uma entrada no financiamento sem assumir todo o custo deste.
Muitos investidores fazem isso para comprar imóveis que, quando revendidos, trazem lucro maior que a taxa de administração. Lucram com dinheiro alugado. Vale a pena? Sim, mas, nesse caso, o consórcio não foi um investimento, e sim um custo. Investimento foi o imóvel.

Conclusão

Do ponto de vista financeiro, a melhor opção entre consórcio e financiamento é… pagar à vista! Se houver taxa de administração (consórcios) ou taxa de juros (financiamentos), a compra à vista sempre será a melhor opção.
Mas se você não tem esse dinheiro, pode esperar para adquirir o bem e precisa optar por uma dessas opções, escolha o consórcio. Principalmente em períodos onde as taxas de juros ainda estão muito altas. Quanto menor forem essas taxas, menos atrativos ficarão os consórcios. Portanto, como afirmou o Cerbasi, aproveite o momento. Avalie um consórcio antes de assinar um financiamento.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?

Posted: 20 Jun 2011 09:54 AM PDT
Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?Um dia, após organizar os meus pertences e doar um monte de coisas que eu já não usava mais e jogar fora um tanto de tralha que estava acumulada e que não tinha serventia para mim - e certamente não teria para mais ninguém -, comecei a pensar em como tinha chegado naquela situação de acúmulo de tantos objetos desnecessários.
Refletindo sobre isso, aos poucos foi se delineando uma idéia ambiciosa: ficar um ano sem comprar supérfluos e, com isso, pensar sobre o papel que o consumismo tem em minha vida. Foi nesse momento que decidi criar um blog, onde relato minha experiência: o Blog "Um Ano Sem Compras".
Não parei de comprar imediatamente, afinal o projeto de abrir mão de adquirir novos produtos precisava ser elaborado. Eu senti necessidade de me preparar emocionalmente e também de ler sobre diversos assuntos, como economia doméstica, sustentabilidade, finanças pessoais, psicologia e etc. Parei de comprar no dia primeiro de junho e permaneço fiel ao desafio que me propus desde então.
O blog, que havia sido pensado para ser um registro da minha experiência e também uma forma a mais de manter o autocontrole, tem gerado discussões interessantes e uma de suas repercussões foi o convite que recebi do Dinheirama para escrever neste espaço e compartilhar com os leitores deste site as descobertas e as possibilidades que venho extraindo dessa experiência.
O mais importante sobre a decisão de ficar um ano sem compras é a motivação. Uma pessoa não decide simplesmente ficar um ano sem comprar, fazer uma dieta, economizar parte da sua renda ou mesmo iniciar um relacionamento afetivo sem que tenha uma boa dose de motivação. Se os motivos são bons ou ruins, profundos ou superficiais, isso é outra discussão, mas é preciso que eles existam e que sejam suficientemente fortes para que alguém ponha qualquer tipo de plano em prática.
Parar de comprar pode parecer bastante drástico, mas com certeza é uma forma de se tornar mais consciente dos padrões de consumo que influenciam as escolhas feitas, o que elas geram em termos de conseqüências e impacto na vida pessoal e também qual é a função emocional que comprar cumpre na economia psíquica de cada sujeito.
Todos esses motivos estiveram presentes e cumpriram um papel importante na minha decisão de passar um ano sem comprar. Muitas pessoas perguntam, por exemplo, se economizar foi uma das razões que levaram à criação desse blog. A resposta para essa pergunta é não, embora com certeza a economia seja uma das conseqüências agradáveis decorrentes do desafio.
Como Psicóloga que nunca trabalhou na área de finanças e que só recentemente entrou em contato com temas ligados à Psicologia Econômica, sempre pensei que o ato de comprar revela um pouco o nosso modo de lidar com o mundo.
§ Somos pessoas cautelosas, que preferem se guardar diante de situações de risco ou gostamos de apostar alto quando há chance de extrair algum prazer em um determinado contexto?
§ Encaramos situações novas como ameaças ou subestimamos suas possíveis implicações?
§ Abordamos o mundo de forma racional ou nos deixamos levar pelas emoções?
§ Pensamos em prazeres imediatos ou no que podemos alcançar em longo prazo?
Esses são alguns questionamentos possíveis que se aplicam tanto ao modo como as pessoas lidam com suas finanças pessoais, quanto com assuntos de ordem mais subjetiva. Poucos sabem, mas Freud foi um dos primeiros teóricos da área Psi a usar modelos econômicos para descrever processos mentais. Levando isso em conta, é importante lembrar que muitas vezes pensamos em termos de ganhar ou perder, de mais e menos, de investir ou “pôr tudo a perder”. Eu, com certeza, posso perceber essa lógica muito presente na minha vida e nas decisões que tomo diariamente.
Então, antes de qualquer coisa, um ano sem compras é sinônimo de um ano de muita reflexão, de autocrítica e, principalmente, de constatações muito interessantes sobre os hábitos de consumo e o funcionamento de cada pessoa. No meu caso, até agora consegui perceber que uma das coisas mais difíceis é não ter a possibilidade de comprar; é saber que se eu entrar em uma loja ou em um shopping, eu não devo adquirir nada supérfluo de acordo com as regras que eu mesma estabeleci.
É difícil porque uma coisa que o ser humano gosta muito é de poder fazer alguma coisa, mesmo que nunca vá colocá-la em prática realmente. Dá a gostosa sensação de liberdade e de ser dono do próprio nariz. Poder voar de asa-delta, poder comer comida apimentada, poder pegar o carro e dirigir para onde quiser, poder escolher uma área de trabalho, poder “pular carnaval”, enfim... Poder é bom.
O que muitas vezes passa despercebido é que poder não fazer alguma coisa também é muito importante. Quando o assunto é consumo, poder não comprar é tão ou mais importante quanto poder comprar. Nesse sentido, passar um ano sem compras talvez seja uma forma um pouco drástica de questionar essa lógica em que sair de uma liquidação carregada de sacolas, ter uma estante cheia de livros novos ainda por ler ou trocar o carro sempre por um modelo mais caro é necessariamente melhor.
Espero poder contribuir para o questionamento desse imperativo pós-moderno que nos exorta diariamente a comprar, comprar e comprar - e que vem, gradualmente, substituindo a noção de cidadão pela de consumidor. Isso e também encontrar saídas criativas para economizar um pouco, porque fazer um pé de meia e resistir a uma promoção não faz mal a ninguém!
Até a próxima! Grande abraço!

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Este artigo foi escrito por Marina Paula.


Como aumentar sua lista de e-mail marketing


Com ela, você pode mandar mensagens dirigidas para seus consumidores e incentivá-los a ir correndo para a sua loja comprar um produto novo. Mas como as pessoas recebem muitas mensagens que vão direto para a lixeira, você tem que convencê-las a assinar sua lista de e-mails.
O site Small Biz Bee listou algumas dicas que podem ajudá-lo a atrair mais assinantes para o seu e-mail marketing.
1-Torne visível
Dentro do seu site, o cliente tem que encontrar um botão logo na primeira página para se cadastrar na sua lista. Em sua loja, deixe fichas para o cliente se inscrever. Elas devem estar bem visíveis no caixa e  seus funcionários devem oferecer o cadastro aos consumidores.
2-Demonstre relevância
Dê um bom motivo para seu cliente querer receber seu e-mail marketing. Explique um pouco do que ele vai receber e quais são as vantagens. Em seu site, você pode disponibilizar uma lista. Ex:”Dez razões para você assinar nosso mailing”.
3-Dê incentivos
Que tal oferecer brindes e promover promoções exclusivas para assinantes do e-mail marketing? Além de incentivar a assinatura, estas medidas podem  lhe  ajudar diretamente no aumento das vendas.
4-Seja criativo
Encontre maneiras diferentes de promover o e-mail marketing no site. Você pode fazer um vídeo, por exemplo, explicando um pouco  sobre a sua empresa e o que os clientes vão receber assinando sua lista.
5-Deixe uma política de privacidade explícita
Você tem que fazer com que  o seu cliente se sinta seguro ao  colocar  o e-mail  na lista da sua empresa . Ele tem que ter certeza de que o endereço eletrônico dele não vai sair da sua loja.
Você usa e-mail marketing ou mala direta no seu negócio? Como estes recursos lhe  ajudam?